Caracterização e potencial tecnológico de Myrcianthes pungens (guabiju)
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | , , , |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual de Ponta Grossa
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos
|
| Departamento: |
Setor de Ciências Agrárias e Tecnologia
|
| País: |
Brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/4659 |
Resumo: | O desenvolvimento de produtos enriquecidos com compostos naturais tem sido amplamente investigado em diversas pesquisas, devido ‡ uma maior demanda de consumo. Diferentes espécies vegetais podem fornecer compostos de interesse para diversos segmentos industriais. A Myrcianthes pungens (guabijú ̇), é considerada fonte de compostos bioativos, aos quais s„o atribuídas propriedades antioxidantes e antimicrobianas. Como o guabijú ̇ demonstra ser uma matéria prima promissora, o objetivo da pesquisa foi avaliar o potencial tecnológico dos extratos e óleos essenciais extraídos das folhas e frutos do guabijuzeiro. O estudo foi conduzido em 5 etapas (capítulos), sendo inicialmente demonstrado dados da literatura sobre os compostos j· identificados no guabij ̇, alÈm de informaÁıes sobre constituintes químicos em óleo essencial de espécies da família Myrtaceae e técnicas para separação de compostos. No capítulo 2 foram avaliadas as caraterísticas físico químicas dos frutos, folhas e sementes. Observou-se que os frutos avaliados continham baixa acidez e elevado teor de açúcares, como a frutose (7,14 g 100 g-1). As sementes demonstraram maior predomin‚ncia do ·cido succÌnico (87,01 mg 100 g-1) e maior soma dos minerais cálcio, potássio e sódio. As folhas indicaram conte ̇do superior de cinzas e proteínas (5,57 e 4,82 g 100 g-1) além da maior concentração de carotenoides (562,15 μg g-1). No capítulo 3, efetuou-se a otimização da extração dos compostos bioativos das folhas e frutos do guabijú, empregando um planejamento experimental aliado a metodologia de superfície de resposta (MSR). Foram analisadas diferentes combinações de concentração de solvente (acetona e etanol), razão soluto: solvente e temperatura. A MSR sugeriu como melhor condição para obtenção de compostos bioativos dos extratos dos frutos, no caso do uso do etanol, a concentração de 50,6%, razão soluto: solvente 1:30 e temperatura de 50 oC, enquanto que para extratos elaborados com acetona, concentração de 46%, razão soluto: solvente 1:10 e temperatura de 50 oC. A otimização da extração para maximizar o teor de bioativos dos extratos foliares, indicou para o uso com o solvente etanol a combinação dos fatores concentração de solvente 30%, razão soluto solvente 1:30 e temperatura de 25 °C. J para o emprego da acetona a aplicação das condições concentração de solvente 70%, razão soluto solvente 1:30 e temperatura de 40 °C resultou na melhor condição. Com a utilização dos parâmetros otimizados observou-se que a combinação com o etanol extraiu maior conteúdo de compostos fenólicos nos frutos de guabijú ̇ (2666,27 mg kg-1) e a solução com acetona obteve maior teor para as folhas (6555,32 mg kg-1). Ambos extratos demonstraram capacidade antimicrobiana frente a microrganismos patogínicos. No capítulo 4, os extratos otimizados que indicaram a maior concentração de compostos bioativos foram aplicados na elaboração de iogurtes. A incorporação dos extratos das folhas e frutos em proporções distintas (5 e 10%) favoreceu ao aumento na concentração de compostos fenólicos, flavonoides e antocianinas, assim como da atividade antioxidante em todas as formulações enriquecidas, embora com resultado mais expressivo na amostra com extrato das folhas (FO10). Contudo, a viabilidade das bactérias láticas foi mantida durante 21 dias de armazenamento, na faixa de 106 e 109 UFC g-1. Na última etapa, as folhas e frutos do guabijú foram empregadas na extração do óleo essencial (OE), os quais revelaram a predominância de compostos químicos da classe dos sesquiterpernos hidrocarbonetos (57,89%), que em conjunto com demais constituintes identificados demonstraram aroma considerado frutado-herbáceo-amadeirado. Nos OE obtidos constatou-se potencial antioxidante e antimicrobiano, cujo valores da CIM foram mais expressivos no OE das folhas, especialmente contra E. coli e Salmonella (80,92 e 80,16 μg mL-1). Os achados dessa pesquisa contribuem para a valorização do guabijuzeiro como fonte de compostos naturais, com potencial de aplicação em produtos alimentícios, como o iogurte. |
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Diferentes espécies vegetais podem fornecer compostos de interesse para diversos segmentos industriais. A Myrcianthes pungens (guabijú ̇), é considerada fonte de compostos bioativos, aos quais s„o atribuídas propriedades antioxidantes e antimicrobianas. Como o guabijú ̇ demonstra ser uma matéria prima promissora, o objetivo da pesquisa foi avaliar o potencial tecnológico dos extratos e óleos essenciais extraídos das folhas e frutos do guabijuzeiro. O estudo foi conduzido em 5 etapas (capítulos), sendo inicialmente demonstrado dados da literatura sobre os compostos j· identificados no guabij ̇, alÈm de informaÁıes sobre constituintes químicos em óleo essencial de espécies da família Myrtaceae e técnicas para separação de compostos. No capítulo 2 foram avaliadas as caraterísticas físico químicas dos frutos, folhas e sementes. Observou-se que os frutos avaliados continham baixa acidez e elevado teor de açúcares, como a frutose (7,14 g 100 g-1). 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A incorporação dos extratos das folhas e frutos em proporções distintas (5 e 10%) favoreceu ao aumento na concentração de compostos fenólicos, flavonoides e antocianinas, assim como da atividade antioxidante em todas as formulações enriquecidas, embora com resultado mais expressivo na amostra com extrato das folhas (FO10). Contudo, a viabilidade das bactérias láticas foi mantida durante 21 dias de armazenamento, na faixa de 106 e 109 UFC g-1. Na última etapa, as folhas e frutos do guabijú foram empregadas na extração do óleo essencial (OE), os quais revelaram a predominância de compostos químicos da classe dos sesquiterpernos hidrocarbonetos (57,89%), que em conjunto com demais constituintes identificados demonstraram aroma considerado frutado-herbáceo-amadeirado. Nos OE obtidos constatou-se potencial antioxidante e antimicrobiano, cujo valores da CIM foram mais expressivos no OE das folhas, especialmente contra E. coli e Salmonella (80,92 e 80,16 μg mL-1). Os achados dessa pesquisa contribuem para a valorização do guabijuzeiro como fonte de compostos naturais, com potencial de aplicação em produtos alimentícios, como o iogurte.The development of products enriched with natural compounds has been widely investigated in several studies, due to greater consumer demand. Different plant species can provide compounds of interest to different industrial segments. The Myrcianthes pungens (guabij ̇) is considered a source of bioactive compounds, to which antioxidant and antimicrobial properties are attributed. Thus, as guabij ̇ has proven to be a promising raw material, the objective of the research was to evaluate the technological potential of the extracts and essential oils extracted from the leaves and fruits of the guabij ̇ tree. The study was conducted in 5 stages (chapters), initially demonstrating data from the literature on compounds already identified in guabij ̇, in addition to information on chemical constituents in essential oil of species of the Myrtaceae family and techniques for separating compounds. In chapter 2, the following were evaluated the physical and chemical characteristics of the fruits, leaves and seeds. It was observed that the fruits evaluated contained low acidity and high sugar content, such as fructose (7.14 g 100 g-1). The seeds demonstrated a greater predominance of succinic acid (87.01 mg 100 g-1) and a greater sum of the minerals calcium, potassium and sodium. The leaves showed higher ash and protein content (5.57 and 4.82 g 100 g-1) in addition to the highest concentration of carotenoids (562.15 μg g-1). In chapter 3, the extraction of bioactive compounds from guabij ̇ leaves and fruits was optimized, using an experimental design combined with the response surface methodology (RSM). Different combinations of solvent concentration (acetone and ethanol), solute:solvent ratio and temperature were analyzed. The RSM suggested that the best conditions for obtaining bioactive compounds from fruit extracts, in the case of using ethanol, would be a concentration of 50.6%, solute:solvent ratio of 1:30 and a temperature of 50 oC, while for extracts prepared with acetone, a concentration of 46%, solute:solvent ratio of 1:10 and temperature of 50 oC. The optimization of extraction to maximize the bioactive content of leaf extracts indicated the combination of the factors solvent concentration 30%, solute-solvent ratio 1:30 and temperature of 25 °C for use with the solvent ethanol. For the use of acetone, the application of the conditions solvent concentration 70%, solute-solvent ratio 1:30 and temperature of 40 °C resulted in the best condition. Using the optimized parameters, it was observed that the combination with ethanol extracted a higher content of phenolic compounds in the guabij ̇ fruits (2666.27 mg kg-1) and the solution with acetone obtained a higher content for the leaves (6555.32 mg kg-1). Both extracts demonstrated antimicrobial capacity against pathogenic microorganisms. In chapter 4, the optimized extracts that indicated the highest concentration of bioactive compounds were applied in the preparation of yogurts. The incorporation of leaf and fruit extracts in different proportions (5 and 10%) favored an increase in the concentration of phenolic compounds, flavonoids and anthocyanins, as well as antioxidant activity in all enriched formulations, although with a more expressive result in the sample with leaf extract (FO10). However, the viability of lactic acid bacteria was maintained during 21 days of storage, in the range of 106 and 109 CFU g-1 . In the last stage, the guabij ̇ leaves and fruits were used to extract the essential oil (EO), which revealed the predominance of chemical compounds from the hydrocarbon sesquiterpene class (57.89%), which together with other identified constituents demonstrated an aroma considered fruity-herbaceous-woody. The obtained EOs showed antioxidant and antimicrobial potential, with MIC values being more expressive in the EOs from the leaves, especially against E. coli and Salmonella (80.92 and 80.16 μg mL-1). The findings of this research contribute to the appreciation of guabij ̇ as a source of natural compounds, with potential for application in food products, such as yogurt.Submitted by Angela Maria de Oliveira (amolivei@uepg.br) on 2025-09-01T18:27:01Z No. of bitstreams: 1 Elisandra Detoni.pdf: 4336457 bytes, checksum: c1cea68c455ebe4e206cf9d95a1607c8 (MD5)Made available in DSpace on 2025-09-01T18:27:01Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Elisandra Detoni.pdf: 4336457 bytes, checksum: c1cea68c455ebe4e206cf9d95a1607c8 (MD5) Previous issue date: 2025-06-27Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorporUniversidade Estadual de Ponta GrossaPrograma de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de AlimentosUEPGBrasilSetor de Ciências Agrárias e TecnologiaCiências AgráriasCompostos bioativosCapacidade AntioxidanteAtividade AntimicrobianaIogurteCompostos químicosCaracterização e potencial tecnológico de Myrcianthes pungens (guabiju)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPGinstname:Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)instacron:UEPGLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81866http://tede2.uepg.br/jspui/bitstream/prefix/4659/2/license.txt43cd690d6a359e86c1fe3d5b7cba0c9bMD52ORIGINALElisandra Detoni.pdfElisandra Detoni.pdfTese completa em PDFapplication/pdf4336457http://tede2.uepg.br/jspui/bitstream/prefix/4659/1/Elisandra%20Detoni.pdfc1cea68c455ebe4e206cf9d95a1607c8MD51prefix/46592025-09-01 15:27:01.319oai:tede2.uepg.br:prefix/4659TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIApzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIApmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIG8gRGVwb3NpdGEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byAKcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIERlcG9zaXRhIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIApWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBEZXBvc2l0YSBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyAKT1JHQU5JU01PLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgCkVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCgpPIERlcG9zaXRhIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIAphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://tede2.uepg.br/jspui/PUBhttp://tede2.uepg.br/oai/requestbicen@uepg.br||mv_fidelis@yahoo.com.bropendoar:2025-09-01T18:27:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPG - Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)false |
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O desenvolvimento de produtos enriquecidos com compostos naturais tem sido amplamente investigado em diversas pesquisas, devido ‡ uma maior demanda de consumo. Diferentes espécies vegetais podem fornecer compostos de interesse para diversos segmentos industriais. A Myrcianthes pungens (guabijú ̇), é considerada fonte de compostos bioativos, aos quais s„o atribuídas propriedades antioxidantes e antimicrobianas. Como o guabijú ̇ demonstra ser uma matéria prima promissora, o objetivo da pesquisa foi avaliar o potencial tecnológico dos extratos e óleos essenciais extraídos das folhas e frutos do guabijuzeiro. O estudo foi conduzido em 5 etapas (capítulos), sendo inicialmente demonstrado dados da literatura sobre os compostos j· identificados no guabij ̇, alÈm de informaÁıes sobre constituintes químicos em óleo essencial de espécies da família Myrtaceae e técnicas para separação de compostos. No capítulo 2 foram avaliadas as caraterísticas físico químicas dos frutos, folhas e sementes. Observou-se que os frutos avaliados continham baixa acidez e elevado teor de açúcares, como a frutose (7,14 g 100 g-1). As sementes demonstraram maior predomin‚ncia do ·cido succÌnico (87,01 mg 100 g-1) e maior soma dos minerais cálcio, potássio e sódio. As folhas indicaram conte ̇do superior de cinzas e proteínas (5,57 e 4,82 g 100 g-1) além da maior concentração de carotenoides (562,15 μg g-1). No capítulo 3, efetuou-se a otimização da extração dos compostos bioativos das folhas e frutos do guabijú, empregando um planejamento experimental aliado a metodologia de superfície de resposta (MSR). Foram analisadas diferentes combinações de concentração de solvente (acetona e etanol), razão soluto: solvente e temperatura. A MSR sugeriu como melhor condição para obtenção de compostos bioativos dos extratos dos frutos, no caso do uso do etanol, a concentração de 50,6%, razão soluto: solvente 1:30 e temperatura de 50 oC, enquanto que para extratos elaborados com acetona, concentração de 46%, razão soluto: solvente 1:10 e temperatura de 50 oC. A otimização da extração para maximizar o teor de bioativos dos extratos foliares, indicou para o uso com o solvente etanol a combinação dos fatores concentração de solvente 30%, razão soluto solvente 1:30 e temperatura de 25 °C. J para o emprego da acetona a aplicação das condições concentração de solvente 70%, razão soluto solvente 1:30 e temperatura de 40 °C resultou na melhor condição. Com a utilização dos parâmetros otimizados observou-se que a combinação com o etanol extraiu maior conteúdo de compostos fenólicos nos frutos de guabijú ̇ (2666,27 mg kg-1) e a solução com acetona obteve maior teor para as folhas (6555,32 mg kg-1). Ambos extratos demonstraram capacidade antimicrobiana frente a microrganismos patogínicos. No capítulo 4, os extratos otimizados que indicaram a maior concentração de compostos bioativos foram aplicados na elaboração de iogurtes. A incorporação dos extratos das folhas e frutos em proporções distintas (5 e 10%) favoreceu ao aumento na concentração de compostos fenólicos, flavonoides e antocianinas, assim como da atividade antioxidante em todas as formulações enriquecidas, embora com resultado mais expressivo na amostra com extrato das folhas (FO10). Contudo, a viabilidade das bactérias láticas foi mantida durante 21 dias de armazenamento, na faixa de 106 e 109 UFC g-1. Na última etapa, as folhas e frutos do guabijú foram empregadas na extração do óleo essencial (OE), os quais revelaram a predominância de compostos químicos da classe dos sesquiterpernos hidrocarbonetos (57,89%), que em conjunto com demais constituintes identificados demonstraram aroma considerado frutado-herbáceo-amadeirado. Nos OE obtidos constatou-se potencial antioxidante e antimicrobiano, cujo valores da CIM foram mais expressivos no OE das folhas, especialmente contra E. coli e Salmonella (80,92 e 80,16 μg mL-1). Os achados dessa pesquisa contribuem para a valorização do guabijuzeiro como fonte de compostos naturais, com potencial de aplicação em produtos alimentícios, como o iogurte. |
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