Capacidade digital do Estado: conceito, trajetória histórica e evidências empíricas
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Instituto de Estudos Sociais e Políticos Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em Ciência Política |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/20676 |
Resumo: | O objetivo desta tese é analisar o digital como uma dimensão essencial da capacidade estatal, a capacidade digital. Tecnologias digitais, como “meios de poder de interesse geral”, são objetos de estudos em diversas áreas. Na Ciência Política, há interesse crescente no uso de tecnologias digitais no setor público. Uma lacuna importante da literatura especializada na relação entre Estado e tecnologias digitais é a falta de análises ontológicas da digitalização. Existem muitas pesquisas que identificam o que o digital pode fazer e o que o digital não fez, mas poucas formulações sobre o que o digital é — considerando as habilidades agregadas à estrutura estatal após décadas de digitalização. Essa dicotomia, conhecida como revolução/normalização, é o principal problema de pesquisa, por impor limitações em aspectos teóricos e conceituais, históricos, e empíricos. A questão central é: o que é o digital na estrutura do Estado? A hipótese é que o digital se consolidou como uma dimensão da capacidade estatal. Estados plenamente capazes precisam adquirir altas capacidades digitais. Para demonstrar a plausibilidade da hipótese são utilizadas técnicas de construção de conceitos, de análise bibliográfica e histórica, e de métodos quantitativos. O conceito de capacidade digital é elaborado dentro de uma estrutura de "condições necessárias e suficientes" que conta com três dimensões: aparato digital, controle do espaço digital e interação digital. Essa conceitualização combina a perspectiva das capacidades estatais com uma abordagem ontológica-semântica de construção de conceitos. A capacidade digital é mensurada com a criação do Índice de Capacidade Digital (ICD), que cobre os 193 países membros da ONU para o período de 2001 a 2022. A análise da trajetória histórica da digitalização do Estado, dividida em três ondas, mostra que o Estado é ator primordial. Guerras tiveram papéis decisivos, de modo consistente com a teoria belicista. O processo de digitalização apresenta caráter dinâmico, com interações constantes entre Estado e sociedade. As perspectivas dominantes sobre a administração pública em cada onda influenciaram esse processo. Análises empíricas realizadas corroboram a plausibilidade da hipótese da pesquisa, por revelar que a capacidade digital está associada a fatores históricos relevantes e inter-relacionada com outras capacidades estatais, conforme o esperado dos pontos de vista histórico, teórico e empírico. |
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Capacidade digital do Estado: conceito, trajetória histórica e evidências empíricasDigital state capacity: concept, historical trajectory and empirical evidenceStateState capacitiesDigital technologiesDigital capacityEstadoCapacidades estataisTecnologias digitaisCapacidade digitalConceitoConceptCIENCIAS HUMANAS::CIENCIA POLITICAO objetivo desta tese é analisar o digital como uma dimensão essencial da capacidade estatal, a capacidade digital. Tecnologias digitais, como “meios de poder de interesse geral”, são objetos de estudos em diversas áreas. Na Ciência Política, há interesse crescente no uso de tecnologias digitais no setor público. Uma lacuna importante da literatura especializada na relação entre Estado e tecnologias digitais é a falta de análises ontológicas da digitalização. Existem muitas pesquisas que identificam o que o digital pode fazer e o que o digital não fez, mas poucas formulações sobre o que o digital é — considerando as habilidades agregadas à estrutura estatal após décadas de digitalização. Essa dicotomia, conhecida como revolução/normalização, é o principal problema de pesquisa, por impor limitações em aspectos teóricos e conceituais, históricos, e empíricos. A questão central é: o que é o digital na estrutura do Estado? A hipótese é que o digital se consolidou como uma dimensão da capacidade estatal. Estados plenamente capazes precisam adquirir altas capacidades digitais. Para demonstrar a plausibilidade da hipótese são utilizadas técnicas de construção de conceitos, de análise bibliográfica e histórica, e de métodos quantitativos. O conceito de capacidade digital é elaborado dentro de uma estrutura de "condições necessárias e suficientes" que conta com três dimensões: aparato digital, controle do espaço digital e interação digital. Essa conceitualização combina a perspectiva das capacidades estatais com uma abordagem ontológica-semântica de construção de conceitos. A capacidade digital é mensurada com a criação do Índice de Capacidade Digital (ICD), que cobre os 193 países membros da ONU para o período de 2001 a 2022. A análise da trajetória histórica da digitalização do Estado, dividida em três ondas, mostra que o Estado é ator primordial. Guerras tiveram papéis decisivos, de modo consistente com a teoria belicista. O processo de digitalização apresenta caráter dinâmico, com interações constantes entre Estado e sociedade. As perspectivas dominantes sobre a administração pública em cada onda influenciaram esse processo. Análises empíricas realizadas corroboram a plausibilidade da hipótese da pesquisa, por revelar que a capacidade digital está associada a fatores históricos relevantes e inter-relacionada com outras capacidades estatais, conforme o esperado dos pontos de vista histórico, teórico e empírico.This thesis aims to analyze the digital as an essential dimension of state capacity, the digital capacity. Digital technologies, seen as "means of power of general interest", are objects of study in several fields. In Political Science, there is growing interest in the use of digital technologies in the public sector. A major gap in the specialized literature regarding the relationship between the state and digital technologies resides in the absence of ontological analyses of digitalization. While many studies identify what the digital can do and what it has not done, there are few formulations that address what the digital is — considering the abilities brought to the state structure after decades of digitalization. This dichotomy, known as revolution/normalization, is the main research problem, as it imposes limitations on theoretical and conceptual, historical and empirical aspects. The central question is: what is the digital within the state structure? The hypothesis is that the digital has become a consolidated dimension of state capacity. Fully capable states need to achieve high digital capabilities. Concept-building techniques, bibliographic and historical analysis, and quantitative methods are employed to demonstrate the plausibility of this hypothesis. The concept of digital capacity is developed within a framework of "necessary and sufficient conditions" that comprises three dimensions: digital apparatus, control of digital space, and digital interaction. This conceptualization combines the perspective of state capacities with an ontological-semantic approach to concept-building. Digital capacity is measured by establishing the Digital Capacity Index (DCI), which covers the 193 UN member countries for the period between 2001 and 2022. The analysis of the historical trajectory of state digitalization, divided into three waves, demonstrates that the state is a primary actor. Wars have played decisive roles, consistently aligning with the bellicist theory. The digitalization process exhibits a dynamic nature with constant interactions between the state and society. The dominant perspectives on public administration in each wave influence this process. The empirical analyses supported the plausibility of the presented hypothesis, revealing that digital capacity is associated with relevant historical factors and interrelated with other state capacities, as expected from historical, theoretical, and empirical viewpoints.Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro - FAPERJUniversidade do Estado do Rio de JaneiroCentro de Ciências Sociais::Instituto de Estudos Sociais e PolíticosBrasilUERJPrograma de Pós-Graduação em Ciência PolíticaBoschi, Renato Raulhttp://lattes.cnpq.br/9643705017969785Castro, Ana Céliahttp://lattes.cnpq.br/4821494129200374Lanzara, Arnaldo Provasihttp://lattes.cnpq.br/4562181397452528Lynch, Christian Edward Cyrilhttp://lattes.cnpq.br/3015216414074763Santos, Fabiano Guilherme Mendeshttp://lattes.cnpq.br/3534868879163140Paiva, Yago de Souza2023-11-23T18:39:12Z2023-06-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfPAIVA, Yago de Souza. Capacidade digital do Estado: conceito, trajetória histórica e evidências empíricas. Orientador: Renato Raul Boschi. 2023. 265 f. Tese (Doutorado em Ciência Política) — Instituto de Estudos Sociais e Políticos, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2023.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/20676porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJ2024-02-26T14:40:26Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/20676Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032024-02-26T14:40:26Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false |
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