Olhar o Egito e ver a África: das reminiscências modernas do Egito negro à Escola Africana de Egiptologia (1787 a 2001)
| Ano de defesa: | 2019 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em História |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17868 |
Resumo: | Desde o final do século XVIII defensores do abolicionismo e do pan-africanismo se apropriaram do Egito antigo, visto como negro-africano, para defender o fim do regime escravista, a igualdade racial e a autodeterminação dos povos. A partir de meados do século XX, com a entrada em cena dos cientistas, historiadores e egiptólogos africanos, as semelhanças entre a civilização faraônica e as demais do continente africano se tornam objeto de uma pesquisa científica metódica e sistemática e concomitantemente foram apropriadas a partir dos interesses políticos dos intelectuais africanos do período das lutas de independência e do pós-independência, com destaque para Cheikh Anta Diop (1923-1986). Em torno deste intelectual e cientista formou-se, a partir dos anos 1960, o círculo intelectual diopiano, que no início dos anos 1990 deu origem a uma escola histórica, a Escola Africana de Egiptologia. A partir desta década o diopianismo se tornou alvo de redobradas críticas, o que pôs em evidência as lutas pelo monopólio da representação legítima sobre o mundo antigo. Instalou-se uma divergência entre os chamados “afrocentristas” e os “africanistas eurocentristas”. Sendo assim, este trabalhou abordou a história das apropriações do Egito antigo pelos ocidentais, afro-americanos e africanos desde o final do século XVIII até o século XXI e, principalmente, a história da ciência, da historiografia e da egiptologia na África contemporânea. |
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Olhar o Egito e ver a África: das reminiscências modernas do Egito negro à Escola Africana de Egiptologia (1787 a 2001)Regarder l’Égypte et voir l’Afrique: de les réminiscences modernes de l’Égypte nègre à l’École africaine d’égyptologie (1787 – 2001)Égypte ancienneAfrique noireÉgyptologieÉtudes africainesCheikh Anta DiopCercle intellectuel diopienÉcole africaine d’égyptologieAfrocentrismeAfricanisme eurocentristeEgito antigoÁfrica negraEgiptologiaEstudos africanosCheikh Anta DiopCírculo intelectual diopianoEscola africana de egiptologiaAfrocentrismoAfricanismo eurocentristaCIENCIAS HUMANAS::HISTORIADesde o final do século XVIII defensores do abolicionismo e do pan-africanismo se apropriaram do Egito antigo, visto como negro-africano, para defender o fim do regime escravista, a igualdade racial e a autodeterminação dos povos. A partir de meados do século XX, com a entrada em cena dos cientistas, historiadores e egiptólogos africanos, as semelhanças entre a civilização faraônica e as demais do continente africano se tornam objeto de uma pesquisa científica metódica e sistemática e concomitantemente foram apropriadas a partir dos interesses políticos dos intelectuais africanos do período das lutas de independência e do pós-independência, com destaque para Cheikh Anta Diop (1923-1986). Em torno deste intelectual e cientista formou-se, a partir dos anos 1960, o círculo intelectual diopiano, que no início dos anos 1990 deu origem a uma escola histórica, a Escola Africana de Egiptologia. A partir desta década o diopianismo se tornou alvo de redobradas críticas, o que pôs em evidência as lutas pelo monopólio da representação legítima sobre o mundo antigo. Instalou-se uma divergência entre os chamados “afrocentristas” e os “africanistas eurocentristas”. Sendo assim, este trabalhou abordou a história das apropriações do Egito antigo pelos ocidentais, afro-americanos e africanos desde o final do século XVIII até o século XXI e, principalmente, a história da ciência, da historiografia e da egiptologia na África contemporânea.Depuis les dernièrs années du 18ème siècle les défenseur de l’abolitionisme et du panafricanisme ont s’aproprié de l’Égypte ancienne, regardé comme nègre et africaine, pour la défense du fin du régime esclavagiste, l’égalité raciale et l’autodétermination des peuples. A partir du milieu du 20ème siècle, avec l’entrée sur scène des savants, historiens et égyptologues africains, les similitudes entre la civilisation pharaonique et les autres du continent africain ont devenir objet d’une recherche scientifique méthodique et systématique et au même temp ont été appropriée selon les intérêts politiques des intellectuels africains de la période des luttes d’indépendence et d’après-indépendance, parmi lesquelles Cheikh Anta Diop (1923-1986). Autour de cet intellectuel et savant s’est formé, a partir des années 1960, le cercle intellectuel diopien, qui au seuil des années 1990 a donné origine a une école historique, l’École africaine d’égyptologie. Depuis cette décennie le diopianisme est devenue la cible de critiques rédoublées, c’est qu’a posée dans l’évidence les luttes pour le monopole de la répresentation legitime sur le monde ancienne. Il y avait un désaccord entre les appélés « afrocentristes » et « africanistes eurocentristes ». Ansi donc, cet travail aborde l’histoire des appropriations de l’Égypte ancienne par les occidentaux, afro-américains et africains depuis les derniers années du 19ème siècle au 20ème siècle et, surtout, l’histoire de la science, de l’historiographie et de l’égyptologie en Afrique contemporaine.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESUniversidade do Estado do Rio de JaneiroCentro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências HumanasBrasilUERJPrograma de Pós-Graduação em HistóriaCandido, Maria Reginahttp://lattes.cnpq.br/2450300228611565Bueno, André da Silvahttp://lattes.cnpq.br/4958851883736557Carvalho Filho, Silvio de Almeidahttp://lattes.cnpq.br/8454310235115633Gralha, Julio Cesar Mendonçahttp://lattes.cnpq.br/4439637983998886Jesus, Jorge Henrique Almeida de2022-06-03T17:04:42Z2019-03-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfJESUS, Jorge Henrique Almeida de. Olhar o Egito e ver a África: das reminiscências modernas do Egito negro à Escola Africana de Egiptologia (1787 a 2001). 2019. 134 f. Dissertação (Mestrado em História) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2019.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17868porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJ2024-02-27T16:44:57Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/17868Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032024-02-27T16:44:57Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false |
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Olhar o Egito e ver a África: das reminiscências modernas do Egito negro à Escola Africana de Egiptologia (1787 a 2001) Jesus, Jorge Henrique Almeida de Égypte ancienne Afrique noire Égyptologie Études africaines Cheikh Anta Diop Cercle intellectuel diopien École africaine d’égyptologie Afrocentrisme Africanisme eurocentriste Egito antigo África negra Egiptologia Estudos africanos Cheikh Anta Diop Círculo intelectual diopiano Escola africana de egiptologia Afrocentrismo Africanismo eurocentrista CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA |
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