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Origens da interioridade: autoconhecimento e externalismo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Ferreira, Cláudia Maria Passos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/4666
Resumo: O objetivo da tese é investigar a constituição da interioridade a partir de uma abordagem externalista. Os processos pelos quais o autoconhecimento é constituído são considerados como estando associados ao desenvolvimento da perspectiva da primeira pessoa. Adotar uma perspectiva de primeira pessoa é tornar-se capaz de fazer referência a si mesmo e conhecer seus próprios estados mentais e corporais. A autoconsciência e o autoconhecimento foram tradicionalmente subsumidos à idéia de Descartes da autoridade da primeira pessoa. Segundo a tese cartesiana, teríamos acesso privilegiado e não-empírico aos nossos estados mentais que se expressaria por meio de um conhecimento. A tese central do externalismo afirma, ao contrário, que o conteúdo dos estados mentais é constituído, em parte, pelas relações com o ambiente. A adoção da tese externalista coloca em dúvida a suposição cartesiana de que temos acesso privilegiado aos conteúdos de nossos pensamentos, restringindo, assim, a autoridade da primeira pessoa. O externalismo perceptivo de Davidson, por exemplo, oferece uma solução ternária eu-intérprete-mundo para as origens do autoconhecimento. A tese de Davidson é apresentada como reconciliando o autoconhecimento e as idéias centrais do externalismo. São apresentados dois modelos da gênese externa do eu:1) os modelos ecológicos que propõem um desenvolvimento do sentido de eu como uma função das interações do eu com o ambiente; 2) o modelo psicológico de Winnicott que propõe a emergência do sentido de eu a partir de uma relação ternária entre o eu, os outros e os objetos transicionais. Defendemos a tese de que o modelo psicológico de Winnicott é o mais adequado para descrever a conceitualização epistemológica de Davidson das origens externalistas do autoconhecimento.
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A tese central do externalismo afirma, ao contrário, que o conteúdo dos estados mentais é constituído, em parte, pelas relações com o ambiente. A adoção da tese externalista coloca em dúvida a suposição cartesiana de que temos acesso privilegiado aos conteúdos de nossos pensamentos, restringindo, assim, a autoridade da primeira pessoa. O externalismo perceptivo de Davidson, por exemplo, oferece uma solução ternária eu-intérprete-mundo para as origens do autoconhecimento. A tese de Davidson é apresentada como reconciliando o autoconhecimento e as idéias centrais do externalismo. São apresentados dois modelos da gênese externa do eu:1) os modelos ecológicos que propõem um desenvolvimento do sentido de eu como uma função das interações do eu com o ambiente; 2) o modelo psicológico de Winnicott que propõe a emergência do sentido de eu a partir de uma relação ternária entre o eu, os outros e os objetos transicionais. Defendemos a tese de que o modelo psicológico de Winnicott é o mais adequado para descrever a conceitualização epistemológica de Davidson das origens externalistas do autoconhecimento.The aim of the thesis is to investigate the formation of interiority from an externalist approach. The processes by which the self is constituted are considered to be associated with the development of the first-person perspective. Adopt a first-person perspective is to become able to refer to yourself and know your own mental and bodily states. Self-awareness and self-knowledge were traditionally subsumed under the idea of Descartes first person authority. According to the Cartesian view, we would have preferred and non-empirical to our mental states that would be expressed by a knowledge access. The central thesis of externalism asserts, instead, that the content of mental states consists in part by relationships with the environment. The adoption of the externalist thesis calls into question the Cartesian assumption that we have privileged access to the contents of our thoughts, thus restricting the authority of the first person. The perceptual externalism Davidson, for example, offers a ternary I-interpreter-world solution to the origins of self. Davidson's thesis is presented as reconciling the self and the central ideas of externalism. Are presented two models of external genesis of I: 1) ecological models that propose a development of a sense of self as a due to interactions between the self and the environment; 2) the psychological model Winnicott proposes that the emergence of the sense of self from a ternary relationship between the self, others and the transitional objects. We defend the thesis that the psychological model of Winnicott is most suitable for describing the epistemological conceptualization of the origins Davidson externalist self-knowledge.Universidade do Estado do Rio de JaneiroCentro Biomédico::Instituto de Medicina SocialBRUERJPrograma de Pós-Graduação em Saúde ColetivaCosta, Jurandir Sebastião Freirehttp://lattes.cnpq.br/9203726930220261Bezerra Júnior, Benilton Carloshttp://lattes.cnpq.br/7875349862267769Ortega, Francisco Javier Guerrerohttp://lattes.cnpq.br/1098625057462148Serpa Junior, Octávio Domont dehttp://lattes.cnpq.br/1067185873887711Pereira, Roberto Horácio de Sáhttp://lattes.cnpq.br/3089267112799415Ferreira, Cláudia Maria Passos2020-08-02T16:52:58Z2014-04-252006-05-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfFERREIRA, Cláudia Maria Passos. Origens da interioridade: autoconhecimento e externalismo. 2006. 156 f. 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