Táticas para o manejo integrado de Meloidogyne incognita em tomateiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Pereira, Aurenice Lucena
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: UEMA
Brasil
Campus São Luis Centro de Ciências Agrárias – CCA
Centro de Ciências Agrárias
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGROECOLOGIA
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.uema.br/handle/123456789/283
Resumo: A crescente demanda por produtos isentos de contaminação por agrotóxicos, aliada à preocupação com a proteção do meio ambiente e a manutenção da sustentabilidade dos agroecossistemas vem causando um aumento substancial de pesquisas que geram estratégias de manejo de doenças de plantas baseadas nos princípios agroecológicos, inserindo-se aí, o manejo integrado de doenças. É com essa visão sistêmica, que o presente trabalho buscou avaliar estratégias que possam ser utilizadas de forma isoladas ou integradas no controle de Meloidogyne incognita na cultura do tomateiro. Os ensaios foram realizados em condições de casa de vegetação do Núcleo de Biotecnologia Agronômica da Universidade Estadual do Maranhão - UEMA, em São Luís - MA. Como táticas de manejo foram testados o uso de variedades resistentes, com a avaliação de 15 cultivares de tomateiro quanto à resistência a M incognita; a incorporação ao solo da parte aérea triturada de mamona (Ricinus communis) e mandioca (Manihot esculenta) nas proporções de 10%, 20%, 30% e 40% em dois períodos de incubação, 7 e 14 dias; o controle biológico através da produção de mudas de tomateiro infestadas com o fungo nematófago Paecilomyces lilacinus veiculado em grãos de arroz ou em suspensão de conídios e a rotação de cultura com mamona, feijão-caupi (Vigna unguiculata), guandu (Cajanus cajan), mucuna preta (Mucuna aterrina) e crotalária (Crotalaria breviflora). As avaliações foram feitas utilizando-se como parâmetros os índices de galhas e massas de ovos e o peso fresco da parte aérea e do sistema radicular. Dos 15 cultivares avaliados oito apresentaram reação de resistência e sete comportaram-se como suscetíveis à população de M incognita testada. A produção de mudas de tomateiro em substrato contendo o fungo nematófago apresentou bom resultado, independente da concentração do fungo, reduzindo a população do nematóide, demonstrando ser esta metodologia superior à aplicação do fungo diretamente ao solo de plantio. A incorporação de folhas frescas trituradas de mamona e mandioca mostraram-se eficiente na redução dos danos causados pelo nematóide das galhas em tomate, aumentando a sua eficiência proporcionalmente ao aumento da concentração. Nos ensaios de rotação de cultura verificou-se que os dois cultivares de mamona testados e três de caupi não apresentaram efeito posivo, aumentando a população do nematóide no solo. Apenas o cultivar de caupi Vita 7 e crotalária, guandu e mucuna preta apresentaram bons resultados, sendo que as três últimas suprimiram a população de nematóide, verificada em plantas de tomate plantadas subseqüente a estas culturas.
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