As políticas contemporâneas sobre a vida a partir de Michel Foucault
| Ano de defesa: | 2019 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em Filosofia |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17789 |
Resumo: | A hipótese de nossa tese é a de que a biopolítica trabalhada por Michel Foucault ainda pode ser usada como chave interpretativa para a compreensão do nosso presente. Para além da denominação de um poder sobre a vida, as pesquisas sobre a biopolítica constituem um verdadeiro instrumental teórico, uma “caixa de ferramenta”, a partir do qual podemos manuseá-lo para entender as complexas relações de poder que vigoram neste mundo do capital globalizado. Dessa forma, nesta tese defendemos a hipótese de que a grade de inteligibilidade do neoliberalismo elaborada por Foucault ainda é o horizonte de compreensão pelo qual podemos começar tematizar os problemas biopolíticos que se apresentam a nós hoje. A racionalidade governamental do neoliberalismo persiste como o pano de fundo sobre o qual se desdobram as técnicas de subjetivação dos indivíduos e o controle da população. Assim sendo, o neoliberalismo é o horizonte mais amplo de leitura da biopolítica e, por isso, é a partir dele que devemos tentar compreender todas as tecnologias que visarem à administração da vida. A partir desse ponto, defendemos a necessidade de uma “virada geopolítica”, que pode ser entendida como um deslocamento teórico-discursivo para pensar as práticas biopolíticas de acordo com a posição espacial e política que ocupamos no mundo. Assim, entendemos que em algumas espacialidades a biopolítica é transfigurada em necropolítica, segundo o conceito do filósofo camaronês Achille Mbembe. Nosso objetivo é entender a dinâmica da necropolítica para mostrar como essa tecnologia de poder descrita por Mbembe pode ser visualizada em nossa sociedade, principalmente em algumas localidades da cidade do Rio de Janeiro, Brasil. |
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As políticas contemporâneas sobre a vida a partir de Michel FoucaultContemporary politics about life as of Michel FoucaultBiopoliticsNeoliberalismGeopoliticsFoucault, Michel, 1926-1984BiopolíticaNeoliberalismoGeopolíticaCIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA::EPISTEMOLOGIAA hipótese de nossa tese é a de que a biopolítica trabalhada por Michel Foucault ainda pode ser usada como chave interpretativa para a compreensão do nosso presente. Para além da denominação de um poder sobre a vida, as pesquisas sobre a biopolítica constituem um verdadeiro instrumental teórico, uma “caixa de ferramenta”, a partir do qual podemos manuseá-lo para entender as complexas relações de poder que vigoram neste mundo do capital globalizado. Dessa forma, nesta tese defendemos a hipótese de que a grade de inteligibilidade do neoliberalismo elaborada por Foucault ainda é o horizonte de compreensão pelo qual podemos começar tematizar os problemas biopolíticos que se apresentam a nós hoje. A racionalidade governamental do neoliberalismo persiste como o pano de fundo sobre o qual se desdobram as técnicas de subjetivação dos indivíduos e o controle da população. Assim sendo, o neoliberalismo é o horizonte mais amplo de leitura da biopolítica e, por isso, é a partir dele que devemos tentar compreender todas as tecnologias que visarem à administração da vida. A partir desse ponto, defendemos a necessidade de uma “virada geopolítica”, que pode ser entendida como um deslocamento teórico-discursivo para pensar as práticas biopolíticas de acordo com a posição espacial e política que ocupamos no mundo. Assim, entendemos que em algumas espacialidades a biopolítica é transfigurada em necropolítica, segundo o conceito do filósofo camaronês Achille Mbembe. Nosso objetivo é entender a dinâmica da necropolítica para mostrar como essa tecnologia de poder descrita por Mbembe pode ser visualizada em nossa sociedade, principalmente em algumas localidades da cidade do Rio de Janeiro, Brasil.The hypothesis of our thesis is that the biopolitics worked by Michel Foucault can still be used as an interpretative key to the understanding of our present. Beyond the name of a power over life, research on biopolitics is a veritable theoretical tool, a "toolbox", from which we can manipulate it to understand the complex power relations that exist in this world of capital globalized world. In this thesis we defend the hypothesis that the grid of intelligibility of neoliberalism elaborated by Foucault is still the horizon of understanding by which we can begin to thematize the biopolitical problems that present themselves to us today. The governmental rationality of neoliberalism persists as the background on which the techniques of subjectivation of individuals and control of the population unfold. Neoliberalism is the broader horizon for reading biopolitics, and it is from this that we must try to understand all the technologies that aim at the administration of life. From this point, we defend the need for a "geopolitical turn", which can be understood as a theoretical-discursive shift to think biopolitical practices according to the spatial and political position we occupy in the world. We understand that in some spatialities biopolitics is transfigured into necropolitics, according to the concept of the Cameroonian philosopher Achille Mbembe. Our objective is to understand the dynamics of necropolitics to show how this power technology described by Mbembe can be visualized in our society, mainly in some localities of the city of Rio de Janeiro, Brazil.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESUniversidade do Estado do Rio de JaneiroCentro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências HumanasBrasilUERJPrograma de Pós-Graduação em FilosofiaSolis, Dirce Eleonora NigroMoraes, Marcelo José DerziRangel, Marcelo de MelloHaddock-Lobo, RafaelSantos Junior, Renato Noguera dosSantos, Adriano Negris2022-05-23T19:41:44Z2019-05-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfSANTOS, Adriano Negris. As políticas contemporâneas sobre a vida a partir de Michel Foucault. 2019. 276 f. Tese (Doutorado em Filosofia) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2019.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17789porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJ2024-02-27T16:50:20Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/17789Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032024-02-27T16:50:20Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false |
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