Efeitos da Euterpe oleracea Mart. (Açaí) na função plaquetária de indivíduos saudáveis
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia Clínica e Experimental |
| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/20382 |
Resumo: | A Euterpe oleracea Mart. (açaizeiro) é uma planta típica do Brasil, rica em polifenóis, que apresenta propriedades vasodilatadoras, previne a disfunção endotelial e melhora o perfil metabólico. Porém, não se tem conhecimento sobre seu papel na função plaquetária. As plaquetas são essenciais para a manutenção da hemostasia vascular, mas participam da formação de trombos quando hiperativadas, contribuindo para a patogênese de doenças isquêmicas. Assim, o objetivo do estudo foi investigar os efeitos do extrato hidroalcoólico do caroço do açaí (ASE) na agregação plaquetária e os mecanismos moleculares envolvidos. Para tal, o sangue de 15 homens jovens e saudáveis foi coletado, centrifugado e as plaquetas isoladas incubadas com 10, 50 ou 100 µg/mL do ASE (de acordo com cada experimento). A agregação plaquetária foi medida em plasma rico em plaquetas (PRP) e sangue total. Para verificar as ações do ASE sobre o inibidor plaquetário óxido nítrico (NO), foram avaliados a atividade e a expressão da enzima óxido nítrico sintase (NOS), os níveis de GMPc e a agregação na presença do L-NMMA, inibidor da síntese do NO. Adicionalmente, foram quantificados os níveis de AMPc, segundo mensageiro da prostaciclina, também inibidora plaquetária. O efeito do ASE na fosforilação de enzimas envolvidas na ativação plaquetária – Akt; e proteínas quinases ativadas por mitógenos JNK e ERK – foi medido por Western blotting. Foi mensurado o efeito do ASE sobre a atividade das enzimas antioxidantes superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationa peroxidase (GPx). O ASE inibiu a agregação em PRP induzida por colágeno (basal, 82,7 ± 5,6; ASE50, 54,0 ± 7,2; ASE100, 31,4 ± 4,1%; p < 0,0001), ADP (basal, 46,1 ± 7,5; ASE50, 32,1 ± 4,1; ASE100, 17,6 ± 2,6%; p < 0,0001) e trombina (basal, 103,4 ± 4,5; ASE50, 77,2 ± 8,9; ASE100, 53,4 ± 7,1%; p = 0,0002), bem como em sangue total sob estímulo com colágeno (basal, 28,0 ± 4,0; ASE50, 19,6 ± 4,4; ASE100, 14,8 ± 2,5 Ω; p = 0,008). O L-NMMA inibiu a ação do ASE50 na agregação em PRP induzida por ADP e trombina. Apesar de não ter modificado a atividade da NOS, nem a expressão da eNOS (total e fosforilada), o ASE aumentou os níveis de GMPc (basal, 0,67 ± 0,19; ASE50, 1,50 ± 0,39; ASE100, 1,64 ± 0,49 pmol/108 céls; p = 0,020). Similarmente, houve aumento nos níveis de AMPc (basal, 9,8 ± 1,8; ASE50, 13,9 ± 2,3; ASE100, 15,3 ± 2,6 pmol/108 céls; p = 0,009). A fosforilação das enzimas Akt, JNK e ERK não foi alterada. A atividade das enzimas antioxidantes SOD (basal, 0,042 ± 0,004; ASE100, 0,033 ± 0,003 U/mg ptn, p = 0,009) e CAT (basal, 0,08 ± 0,03; ASE100, 0,05 ± 0,02 U/mg ptn, p = 0,049), mas não da GPx (basal, 1,5 ± 0,6; ASE100, 1,4 ± 0,6 U/mg ptn; p = 0,312), mostrou-se diminuída. Diante desses resultados, é possível que o ASE apresente potencial para ser utilizado na profilaxia e no tratamento de doenças associadas à hiperagregabilidade plaquetária, apesar dos mecanismos subjacentes a esse processo precisarem ser completamente esclarecidos. |
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Efeitos da Euterpe oleracea Mart. (Açaí) na função plaquetária de indivíduos saudáveisEffects of Euterpe oleracea Mart. (açaí) on platelet function from healthy individualsEuterpePlatelet aggregationNitric oxideOxidative stressEuterpeAgregação plaquetáriaÓxido nítricoEstresse oxidativoCIENCIAS BIOLOGICAS::FARMACOLOGIAA Euterpe oleracea Mart. (açaizeiro) é uma planta típica do Brasil, rica em polifenóis, que apresenta propriedades vasodilatadoras, previne a disfunção endotelial e melhora o perfil metabólico. Porém, não se tem conhecimento sobre seu papel na função plaquetária. As plaquetas são essenciais para a manutenção da hemostasia vascular, mas participam da formação de trombos quando hiperativadas, contribuindo para a patogênese de doenças isquêmicas. Assim, o objetivo do estudo foi investigar os efeitos do extrato hidroalcoólico do caroço do açaí (ASE) na agregação plaquetária e os mecanismos moleculares envolvidos. Para tal, o sangue de 15 homens jovens e saudáveis foi coletado, centrifugado e as plaquetas isoladas incubadas com 10, 50 ou 100 µg/mL do ASE (de acordo com cada experimento). A agregação plaquetária foi medida em plasma rico em plaquetas (PRP) e sangue total. Para verificar as ações do ASE sobre o inibidor plaquetário óxido nítrico (NO), foram avaliados a atividade e a expressão da enzima óxido nítrico sintase (NOS), os níveis de GMPc e a agregação na presença do L-NMMA, inibidor da síntese do NO. Adicionalmente, foram quantificados os níveis de AMPc, segundo mensageiro da prostaciclina, também inibidora plaquetária. O efeito do ASE na fosforilação de enzimas envolvidas na ativação plaquetária – Akt; e proteínas quinases ativadas por mitógenos JNK e ERK – foi medido por Western blotting. Foi mensurado o efeito do ASE sobre a atividade das enzimas antioxidantes superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationa peroxidase (GPx). O ASE inibiu a agregação em PRP induzida por colágeno (basal, 82,7 ± 5,6; ASE50, 54,0 ± 7,2; ASE100, 31,4 ± 4,1%; p < 0,0001), ADP (basal, 46,1 ± 7,5; ASE50, 32,1 ± 4,1; ASE100, 17,6 ± 2,6%; p < 0,0001) e trombina (basal, 103,4 ± 4,5; ASE50, 77,2 ± 8,9; ASE100, 53,4 ± 7,1%; p = 0,0002), bem como em sangue total sob estímulo com colágeno (basal, 28,0 ± 4,0; ASE50, 19,6 ± 4,4; ASE100, 14,8 ± 2,5 Ω; p = 0,008). O L-NMMA inibiu a ação do ASE50 na agregação em PRP induzida por ADP e trombina. Apesar de não ter modificado a atividade da NOS, nem a expressão da eNOS (total e fosforilada), o ASE aumentou os níveis de GMPc (basal, 0,67 ± 0,19; ASE50, 1,50 ± 0,39; ASE100, 1,64 ± 0,49 pmol/108 céls; p = 0,020). Similarmente, houve aumento nos níveis de AMPc (basal, 9,8 ± 1,8; ASE50, 13,9 ± 2,3; ASE100, 15,3 ± 2,6 pmol/108 céls; p = 0,009). A fosforilação das enzimas Akt, JNK e ERK não foi alterada. A atividade das enzimas antioxidantes SOD (basal, 0,042 ± 0,004; ASE100, 0,033 ± 0,003 U/mg ptn, p = 0,009) e CAT (basal, 0,08 ± 0,03; ASE100, 0,05 ± 0,02 U/mg ptn, p = 0,049), mas não da GPx (basal, 1,5 ± 0,6; ASE100, 1,4 ± 0,6 U/mg ptn; p = 0,312), mostrou-se diminuída. Diante desses resultados, é possível que o ASE apresente potencial para ser utilizado na profilaxia e no tratamento de doenças associadas à hiperagregabilidade plaquetária, apesar dos mecanismos subjacentes a esse processo precisarem ser completamente esclarecidos.Euterpe oleracea Mart. (açaizeiro) is a plant typical from Brazil, rich in polyphenols, which has vasodilator properties, prevents endothelial dysfunction and improves metabolic profile. However, its role on platelet function is not known. Platelets are essential for the maintenance of vascular hemostasis, but that may also participate in thrombus formation when hyperactivated, contributing to the pathogenesis of ischemic diseases. Thus, the objective of this study was to investigate the effects of açaí stone hydroalcoholic extract (ASE) on platelet aggregation and the molecular mechanisms involved. To accomplish this, blood from 15 healthy young men was collected, centrifuged and the isolated platelets incubated with 10, 50 or 100 μg / mL ASE (according to each experiment). Platelet aggregation was measured in platelet-rich plasma (PRP) and whole blood. In order to assess the effects of ASE on the platelet inhibitor nitric oxide (NO), we measured the activity and expression of the enzyme nitric oxide synthase (NOS), cGMP levels and aggregation in the presence of L-NMMA, a NOS inhibitor. Additionally, cAMP levels were quantified, the second messenger of platelet inhibitor prostacyclin. The effect of ASE on the phosphorylation of enzymes involved in platelet activation - Akt; and mitogen-activated protein kinases JNK and ERK - was measured by Western blotting. The effect of ASE on the activity of the antioxidant enzymes superoxide dismutase (SOD), catalase (CAT) and glutathione peroxidase (GPx) was measured. ASE inhibited collagen-induced PRP aggregation (baseline, 82.7 ± 5.6, ASE50, 54.0 ± 7.2, ASE100, 31.4 ± 4.1%, p <0.0001), ADP (baseline, 46.1 ± 7.5, ASE50, 32.1 ± 4.1, ASE100, 17.6 ± 2.6%, p <0.0001) and thrombin (baseline, 103.4 ± 4.5 , ASE 50, 77.2 ± 8.9, ASE100, 53.4 ± 7.1%, p = 0.0002), as well as in whole blood under stimulation with collagen (baseline, 28.0 ± 4.0, ASE50 , 19.6 ± 4.4, ASE100, 14.8 ± 2.5 Ω, p = 0.008). L-NMMA inhibited the action of ASE50 on PRP aggregation induced by ADP and thrombin. ASE did not affect the activity of NOS, nor the expression of eNOS (total and phosphorylated), but it did increase cGMP levels (baseline, 0.67 ± 0.19, ASE50, 1.50 ± 0.39, ASE100 , 1.64 ± 0.49 pmol / 108 cells, p = 0.020). Similarly, there was an increase in cAMP levels (baseline, 9.8 ± 1.8, ASE50, 13.9 ± 2.3, ASE100, 15.3 ± 2.6 pmol / 108 cells, p = 0.009). Phosphorylation of Akt, JNK and ERK enzymes was not altered. The activity of the antioxidant enzymes SOD (baseline, 0.042 ± 0.004, ASE100, 0.033 ± 0.003 U / mg ptn, p = 0.009) and CAT (baseline, 0.08 ± 0.03, ASE100, 0.05 ± 0.02 U / mg ptn, p = 0.049) but not GPx (baseline, 1.5 ± 0.6, ASE100, 1.4 ± 0.6 U / mg ptn, p = 0.312) was shown to be decreased. In view of these results, it is possible that ASE has the potential to be used in the prophylaxis and treatment of diseases associated with platelet hyperaggregability, although the mechanisms underlying this process need to be fully clarified.Universidade do Estado do Rio de JaneiroCentro Biomédico::Faculdade de Ciências MédicasBrasilUERJPrograma de Pós-Graduação em Fisiopatologia Clínica e ExperimentalMatsuura, Cristianehttp://lattes.cnpq.br/3670182857944646Costa, Cristiane Aguiar dahttp://lattes.cnpq.br/1003438403363431Martins, Marcela Anjoshttp://lattes.cnpq.br/9712135393235751Brito, Fernanda Carla Ferreira dehttp://lattes.cnpq.br/2207606601179456Perszel, Monique Bandeira Mosshttp://lattes.cnpq.br/0484634268600245Mury, Wanda Vianna2023-09-28T15:53:50Z2018-08-02info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfMURY, Wanda Vianna. Efeitos da Euterpe oleracea Mart. (açaí) na função plaquetária de indivíduos saudáveis. 2018. 83 f. Tese (Doutorado em Fisiopatologia Clínica e Experimental) – Faculdade de Ciências Médicas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/20382porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJ2024-02-26T19:36:26Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/20382Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032024-02-26T19:36:26Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false |
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A Euterpe oleracea Mart. (açaizeiro) é uma planta típica do Brasil, rica em polifenóis, que apresenta propriedades vasodilatadoras, previne a disfunção endotelial e melhora o perfil metabólico. Porém, não se tem conhecimento sobre seu papel na função plaquetária. As plaquetas são essenciais para a manutenção da hemostasia vascular, mas participam da formação de trombos quando hiperativadas, contribuindo para a patogênese de doenças isquêmicas. Assim, o objetivo do estudo foi investigar os efeitos do extrato hidroalcoólico do caroço do açaí (ASE) na agregação plaquetária e os mecanismos moleculares envolvidos. Para tal, o sangue de 15 homens jovens e saudáveis foi coletado, centrifugado e as plaquetas isoladas incubadas com 10, 50 ou 100 µg/mL do ASE (de acordo com cada experimento). A agregação plaquetária foi medida em plasma rico em plaquetas (PRP) e sangue total. Para verificar as ações do ASE sobre o inibidor plaquetário óxido nítrico (NO), foram avaliados a atividade e a expressão da enzima óxido nítrico sintase (NOS), os níveis de GMPc e a agregação na presença do L-NMMA, inibidor da síntese do NO. Adicionalmente, foram quantificados os níveis de AMPc, segundo mensageiro da prostaciclina, também inibidora plaquetária. O efeito do ASE na fosforilação de enzimas envolvidas na ativação plaquetária – Akt; e proteínas quinases ativadas por mitógenos JNK e ERK – foi medido por Western blotting. Foi mensurado o efeito do ASE sobre a atividade das enzimas antioxidantes superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationa peroxidase (GPx). O ASE inibiu a agregação em PRP induzida por colágeno (basal, 82,7 ± 5,6; ASE50, 54,0 ± 7,2; ASE100, 31,4 ± 4,1%; p < 0,0001), ADP (basal, 46,1 ± 7,5; ASE50, 32,1 ± 4,1; ASE100, 17,6 ± 2,6%; p < 0,0001) e trombina (basal, 103,4 ± 4,5; ASE50, 77,2 ± 8,9; ASE100, 53,4 ± 7,1%; p = 0,0002), bem como em sangue total sob estímulo com colágeno (basal, 28,0 ± 4,0; ASE50, 19,6 ± 4,4; ASE100, 14,8 ± 2,5 Ω; p = 0,008). O L-NMMA inibiu a ação do ASE50 na agregação em PRP induzida por ADP e trombina. Apesar de não ter modificado a atividade da NOS, nem a expressão da eNOS (total e fosforilada), o ASE aumentou os níveis de GMPc (basal, 0,67 ± 0,19; ASE50, 1,50 ± 0,39; ASE100, 1,64 ± 0,49 pmol/108 céls; p = 0,020). Similarmente, houve aumento nos níveis de AMPc (basal, 9,8 ± 1,8; ASE50, 13,9 ± 2,3; ASE100, 15,3 ± 2,6 pmol/108 céls; p = 0,009). A fosforilação das enzimas Akt, JNK e ERK não foi alterada. A atividade das enzimas antioxidantes SOD (basal, 0,042 ± 0,004; ASE100, 0,033 ± 0,003 U/mg ptn, p = 0,009) e CAT (basal, 0,08 ± 0,03; ASE100, 0,05 ± 0,02 U/mg ptn, p = 0,049), mas não da GPx (basal, 1,5 ± 0,6; ASE100, 1,4 ± 0,6 U/mg ptn; p = 0,312), mostrou-se diminuída. Diante desses resultados, é possível que o ASE apresente potencial para ser utilizado na profilaxia e no tratamento de doenças associadas à hiperagregabilidade plaquetária, apesar dos mecanismos subjacentes a esse processo precisarem ser completamente esclarecidos. |
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