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Trajetória acadêmica de estudantes de licenciatura com deficiência na Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Rosario, Miguel Longo Vieira Vidal do
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Educação
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Educação
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24360
Resumo: Este trabalho investiga o percurso acadêmico de estudantes com deficiência matriculados em cursos de licenciatura na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) – Campus Maracanã, buscando compreender sua trajetória por meio da identificação das barreiras e facilitadores no processo de inclusão, além de suas perspectivas futuras após a graduação. Trata-se de uma pesquisa exploratória de abordagem qualitativa, fundamentada na metodologia de história de vida e ancorada teoricamente em conceitos de estigma, dimensões da acessibilidade, capacitismo e estudos emancipatórios sobre a deficiência. O objetivo principal foi investigar a trajetória acadêmica desses estudantes a partir de seus relatos de vivências e expectativas, reafirmando o princípio do movimento das pessoas com deficiência: “Nada sobre nós, sem nós”. Os resultados foram analisados seguindo a proposta de análise do conteúdo sugerida por Bardin, através do método de categorização semântica, dando origem às categorias "desafios acadêmicos", "desafios familiares", "desafios pessoais" "estratégias de apoio e mediação pedagógica" e "vivências e experiências profissionais futuras". Os resultados indicam que, ao ingressarem na Uerj, os estudantes com deficiência experimentam uma sensação de desvantagem, enfrentando desafios relacionados à falta de acessibilidade e suporte institucional, além das práticas capacitistas que permeiam o ambiente universitário. Em relação aos desafios acadêmicos foram encontradas barreiras arquitetônicas, como rampas inadequadas e falta de adaptações em salas e espaços comuns, que comprometem a autonomia e geram a exclusão. Além disso, normas burocráticas limitam a autonomia desses estudantes em situações emergenciais, criando constrangimentos. A experiência desses estudantes também é marcada por barreiras metodológicas, como a rigidez curricular, ausência de adaptações em aulas, avaliações e materiais, e falta de recursos como mediadores e tecnologias assistivas, comprometendo seu aprendizado. Estudantes com transtorno do espectro autista, deficiência auditiva ou surdez, enfrentam desafios comunicacionais, agravados pela ausência de intérpretes de Libras, pelo uso de máscaras e falta de clareza nas transmissões de informações institucionais. O capacitismo, entendido como a falta de acessibilidade atitudinal, se manifesta em atitudes institucionais e na fala de docentes, gerando sobrecarga emocional e isolamento social. Em resposta à falta de acessibilidade, os estudantes desenvolvem estratégias de autoadaptação, que incluem ajustes físicos, autorregulação emocional e escolhas estratégicas para evitar constrangimentos e garantir a continuidade dos estudos. As estratégias de apoio destacadas pelos relatos envolvem a sensibilidade e flexibilidade dos professores, adaptações pedagógicas e suporte institucional, como políticas de inclusão e auxílio estudantil. Redes de apoio e ações afirmativas também contribuem para a construção de um ambiente universitário mais inclusivo. Além das barreiras acadêmicas e institucionais, os desafios familiares têm impacto direto na trajetória dos estudantes. Aspectos pessoais, como autoestima, sensação de pertencimento e processos de empoderamento, emergem como elementos que afetam a trajetória desses estudantes. No âmbito das expectativas profissionais, apesar das dificuldades e inseguranças quanto ao mercado de trabalho, esses futuros docentes demonstram expectativas positivas e negativas que reforçam a necessidade de maior representatividade e ambientes educacionais mais acolhedores. Ao final deste estudo, propõe-se uma reflexão sobre a importância dos relatos, os principais achados e o papel que a Uerj tem para a inclusão dos seus estudantes.
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spelling Trajetória acadêmica de estudantes de licenciatura com deficiência na Universidade do Estado do Rio de JaneiroAcademic trajectory of undergraduate students with disabilities at Rio de Janeiro State UniversityInclusãoPessoa com deficiênciaAcessibilidadeHistória de vidaEnsino superiorInclusionPeople with disabilitiesAccessibilityLife storyHigher educationCIENCIAS HUMANAS::EDUCACAOEste trabalho investiga o percurso acadêmico de estudantes com deficiência matriculados em cursos de licenciatura na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) – Campus Maracanã, buscando compreender sua trajetória por meio da identificação das barreiras e facilitadores no processo de inclusão, além de suas perspectivas futuras após a graduação. Trata-se de uma pesquisa exploratória de abordagem qualitativa, fundamentada na metodologia de história de vida e ancorada teoricamente em conceitos de estigma, dimensões da acessibilidade, capacitismo e estudos emancipatórios sobre a deficiência. O objetivo principal foi investigar a trajetória acadêmica desses estudantes a partir de seus relatos de vivências e expectativas, reafirmando o princípio do movimento das pessoas com deficiência: “Nada sobre nós, sem nós”. Os resultados foram analisados seguindo a proposta de análise do conteúdo sugerida por Bardin, através do método de categorização semântica, dando origem às categorias "desafios acadêmicos", "desafios familiares", "desafios pessoais" "estratégias de apoio e mediação pedagógica" e "vivências e experiências profissionais futuras". Os resultados indicam que, ao ingressarem na Uerj, os estudantes com deficiência experimentam uma sensação de desvantagem, enfrentando desafios relacionados à falta de acessibilidade e suporte institucional, além das práticas capacitistas que permeiam o ambiente universitário. Em relação aos desafios acadêmicos foram encontradas barreiras arquitetônicas, como rampas inadequadas e falta de adaptações em salas e espaços comuns, que comprometem a autonomia e geram a exclusão. Além disso, normas burocráticas limitam a autonomia desses estudantes em situações emergenciais, criando constrangimentos. A experiência desses estudantes também é marcada por barreiras metodológicas, como a rigidez curricular, ausência de adaptações em aulas, avaliações e materiais, e falta de recursos como mediadores e tecnologias assistivas, comprometendo seu aprendizado. Estudantes com transtorno do espectro autista, deficiência auditiva ou surdez, enfrentam desafios comunicacionais, agravados pela ausência de intérpretes de Libras, pelo uso de máscaras e falta de clareza nas transmissões de informações institucionais. O capacitismo, entendido como a falta de acessibilidade atitudinal, se manifesta em atitudes institucionais e na fala de docentes, gerando sobrecarga emocional e isolamento social. Em resposta à falta de acessibilidade, os estudantes desenvolvem estratégias de autoadaptação, que incluem ajustes físicos, autorregulação emocional e escolhas estratégicas para evitar constrangimentos e garantir a continuidade dos estudos. As estratégias de apoio destacadas pelos relatos envolvem a sensibilidade e flexibilidade dos professores, adaptações pedagógicas e suporte institucional, como políticas de inclusão e auxílio estudantil. Redes de apoio e ações afirmativas também contribuem para a construção de um ambiente universitário mais inclusivo. Além das barreiras acadêmicas e institucionais, os desafios familiares têm impacto direto na trajetória dos estudantes. Aspectos pessoais, como autoestima, sensação de pertencimento e processos de empoderamento, emergem como elementos que afetam a trajetória desses estudantes. No âmbito das expectativas profissionais, apesar das dificuldades e inseguranças quanto ao mercado de trabalho, esses futuros docentes demonstram expectativas positivas e negativas que reforçam a necessidade de maior representatividade e ambientes educacionais mais acolhedores. Ao final deste estudo, propõe-se uma reflexão sobre a importância dos relatos, os principais achados e o papel que a Uerj tem para a inclusão dos seus estudantes.This paper investigates the academic career of students with disabilities enrolled in degree courses at the State University of Rio de Janeiro (Uerj) - Maracanã Campus. The objective is to understand their trajectory by identifying the barriers and facilitators in the inclusion process, as well as their future prospects after graduation. This exploratory study employs a qualitative approach, grounded in the life story methodology. Theoretically, the study is anchored in concepts of stigma, dimensions of accessibility, empowerment, and emancipatory studies on disability. The primary objective of this investigation was to examine the academic trajectory of these students, with a focus on their accounts of experiences and expectations, thereby reaffirming the principle of the movement of people with disabilities. This sentiment is encapsulated by the principle of "nothing about us without us". The findings suggest that students with disabilities encounter a sense of disadvantage upon their admission to Uerj, facing challenges related to a lack of accessibility and institutional support, as well as the ableist practices that permeate the university environment. In the context of academic challenges, architectural barriers were identified, including the absence of adequate ramps and the lack of adaptations in common areas and spaces. These barriers impede autonomy and result in exclusion. Moreover, bureaucratic regulations impose limitations on the autonomy of these students in emergency situations, thereby creating constraints. The experience of these students is also marked by methodological barriers, such as curriculum rigidity, lack of adaptations in classes, assessments, and materials, and lack of resources such as mediators and assistive technologies, compromising their learning. Individuals with autism spectrum disorder, hearing impairment, or deafness encounter significant communication challenges, compounded by the scarcity of Libras interpreters, the utilization of masks, and the ambiguity of institutional information transmission. Empowerment, defined as a state of being free or capable of making decisions or acting independently, is understood to manifest in institutional attitudes and in the discourse of educators. This phenomenon has the potential to induce emotional distress and social alienation. In response to the lack of accessibility, students develop self-adaptation strategies, which include physical adjustments, emotional self-regulation, and strategic choices to avoid embarrassment and guarantee the continuity of their studies. The support strategies highlighted by the reports involve the sensitivity and flexibility of teachers, pedagogical adaptations, and institutional support, such as inclusion policies and student aid. The presence of support networks and the implementation of affirmative action strategies have also been identified as contributing factors to the development of a more inclusive university environment. In addition to the obstacles posed by academic and institutional frameworks, the challenges experienced by families directly influence students' academic trajectories. Personal aspects such as self-esteem, a sense of belonging, and processes of empowerment emerge as elements that affect the trajectory of these students. With regard to professional expectations, future teachers exhibit a mixture of positive and negative sentiments regarding the job market, underscoring the necessity for enhanced representation and more welcoming educational environments. In the conclusion of this study, we propose a reflection on the significance of the reports, the primary findings, and the role that Uerj plays in the inclusion of its students.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESUniversidade do Estado do Rio de JaneiroCentro de Educação e Humanidades::Faculdade de EducaçãoBrasilUERJPrograma de Pós-Graduação em EducaçãoDutra, Flávia Barbosa da Silvahttps://orcid.org/0000-0002-0812-6092http://lattes.cnpq.br/4017302246759291Salvador, Marco Antonio SantoroVigário, Patrícia dos SantosRosario, Miguel Longo Vieira Vidal do2025-07-22T18:46:50Z2025-05-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfROSARIO, Miguel Longo Vieira Vidal do. Academic trajectory of undergraduate students with disabilities at Rio de Janeiro State University. 2025. 191 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24360porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJ2025-07-23T19:16:18Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/24360Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032025-07-23T19:16:18Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false
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