Família é a gente com quem se conta : o Programa Família Acolhedora ampliando a rede de pertencimento
| Ano de defesa: | 2012 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Psicologia BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/15325 |
Resumo: | A presente dissertação teve como objetivo cartografar o campo de intervenção do Programa Família Acolhedora (PFA) do Rio de Janeiro, com o intuito de perceber máquinas da gestão das menoridades operadas por políticas públicas neste recorte, pelo PFA. Para tal, foram realizados grupos com as famílias de origem, famílias acolhedoras e crianças e adolescentes acolhidos, além de entrevistas com duas famílias de origem e diversos encontros e discussões com uma equipe técnica. A partir do referencial teórico da Análise Institucional francesa e do método cartográfico, a defesa da convivência familiar preconizada nos discursos que sustentam programas de acolhimento familiar foi posta em análise, evidenciando práticas-discursivas que naturalizam modelos de família e cuidado, operando certa gestão da infância que, em última análise, visa à neutralização de uma parcela da população tida como potencialmente perigosa através da inserção ou manutenção em unidades domésticas. A análise das tensões postas nas negociações travadas no cotidiano do Programa explicita o tensionamento da proteção que tutela, inerente à intervenção. A emergência de dinâmicas, como a gestão da solidariedade e da retórica da gratidão, permitiu analisar um campo de relações enunciativas e agenciamentos de posições que produzem os sujeitos em relação e agenciam possibilidades de negociação. Através da discussão do trabalho com grupos e da desmontagem de dois casos, discutimos experiências de famílias de origem e acolhedoras no Programa. Foi possível perceber como as famílias e as equipes técnicas se apropriam do Programa, apesar do caráter impositivo como prática disciplinar de governo, criando linhas de fuga e mantendo algum grau de autonomia, não se confirmando nem rebeldes, nem coitadas. |
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Família é a gente com quem se conta : o Programa Família Acolhedora ampliando a rede de pertencimento"Family is the people you count on": welcome Family Program making making people feel likeFamilyFoster careFoster familyPublic policiesFamíliaAcolhimento familiarFamília acolhedoraPolíticas públicasPolítica familiarAssistência a menoresCrianças FormaçãoCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA SOCIALA presente dissertação teve como objetivo cartografar o campo de intervenção do Programa Família Acolhedora (PFA) do Rio de Janeiro, com o intuito de perceber máquinas da gestão das menoridades operadas por políticas públicas neste recorte, pelo PFA. Para tal, foram realizados grupos com as famílias de origem, famílias acolhedoras e crianças e adolescentes acolhidos, além de entrevistas com duas famílias de origem e diversos encontros e discussões com uma equipe técnica. A partir do referencial teórico da Análise Institucional francesa e do método cartográfico, a defesa da convivência familiar preconizada nos discursos que sustentam programas de acolhimento familiar foi posta em análise, evidenciando práticas-discursivas que naturalizam modelos de família e cuidado, operando certa gestão da infância que, em última análise, visa à neutralização de uma parcela da população tida como potencialmente perigosa através da inserção ou manutenção em unidades domésticas. A análise das tensões postas nas negociações travadas no cotidiano do Programa explicita o tensionamento da proteção que tutela, inerente à intervenção. A emergência de dinâmicas, como a gestão da solidariedade e da retórica da gratidão, permitiu analisar um campo de relações enunciativas e agenciamentos de posições que produzem os sujeitos em relação e agenciam possibilidades de negociação. Através da discussão do trabalho com grupos e da desmontagem de dois casos, discutimos experiências de famílias de origem e acolhedoras no Programa. Foi possível perceber como as famílias e as equipes técnicas se apropriam do Programa, apesar do caráter impositivo como prática disciplinar de governo, criando linhas de fuga e mantendo algum grau de autonomia, não se confirmando nem rebeldes, nem coitadas.The present dissertation had the goal of charting the field of intervention of Rio de Janeiro s Programa Família Acolhedora (PFA), in order to comprehend the tools of management of minorities operated by public policies in this case, the PFA. In order to do this, groups were conducted with families of origin, foster families and foster children and adolescents, and interviews with two families of origin and several meetings and discussions with technical staff. From the theoretical framework of the french Institutional Analysis and the cartographic method, the defense of family life advocated in speeches that support foster family programs was put under review, showing discursive-practices that naturalize models of family and care, operating certain childhood management that ultimately aims neutralizing a portion of the population considered as being potentially dangerous through the insertion or maintenance in households. The analysis of tensions placed on the negotiations held in the Program s quotidian explains the tension of the protection that tutorizes, which is inherent to the intervention. The emergence of dynamics, such as management of the solidarity and rhetoric of gratitude, allowed the analysis of a field of enunciative relationships and negotiation of positions that produce the subjects in relation and work the possibilities of negotiation. Through the discussion of the work with groups and the dismantling of two cases, we discuss experiences of families of origin and foster families in the Program. We could see how families and technical staff appropriate the Program to themselves, despite the impositive character as a government disciplinary practice, creating vanishing lines and maintaining some degree of autonomy, not affirming themselves as rebellious or pitiful.Universidade do Estado do Rio de JaneiroCentro de Educação e Humanidades::Instituto de PsicologiaBRUERJPrograma de Pós-Graduação em Psicologia SocialUziel, Anna Paulahttp://lattes.cnpq.br/4721672637528871Vianna, Adriana de Resende Barretohttp://lattes.cnpq.br/2939474349090188Ayres, Lygia Santa Mariahttp://lattes.cnpq.br/8417346079476431Pereira, Carolina Sette2021-01-07T18:41:04Z2013-08-072012-06-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfPEREIRA, Carolina Sette. Família é a gente com quem se conta : o Programa Família Acolhedora ampliando a rede de pertencimento. 2012. 190 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2012.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/15325porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJ2024-02-27T18:55:23Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/15325Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032024-02-27T18:55:23Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false |
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