A Telecardiologia no apoio ao diagnóstico diferencial da dor torácica nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) do Estado do Rio de Janeiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Farah, Simone
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Telemedicina e Telessaúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/5933
Resumo: Estudo restrospectivo do banco de dados do Núcleo de Consultoria Cardiológica da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro com o objetivo de avaliar o uso da telecardiologia como apoio ao diagnóstico diferencial da dor torácica em pacientes atendidos em vinte e duas Unidades de Pronto Atendimento 24 horas (UPA 24h) no período de 01 de janeiro de 2012 a 31 dezembro de 2013. Foi avaliado o percentual de discordância entre o diagnóstico primário e a segunda opinião do cardiologista e identificados os pontos de discordância diagnóstica e o desfecho clínico. No período, foram avaliados 9.692 pacientes. Deste total, 5.816 (60%) foram admitidos por dor torácica supostamente cardiológica ou associada a outro sintoma. Quando se comparou o diagnóstico primário pelo médico generalista da UPA 24h e o diagnóstico final após avaliação pela telecardiologia, identificou-se discordância diagnóstica em 1.593 (27,39%) atendimentos. Os pontos de discordância diagnóstica identificados pelo cardiologista ocorreram quando foram avaliados o eletrocardiograma da admissão e os valores dos marcadores de necrose miocárdica, correlacionando os achados a apresentação clínica do paciente. O diagnóstico primário pelo médico da UPA 24h foi de infarto agudo do miocárdio sem supradesnível do segmento ST em 1.477 pacientes (92,72%), infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST em 74 pacientes (4,64%), edema agudo de pulmão em 40 pacientes (2,52%) e de taquiarritmia em 2 pacientes (0,12%). Foi solicitado pelo médico generalista transferência hospitalar para terapia intensiva para todos esses pacientes. O diagnóstico após a telecardiologia foi de angina instável em 385 pacientes (24,17%), insuficiência cardíaca congestiva em 289 pacientes (18,14%), edema agudo de pulmão em 212 pacientes (13,31%), infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST em 174 pacientes (10,92%), emergência hipertensiva em 152 pacientes (9,54%), insuficiência renal crônica agudizada em 113 pacientes (7,09%), infarto agudo do miocárdio sem supradesnível do segmento ST em 89 pacientes (5,59%), pneumonia em 89 pacientes (5,59%), sepse em 39 pacientes (2,45%), miopericardite em 26 pacientes (1,63%), taquiarritmia em 20 pacientes (1,26%) e doença orovalvar em 5 pacientes (0,31%). O desfecho após a telecardiologia foi de 1.178 altas (73,94%), 338 transferências (21,21%), 62 óbitos (3,90%) e 15 desconhecido (0,95%). Portanto, de um total de 1.593 pacientes com dor torácica e diagnóstico discordante, foram evitadas 1.255 (78,78%) transferências para leitos de hospitais terciários. Tal fato traduz-se em evitar custos desnecessários ao Sistema Único de Saúde (SUS) com a ocupação de leitos de terapia intensiva e com a realização de exames cardiológicos, por vezes de alta complexidade, sem a devida indicação
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spelling A Telecardiologia no apoio ao diagnóstico diferencial da dor torácica nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) do Estado do Rio de JaneiroTelecardiology on the diagnostic support of chest pain in Emergency Care Units (ECU) in the State of Rio de JaneiroTelecardiologyChest PainElectrocardiographyEmergency care unitTelecardiologiaDor torácicaEletrocardiogramaUnidades de pronto atendimentoCardiologiaDor no peito - DiagnósticoEnsino a distânciaTelemedicinaEletrocardiografiaCNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CLINICA MEDICA::CARDIOLOGIAEstudo restrospectivo do banco de dados do Núcleo de Consultoria Cardiológica da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro com o objetivo de avaliar o uso da telecardiologia como apoio ao diagnóstico diferencial da dor torácica em pacientes atendidos em vinte e duas Unidades de Pronto Atendimento 24 horas (UPA 24h) no período de 01 de janeiro de 2012 a 31 dezembro de 2013. Foi avaliado o percentual de discordância entre o diagnóstico primário e a segunda opinião do cardiologista e identificados os pontos de discordância diagnóstica e o desfecho clínico. No período, foram avaliados 9.692 pacientes. Deste total, 5.816 (60%) foram admitidos por dor torácica supostamente cardiológica ou associada a outro sintoma. Quando se comparou o diagnóstico primário pelo médico generalista da UPA 24h e o diagnóstico final após avaliação pela telecardiologia, identificou-se discordância diagnóstica em 1.593 (27,39%) atendimentos. Os pontos de discordância diagnóstica identificados pelo cardiologista ocorreram quando foram avaliados o eletrocardiograma da admissão e os valores dos marcadores de necrose miocárdica, correlacionando os achados a apresentação clínica do paciente. O diagnóstico primário pelo médico da UPA 24h foi de infarto agudo do miocárdio sem supradesnível do segmento ST em 1.477 pacientes (92,72%), infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST em 74 pacientes (4,64%), edema agudo de pulmão em 40 pacientes (2,52%) e de taquiarritmia em 2 pacientes (0,12%). Foi solicitado pelo médico generalista transferência hospitalar para terapia intensiva para todos esses pacientes. O diagnóstico após a telecardiologia foi de angina instável em 385 pacientes (24,17%), insuficiência cardíaca congestiva em 289 pacientes (18,14%), edema agudo de pulmão em 212 pacientes (13,31%), infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST em 174 pacientes (10,92%), emergência hipertensiva em 152 pacientes (9,54%), insuficiência renal crônica agudizada em 113 pacientes (7,09%), infarto agudo do miocárdio sem supradesnível do segmento ST em 89 pacientes (5,59%), pneumonia em 89 pacientes (5,59%), sepse em 39 pacientes (2,45%), miopericardite em 26 pacientes (1,63%), taquiarritmia em 20 pacientes (1,26%) e doença orovalvar em 5 pacientes (0,31%). O desfecho após a telecardiologia foi de 1.178 altas (73,94%), 338 transferências (21,21%), 62 óbitos (3,90%) e 15 desconhecido (0,95%). Portanto, de um total de 1.593 pacientes com dor torácica e diagnóstico discordante, foram evitadas 1.255 (78,78%) transferências para leitos de hospitais terciários. Tal fato traduz-se em evitar custos desnecessários ao Sistema Único de Saúde (SUS) com a ocupação de leitos de terapia intensiva e com a realização de exames cardiológicos, por vezes de alta complexidade, sem a devida indicaçãoRestropective analysis of the database from the Cardiology Consultancy Nucleus of the Health Department in the State of Rio de Janeiro with the objective to evaluate the application of telecardiology as a diagnostic support for patients with chest pain who presented at twenty two Emergency Care Units (ECU) from January 1, 2012 to December 31, 2013. The analysis identified the percentage of cases when the initial diagnosis made by a general practitioner was subsequently amended when the patient was evaluated, using telecardiology techniques, by a specialised cardiology consultant. The reasons for the different diagnoses and the progress of the patients concerned were also evaluated. During the period in question, 9,692 patients were evalutated by the Cardiology Consultant. Of this total, 5,816 (60%) patients were admitted with supposedly cardiological chest pain. On comparing the initial diagnosis made by the general practitioner at the ECU with the subsequent diagnosis made by the specialised telecardiology consultant, 1,593 (27.39%) resulted in amended diagnoses. The divergences arose when evaluating the electrocardiogram made on admission and the values of the myocardial necrosis markers, and relating the results to the clinical state presented by the patients. The initial ECU diagnosis of the divergent group indicated 1,477 patients (92.72%) with acute myocardial infarction without ST-segment elevation, 74 (4.64%) with acute myocardial infarction with ST-segment elevation, 40 (2.52%) with acute pulmonary edema and 2 (0.12%) with tachyarrhythmia. After telecardiological consultation, the diagnoses indicated 385 patients (24.17%) with unstable angina, 289 patients (18.14%) with congestive heart failure, 212 patients (13.31%) with acute pulmonary edema, 174 patients (10.92%) with with acute myocardial infarction with ST-segment elevation, 152 patients (9,54%) with hypertensive emergency, 113 patients (7.09%) with acute chronic renal failure, 89 patients (5.59%) with acute myocardial infarction without ST-segment elevation, 89 patients (5.59%) with pneumonia, 39 patients (2.45%) with sepsis, 26 patients (1.63 %) with myopericarditis, 20 patients (1.26%) with tachyarrhythmia and 5 patients (0.31%) with orovalvar disease. The outcome after telecardiology was 1,178 discharges (73.94%), 338 (21.21%) referrals, 62 (3.90%) deaths and 15 (0.95%) unknown. Therefore, of a total of 1,593 patients with chest pain and discordant diagnosis, 1,255 (78.78%) were avoided for transfers to tertiary hospital beds. This fact translates into avoiding unnecessary costs to the National Health System with the occupation of intensive care beds and the accomplishment of cardiological exams, sometimes of high complexity, without the proper indicationUniversidade do Estado do Rio de JaneiroCentro Biomédico::Faculdade de Ciências MédicasBRUERJPrograma de Pós-Graduação em Telemedicina e TelessaúdeGrisolia, Alexandra Maria Monteirohttp://lattes.cnpq.br/4182784247902426Continentino, Múcio Amadohttp://lattes.cnpq.br/2110127065416697Bomfim, Alfredo de Souzahttp://lattes.cnpq.br/0717157256863644Farah, Simone2020-11-08T19:31:26Z2018-10-242018-02-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfFARAH, Simone. A Telecardiologia no apoio ao diagnóstico diferencial da dor torácica nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) do Estado do Rio de Janeiro. 2018. 67 f. 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