Caosmofagia: a potência dos encontros na composição dos modos de subjetivação
| Ano de defesa: | 2012 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências Humanas BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Filosofia |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/12163 |
Resumo: | O objetivo desta pesquisa é analisar o processo de composição dos modos de subjetivação que se dá através dos encontros dos corpos e a participação do sujeito nesse processo a partir de um dispositivo conceitual chamado caosmofagia. A hipótese central é a de que os modos de subjetivação são produzidos a partir das relações de poder que se dão nos encontros dos corpos inseridos no caos do cosmos. Um modo de subjetivação se distingue de uma subjetividade uma vez que não cessa de ser transformado pelos encontros que tem. Pois um modo é um instante provisório em meio ao fluxo do devir. Um modo de subjetivação é uma conexão permanente com forças externas e internas, que faz da sua existência um campo de batalha entre as forças que operam no mundo. Esse processo de composição, uma vez que envolve uma arte da devoração do outro, no sentido de uma técnica que permite preparar-se para os encontros, recebe o nome de caosmofagia. Cada corpo é um composto de forças. As forças fazem parte de um mundo caótico porque se movem em velocidades infinitas constituindo a impossibilidade de algo permanecer o mesmo. No entanto, tais forças têm suas velocidades reduzidas e assumem formas físicas, que são estados provisórios ou modos que estão em contato permanente com o caos, já que não cessam de encontrar outros corpos com forças diferenciadas e que alteram os modos que encontram podendo até decompô-los. Há, pois, no encontro dos corpos uma mistura que implica em um jogo de forças em que um corpo devora e absorve as forças de outro corpo. Esse processo de devoração se diz do mundo em seu devir. Ou seja, o devir do mundo é um processo de composição e decomposição dos corpos, indicando um estado de mudança permanente. Desse postulado cosmológico, resulta a compreensão dos modos de subjetivação como um processo de composição infinito em que o sujeito participa dele de forma significativa, mas não como um elemento determinante. O próprio sujeito é um composto de forças capaz de interferir no seu modo de ser, cuidando de si e se preparando para os encontros, mas que também está sujeito às forças que vêm de fora e que são imprevisíveis. Desse modo, nos deparamos com uma condição existencial que envolve o devir cosmológico, a história e a necessidade de um cuidado para se situar nessa condição, o que implica em uma ética da prudência. A caosmofagia consiste em pensar os encontros e a possibilidade de ensaiá-los na perspectiva de uma ética. Ensaiar a si mesmo, seus afetos, suas potências e seus encontros tendo em vista um modo de subjetivação que seja um movimento de superação do que se é para ser um outro mais livre e alegre. |
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Caosmofagia: a potência dos encontros na composição dos modos de subjetivaçãoCaosmofagia: the potency of encounters in the composition of the subjectivation meansPotencyEncounterBodiesSubjectivation meansEthicsCaosmofagiaPotênciaEncontroCorposModos de subjetivaçãoÉticaCaosmofagiaDevir (Conceito filosófico)SubjetividadeCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA::ETICAO objetivo desta pesquisa é analisar o processo de composição dos modos de subjetivação que se dá através dos encontros dos corpos e a participação do sujeito nesse processo a partir de um dispositivo conceitual chamado caosmofagia. A hipótese central é a de que os modos de subjetivação são produzidos a partir das relações de poder que se dão nos encontros dos corpos inseridos no caos do cosmos. Um modo de subjetivação se distingue de uma subjetividade uma vez que não cessa de ser transformado pelos encontros que tem. Pois um modo é um instante provisório em meio ao fluxo do devir. Um modo de subjetivação é uma conexão permanente com forças externas e internas, que faz da sua existência um campo de batalha entre as forças que operam no mundo. Esse processo de composição, uma vez que envolve uma arte da devoração do outro, no sentido de uma técnica que permite preparar-se para os encontros, recebe o nome de caosmofagia. Cada corpo é um composto de forças. As forças fazem parte de um mundo caótico porque se movem em velocidades infinitas constituindo a impossibilidade de algo permanecer o mesmo. No entanto, tais forças têm suas velocidades reduzidas e assumem formas físicas, que são estados provisórios ou modos que estão em contato permanente com o caos, já que não cessam de encontrar outros corpos com forças diferenciadas e que alteram os modos que encontram podendo até decompô-los. Há, pois, no encontro dos corpos uma mistura que implica em um jogo de forças em que um corpo devora e absorve as forças de outro corpo. Esse processo de devoração se diz do mundo em seu devir. Ou seja, o devir do mundo é um processo de composição e decomposição dos corpos, indicando um estado de mudança permanente. Desse postulado cosmológico, resulta a compreensão dos modos de subjetivação como um processo de composição infinito em que o sujeito participa dele de forma significativa, mas não como um elemento determinante. O próprio sujeito é um composto de forças capaz de interferir no seu modo de ser, cuidando de si e se preparando para os encontros, mas que também está sujeito às forças que vêm de fora e que são imprevisíveis. Desse modo, nos deparamos com uma condição existencial que envolve o devir cosmológico, a história e a necessidade de um cuidado para se situar nessa condição, o que implica em uma ética da prudência. A caosmofagia consiste em pensar os encontros e a possibilidade de ensaiá-los na perspectiva de uma ética. Ensaiar a si mesmo, seus afetos, suas potências e seus encontros tendo em vista um modo de subjetivação que seja um movimento de superação do que se é para ser um outro mais livre e alegre.This research s main objective is to analyze the composition process of the subjectivation means which are due to the bodies encounters and the subject participation in this process from a conceptual device I call caosmofagia. The central hypothesis is that the subjectivation means are produced from the relations of affection power that happen in the encounter between the bodies inserted in the cosmos chaos. A subjectivation mean discern from subjectivity once it doesn t cease being transformed through the encounters it has. Because a mean is a provisory state in the becoming stream. A subjectivation mean is a permanent connection with external and internal forces, which makes from its existence a battlefield between the forces that operate in the world. This process of composition, once it involves the other s devouring, which is a technique that prepares to the encounters, it is called caosmofagia. Each body is composed of forces. The forces are part of a chaotic world because they move in infinite speeds composing the impossibility of something to become the same. However, these forces have their speeds reduced and assume physical shapes, which are provisory states or means that are permanently in touch with the chaos, since they don t cease meeting other bodies with different force states and that they modify the ways they meet, being able to even break them. So, in the bodies encounters, there is a mix that implies in a power competition in which a body devours and absorbs the other s forces. This process of devouring concerns the world in its becoming. In other words, the becoming of the world is a composition and decomposition process of the bodies, which indicates a permanent changing state. From this cosmological postulate, results the comprehension of the subjectivation means as an infinite composition process in which the subject participates in a meaningful way, but not as a determinative element. The subject itself is a compound of forces that is able to intervene in its way of being, taking care of itself and preparing to the encounter, but that also susceptible to the forces that come from outside and are unpredictable. In that way, we face a being condition that involves the cosmological becoming, the history and the attention need and a heed to stay in this condition, and that implies in the ethics of prudence. The caosmofagia, consists in thinking the encounters and the possibility of make essays with them in the perspective of ethics. To try itself, it s affections, it s potencies and its encounters, owing to a subjectivation mean which is a overcoming move of which it is to be another one, more free and joyful.Universidade do Estado do Rio de JaneiroCentro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências HumanasBRUERJPrograma de Pós-Graduação em FilosofiaPortocarrero, Vera Mariahttp://lattes.cnpq.br/9436574047648562Cardoso Junior, Hélio Rebellohttp://lattes.cnpq.br/7428964121614007Ternes, Joséhttp://lattes.cnpq.br/4963109088070313Solis, Dirce Eleonora Nigrohttp://lattes.cnpq.br/7985596381827103Silva, Márcio Sales da2021-01-06T19:51:22Z2012-10-102012-03-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfSILVA, Márcio Sales da. Caosmofagia: a potência dos encontros na composição dos modos de subjetivação. 2012. 298 f. Tese (Doutorado em Filosofia) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2012.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/12163porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJ2024-02-27T16:50:25Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/12163Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032024-02-27T16:50:25Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false |
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