Torção testicular: Técnica cirúrgica modificada para o implante intravaginal imediato de prótese testicular

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Hampl, Daniel Sá Rego
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia e Ciências Cirúrgicas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/22335
Resumo: A torção do cordão espermático ou torção testicular é uma emergência urológica que atinge, anualmente, cerca de 4,5 a cada 100.000 homens até 25 anos. A incidência da doença é bimodal, costuma ocorrer no período neonatal e, mais comumente, no puberal. O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado o mais breve possível, pois quando realizado em tempo hábil, há destorção e salvamento do órgão torcido e, quando postergado, a orquiectomia (retirada cirúrgica do testículo) é o desfecho comum. Muitas dúvidas e incertezas estão relacionadas ao tratamento ideal da torção de testículo e uma delas é a definição do melhor momento para o implante de prótese testicular. O objetivo do estudo é, propor uma nova técnica para o implante intravaginal imediato (no mesmo tempo cirúrgico da orquiectomia), analisar e comparar seus resultados com os do implante tardio. Além disso, analisar o grau de satisfação dos pacientes com o implante testicular. Para tal, 25 pacientes foram incluídos e divididos em 2 grupos; quinze pacientes foram submetidos ao implante imediato da prótese testicular com a nova técnica proposta e 10 tiveram a prótese implantada por via inguinal entre 6 e 12 meses depois da orquiectomia. Os implantes utilizados foram doados pela empresa Silimed® e se caracterizam por próteses de elastômeros de silicone de superfície lisa preenchidas por gel de silicone. No seguimento ambulatorial, que se deu com o mínimo de 4 consultas nos dias 15, 45, 90 e 180 de pós-operatório, o processo de cicatrização foi clinicamente classificado de acordo com o Southampton Wound Score System. Ao término do seguimento ambulatorial, os pacientes responderam a questionário para estimar o grau de satisfação com os implantes. Para a análise estatística foi utilizado o programa IBM SPSS na versão 2.0. O teste T-student foi utilizado para análise quantitativa dos dados (p<0,05) e o teste chi-quadrado para analisar as associações entre as variáveis categóricas entre os grupos do implante tardio e imediato. A média de idade da amostra foi de 16,44 anos e o tempo médio entre o início dos sintomas e a orquiectomia foi de 7,92 dias. No dia 15 de pós-operatório, 72% de todos os pacientes estavam com cicatrização normal. No dia 45, 88% dos pacientes tinham cicatrização normal. No grupo do implante tardio houve 1 extrusão de prótese 60 dias após sua colocação e o paciente foi excluído de futuras análises estatísticas. Com 90 dias de pós-operatório 95,8% dos pacientes tinham cicatrização normal. Com 180 dias após o implante, todos os pacientes estavam com cicatrização normal. O estudo demonstrou então, que a nova técnica cirúrgica proposta para o implante foi segura, que o grau de satisfação dos pacientes é semelhante em ambos os grupos e que, mesmo quando há extrusão da prótese não há quadro que ameace a vida do paciente ou que comprometa o desejo de ter a prótese implantada novamente
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spelling Torção testicular: Técnica cirúrgica modificada para o implante intravaginal imediato de prótese testicularTesticular torsion: a modified surgical technique for immediate intravaginal testicular prosthesis implantTorção do cordão espermático – CirurgiaTestículos - CirurgiaPróteses e implantesPrótese testicularTorção de testículoImplante imediato de prótese testicularTesticular prosthesisTesticular torsionSpermatic cord torsionTesticular implant techniqueCIENCIAS DA SAUDEA torção do cordão espermático ou torção testicular é uma emergência urológica que atinge, anualmente, cerca de 4,5 a cada 100.000 homens até 25 anos. A incidência da doença é bimodal, costuma ocorrer no período neonatal e, mais comumente, no puberal. O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado o mais breve possível, pois quando realizado em tempo hábil, há destorção e salvamento do órgão torcido e, quando postergado, a orquiectomia (retirada cirúrgica do testículo) é o desfecho comum. Muitas dúvidas e incertezas estão relacionadas ao tratamento ideal da torção de testículo e uma delas é a definição do melhor momento para o implante de prótese testicular. O objetivo do estudo é, propor uma nova técnica para o implante intravaginal imediato (no mesmo tempo cirúrgico da orquiectomia), analisar e comparar seus resultados com os do implante tardio. Além disso, analisar o grau de satisfação dos pacientes com o implante testicular. Para tal, 25 pacientes foram incluídos e divididos em 2 grupos; quinze pacientes foram submetidos ao implante imediato da prótese testicular com a nova técnica proposta e 10 tiveram a prótese implantada por via inguinal entre 6 e 12 meses depois da orquiectomia. Os implantes utilizados foram doados pela empresa Silimed® e se caracterizam por próteses de elastômeros de silicone de superfície lisa preenchidas por gel de silicone. No seguimento ambulatorial, que se deu com o mínimo de 4 consultas nos dias 15, 45, 90 e 180 de pós-operatório, o processo de cicatrização foi clinicamente classificado de acordo com o Southampton Wound Score System. Ao término do seguimento ambulatorial, os pacientes responderam a questionário para estimar o grau de satisfação com os implantes. Para a análise estatística foi utilizado o programa IBM SPSS na versão 2.0. O teste T-student foi utilizado para análise quantitativa dos dados (p<0,05) e o teste chi-quadrado para analisar as associações entre as variáveis categóricas entre os grupos do implante tardio e imediato. A média de idade da amostra foi de 16,44 anos e o tempo médio entre o início dos sintomas e a orquiectomia foi de 7,92 dias. No dia 15 de pós-operatório, 72% de todos os pacientes estavam com cicatrização normal. No dia 45, 88% dos pacientes tinham cicatrização normal. No grupo do implante tardio houve 1 extrusão de prótese 60 dias após sua colocação e o paciente foi excluído de futuras análises estatísticas. Com 90 dias de pós-operatório 95,8% dos pacientes tinham cicatrização normal. Com 180 dias após o implante, todos os pacientes estavam com cicatrização normal. O estudo demonstrou então, que a nova técnica cirúrgica proposta para o implante foi segura, que o grau de satisfação dos pacientes é semelhante em ambos os grupos e que, mesmo quando há extrusão da prótese não há quadro que ameace a vida do paciente ou que comprometa o desejo de ter a prótese implantada novamenteTorsion of the spermatic cord or testicular torsion is a urological emergency that annually affects approximately 4.5 per 100,000 men up to 25 years of age. The incidence of the disease is bimodal, usually occurring in the neonatal period and, more commonly, in the pubertal period. Treatment is surgical and should be performed as soon as possible, because when performed in a timely manner, there is distortion and rescue of the sprained organ and, when postponed, orchiectomy (surgical removal of the testicle) is the common outcome. Many doubts and uncertainties are related to the ideal treatment of testicular torsion and one of them is the definition of the best time for the implantation of testicular prosthesis. The aim of the study is to propose a new technique for the immediate intravaginal implant (at the same surgical time as the orchiectomy), to analyze and compare its results with those of the late implant. In addition, analyze the degree of patient satisfaction with the testicular implant. For this purpose, 25 patients were included and divided into 2 groups; fifteen patients underwent immediate implantation of the testicular prosthesis with the new technique proposed and 10 had the prosthesis implanted inguinally between 6 and 12 months after the orchiectomy. The implants used were donated by Silimed® and are characterized by silicone elastomers with smooth surface filled with silicone gel. In outpatient follow-up, which took place with a minimum of 4 consultations on the 15th, 45th, 90th and 180th postoperative days, the healing process was clinically classified according to the Southampton Wound Score System. At the end of the outpatient follow-up, patients answered a questionnaire to estimate the degree of satisfaction with the implants. For statistical analysis, the IBM SPSS program in version 2.0 was used. The T-student test was used for quantitative data analysis (p <0.05) and the chi-square test to analyze the associations between categorical variables between the groups of late and immediate implantation. The average age of the sample was 16.44 years and the average time between the onset of symptoms and orchiectomy was 7.92 days. On the 15th postoperative day, 72% of all patients had normal healing. On day 45, 88% of patients had normal healing. In the late implant group, there was 1 prosthesis extrusion 60 days after its placement and the patient was excluded from future statistical analyzes. With 90 days postoperatively, 95.8% of the patients had normal healing. At 180 days after implantation, all patients had normal healing. The study then demonstrated that the new surgical technique proposed for the implant was safe, that the degree of patient satisfaction is similar in both groups and that, even when the prosthesis is extruded, there is no condition that threatens the patient's life or that compromise the desire to have the prosthesis implanted againUniversidade do Estado do Rio de JaneiroCentro Biomédico::Faculdade de Ciências MédicasBrasilUERJPrograma de Pós-Graduação em Fisiopatologia e Ciências CirúrgicasFavorito, Luciano Alveshttps://orcid.org/0000-0003-1562-6068http://lattes.cnpq.br/0256126734685935Sampaio, Francisco José Barcelloshttps://orcid.org/0000-0001-9087-9319http://lattes.cnpq.br/4426830285523015Gallo, Carla Braga Manohttps://orcid.org/0000-0001-8233-1476http://lattes.cnpq.br/5004805914018520Carvalho, João Paulo Martins dehttp://lattes.cnpq.br/7032025192778580Cavalcanti, André Guilherme Lagreca da Costahttp://lattes.cnpq.br/8282675784576997Barroso Júnior, Ubirajarahttp://lattes.cnpq.br/2049946905043441Hampl, Daniel Sá Rego2024-07-05T17:54:59Z2021-03-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfHAMPL, Daniel de Sá Rego. Torção testicular: modificação da técnica cirúrgica para o implante intravaginal imediato de prótese testicular. 2021. 77 f. Tese (Doutorado em Fisiopatologia e Ciências Cirúrgicas) – Faculdade de Ciências Médicas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2021.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/22335porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJ2024-07-05T17:54:59Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/22335Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032024-07-05T17:54:59Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false
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