Sartre e a unidade de seu pensamento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Feitosa, André Luís de Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/12147
Resumo: Trata-se de uma tese que visa demonstrar que, ao contrário das perspectivas de diversos comentadores da obra filosófica de Jean-Paul Sartre, há uma nítida continuidade no pensamento do referido filósofo. Para que esta hipótese possa ser demonstrada é usada como bibliografia comparativa as obras O Ser e o Nada e A crítica da razão dialética. As comparações de alguns trechos dessas obras permitem mostrar o quanto são aproximadas e que, longe de serem contraditórias são na verdade contrapontos na estrutura complexa do existencialismo ateu de Sartre. Alguns autores são citados, ainda que indiretamente, apenas para provar as incongruências daqueles que veem dois Sartre e que, desde o princípio, o existencialismo sartreano tem uma profunda conexão e elo com o marxismo histórico e sua global visão do homem e da sociedade, ainda que com novidades próprias da fenomenologia. Embora a tese tenha como intuito mostrar que a segunda fase do pensamento de Sartre não é uma ruptura com a primeira, mas sim uma evolução, um acréscimo, o conceito de liberdade sofre uma mutação entre as obras O Ser e o Nada e Crítica da razão dialética, na medida em que passa de um conceito exclusivamente individual ligado à fenomenologia para uma significação de liberdade coletiva, na qual esta deve se atualizar, seja pela luta do indivíduo consigo mesmo e suas contingências, seja, sobretudo, com a luta de classes que o marxismo propõe e Sartre adota para sua filosofia e que irá possibilitar que a grande manifestação, já vista como dissemos, no O Ser e o Nada, possa se realizar coletivamente.
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