A estrutura de atitudes e referências do imperialismo Romano em Sagunto (II a.C I d.C)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Campos, Carlos Eduardo da Costa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em História
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/13100
Resumo: O eixo temático se desenvolveu a partir do questionamento sobre como foi o processo de reconstrução de Sagunto, que foi promovido por Roma. A região de Sagunto configura como o motivo central para o embate entre romanos e cartagineses. Todavia, com o término da Segunda Guerra Púnica (218-202 a.C.), a cidade estava destruída e uma embaixada saguntina foi enviada para Roma, a fim de solicitar ao Senado sua reorganização. O pedido aparece como sendo bem aceito pelos senadores romanos. Contudo, a partir desse momento, começa o silenciamento. A escassez de informações sobre a temática foi o primeiro problema encontrado ao longo da pesquisa. Sendo assim, foi necessário recorrer à documentação arqueológica da cidade, à numismática e à epigrafia para conseguir preencher as lacunas referentes ao tema de pesquisa. Os indícios possibilitaram não somente compreender a cidade de Sagunto e seus vários estatutos jurídicos perante Roma, como também lançar outro olhar sobre as práticas imperialistas. Ao evocar Edward Said como teórico deste trabalho, elemento de inovação da pesquisa, é possível construir a estrutura de atitudes e referências que os romanos, entre os séculos II a.C. e I d.C., aplicaram na região saguntina para consolidar o seu poder. Assim, por meio do estudo das entidades geográficas, compreende-se o espaço físico da cidade e, pelo conceito de entidades culturais, analisam-se o sistema administrativo e os colégios sacerdotais atuantes em Sagunto, no século I d.C. Logo, o imperialismo romano pode ser visto como um mecanismo que se vale de diversos elementos, os quais não se limitam à força no processo de ocupação. Em suma, política e cultura são peças centrais no processo de preservação do poder romano no espaço provincial.
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A escassez de informações sobre a temática foi o primeiro problema encontrado ao longo da pesquisa. Sendo assim, foi necessário recorrer à documentação arqueológica da cidade, à numismática e à epigrafia para conseguir preencher as lacunas referentes ao tema de pesquisa. Os indícios possibilitaram não somente compreender a cidade de Sagunto e seus vários estatutos jurídicos perante Roma, como também lançar outro olhar sobre as práticas imperialistas. Ao evocar Edward Said como teórico deste trabalho, elemento de inovação da pesquisa, é possível construir a estrutura de atitudes e referências que os romanos, entre os séculos II a.C. e I d.C., aplicaram na região saguntina para consolidar o seu poder. Assim, por meio do estudo das entidades geográficas, compreende-se o espaço físico da cidade e, pelo conceito de entidades culturais, analisam-se o sistema administrativo e os colégios sacerdotais atuantes em Sagunto, no século I d.C. Logo, o imperialismo romano pode ser visto como um mecanismo que se vale de diversos elementos, os quais não se limitam à força no processo de ocupação. Em suma, política e cultura são peças centrais no processo de preservação do poder romano no espaço provincial.The main theme of this paper evolved from questioning how was the process of reconstruction of Sagunt, which was promoted by Rome. The region of Sagunt configured as the central reason for the clash between the Romans and Carthaginians. However, with the end of the Second Punic War (218-201 B.C.), the city was destroyed and a Saguntine embassy was sent to Rome in order to ask the Senate for its reorganization. The request seemed to be well accepted by Roman senators. From that moment, silence began. The shortage of information about the subject was the first problem found during the research. Therefore, it was necessary to resort to archaeological documentation of the city, as well as to numismatics and epigraphy, in order to fill in the gaps regarding the research topic. The evidence enabled us to not understand the city of Sagunt and its various juridical statutes faced to Rome, but also look afresh at the imperialist practices. When Edward Said is evoked as theoretical reference, the aspect of innovation of this research, it is possible to build the structure of attitudes and references that Romans implemented in the Saguntine region, between the centuries II B.C. and I A.D., to consolidate their power. So, the study of geographic entities allows the understanding of the city s physical space . The concept of cultural entities enables an analyses of the administrative system and the priestly colleges operating in Sagunt in the first century A.D. Roman imperialism can be seen as a mechanism that draws on several elements, which are not limited to force in the occupation process. In short, politics and culture are central in the process of preservation of Roman power in the provincial area.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorUniversidade do Estado do Rio de JaneiroCentro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências HumanasBRUERJPrograma de Pós-Graduação em HistóriaCandido, Maria Reginahttp://lattes.cnpq.br/2450300228611565Ferreira, Tânia Maria Tavares Bessone da Cruzhttp://lattes.cnpq.br/0234065711037139Bustamante, Regina Maria da Cunhahttp://lattes.cnpq.br/4721133282874091Campos, Carlos Eduardo da Costa2021-01-06T23:54:51Z2013-07-242013-03-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfCAMPOS, Carlos Eduardo da Costa. A estrutura de atitudes e referências do imperialismo Romano em Sagunto (II a.C I d.C). 2013. 252 f. 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