Contando e recontando histórias: leitura e subjetividade no sistema prisional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Bandeira, Maria Márcia Badaró
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Psicologia
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/15422
Resumo: O presente trabalho tem como proposta a análise de uma experiência com oficinas de leitura e de contação de histórias realizadas com homens e mulheres presos em um hospital penal e duas unidades femininas do sistema penitenciário do Estado do Rio de Janeiro, nos períodos de 2003 a 2005 e 2006 a 2007, respectivamente. Com o sentido de problematizar as práticas dos psicólogos no contexto prisional, o presente estudo coloca em análise os movimentos e a trajetória desses profissionais, questionando as práticas hegemônicas que governam vidas sob encarceramento. A partir da revisão bibliográfica da Análise Institucional e das obras de Foucault, Deleuze e Guattari, de Roger Chartier e de Michel de Certeau, como também de autores da história oral contemporânea e dos contadores de histórias, busca investigar de que modo os dispositivos das oficinas de leitura e de contação de histórias se constituem em processos inventivos de intervenção no ambiente prisional e quais os possíveis efeitos produzidos por tais dispositivos nos processos de subjetivação das pessoas presas e egressas do sistema prisional. Como ferramenta metodológica utiliza diários de campo, fragmentos dos trabalhos produzidos durante as oficinas e entrevistas abertas com os atores envolvidos nesse processo (presos/as, funcionários/as e egressos/as das unidades onde se desenvolveram as oficinas) para cartografar o processo de construção dessa pesquisa-intervenção. Com o auxílio da história oral busca compreender, através das narrativas, de que modo os dispositivos das oficinas e as práticas psi se co-engendram na dinâmica de funcionamento da instituição prisional, como também se constituem em ocasiões para problematização do mundo conhecido e das experiências subjetivas. Acreditamos serem tais dispositivos, táticas para transformar a terapêutica do correcionismo em clínica política e libertária (Batista, 2008, p. 198) e apostamos na insurgência de práticas psi
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A partir da revisão bibliográfica da Análise Institucional e das obras de Foucault, Deleuze e Guattari, de Roger Chartier e de Michel de Certeau, como também de autores da história oral contemporânea e dos contadores de histórias, busca investigar de que modo os dispositivos das oficinas de leitura e de contação de histórias se constituem em processos inventivos de intervenção no ambiente prisional e quais os possíveis efeitos produzidos por tais dispositivos nos processos de subjetivação das pessoas presas e egressas do sistema prisional. Como ferramenta metodológica utiliza diários de campo, fragmentos dos trabalhos produzidos durante as oficinas e entrevistas abertas com os atores envolvidos nesse processo (presos/as, funcionários/as e egressos/as das unidades onde se desenvolveram as oficinas) para cartografar o processo de construção dessa pesquisa-intervenção. Com o auxílio da história oral busca compreender, através das narrativas, de que modo os dispositivos das oficinas e as práticas psi se co-engendram na dinâmica de funcionamento da instituição prisional, como também se constituem em ocasiões para problematização do mundo conhecido e das experiências subjetivas. Acreditamos serem tais dispositivos, táticas para transformar a terapêutica do correcionismo em clínica política e libertária (Batista, 2008, p. 198) e apostamos na insurgência de práticas psiThis work has as proposal an analysis of an experience with of reading and storytelling sessions held with men and women prisoners is a penal hospital and two female units of the penitentiary system of Rio de Janeiro State, in the periods from 2003 to 2005 and 2006 to 2008, respectively. In order to discuss the practices of the psychologists in the correctional environment, this present study analyses the movements and the life of these professionals, questioning the hegemonic practices the rule lives in prison. From the bibliographical look up of Institutional Analysis and the works of Foucault, Deleuze and Gattari, Roger Chartier and Michel de Certeau, as well as the contemporary oral history and the storytellers, searches for the way the reading sessions and storytelling are inventive processes of intervention of prison environment, and which are the possible effects produced by such events in the subjectivities of imprisoned and derived from prison people. As tools, uses onsite logbooks, fragments of the works produced along the sessions and interviews with the actors involved in this process (male and female prisoners, prison employees, derived prisoners from the units where these sessions were developed) in order to map the build up process of this research-intervention. With the help of the oral history searches the understanding, through the narratives, in which way the session devices and the psi practices co-engender it selves in the working dynamics of a prison, as well as are occasions for the questioning of the known world and the subjective experiences. We believe those devices are tactics to transform the correctional therapeutics in political and open-minded clinic (Batista, 2008, p. 198) and we bet on the insurgence of the psi practicesUniversidade do Estado do Rio de JaneiroCentro de Educação e Humanidades::Instituto de PsicologiaBRUERJPrograma de Pós-Graduação em Psicologia SocialUziel, Anna Paulahttp://lattes.cnpq.br/4721672637528871Rodrigues, Heliana de Barros Condehttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4780470Y4Pereira, Tania Maria Dahmerhttp://lattes.cnpq.br/6414001239332994Bicalho, Pedro Paulo Gastalho dehttp://lattes.cnpq.br/7029366093643246Bandeira, Maria Márcia Badaró2021-01-07T18:43:02Z2018-05-142010-06-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfBANDEIRA, Maria Márcia Badaró. Contando e recontando histórias: leitura e subjetividade no sistema prisional. 2010. 155 f. 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