Curva de aprendizado na prostatectomia robótica
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/8530 |
Resumo: | A neoplasia prostática é a segunda causa de morte, no sexo masculino, por doença maligna e a primeira em incidência, excluindo os tumores de pele não melanoma. A prostatectomia radical laparoscópica robô-assistida é o principal procedimento cirúrgico realizado, com intenção curativa, nos Estados Unidos e na Europa. O objetivo deste estudo é analisar a curva de aprendizado, na prostatectomia radical robótica, realizada por cirurgiões, sem experiência prévia em prostatectomia radical laparoscópica pura. Foram analisados 119 pacientes, submetidos à prostatectomia radical assistida por robô. Os pacientes foram operados por dois cirurgiões, sem experiência prévia em prostatectomia laparoscópica, embora com experiência em outros procedimentos por esssa via. Foram enfatizados os desfechos operatórios mais significativos, quais sejam a continência urinária, a disfunção erétil e o controle oncológico. O seguimento mínimo foi de 27 meses. Foram utilizados o teste de Fisher e o teste qui-quadrado, para investigar a existência de relação entre as variáveis e a análise de variância (ANOVA), para observar a possibilidade de diferenças, estatisticamente significativas, entre os grupos, com nível de significância de 5%. A participação dos pacientes variou conforme a idade, entre 41 e 72 anos (média de 61,09 anos), com 68 casos (57,14%) de risco intermediário ou alto risco. Houve um declínio do tempo operatório, ao longo da casuística. Dos 119 pacientes, 80,67% estavam continentes aos 6 meses de pós-operatório e 89,07% aos 12 meses. 35,29% estavam potentes aos seis meses e 60,5% aos 12 meses de pós-operatório. Um ano após o procedimento cirúrgico, as taxas de trifecta (controle oncológico da doença + continência + ereção) eram de 51,26% e as de pentafecta (controle oncológico da doença + continência + ereção + margens cirúrgicas livres + ausência de complicações) de 31,09%. Houve uma melhora progressiva das taxas de continência e potência sexual, à medida que mais pacientes iam sendo operados. Podemos concluir que a prostatectomia radical vídeolaparoscópica robô-assistida não requer, obrigatoriamente, experiência prévia na retirada radical da próstata pela via laparoscópica pura, embora a curva de aprendizado não seja curta para atingir-se um platô, a partir do qual não mais ocorram melhoras de desfecho significativas. |
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Curva de aprendizado na prostatectomia robóticaLearning curve in the robot-assisted prostatectomyProstate cancerRobotic radical prostatectomyOpen radical prostatectomyUrinary incontinenceSexual dysfunctionLearning curveCâncer de próstataProstatectomia radical robóticaProstatectomia radical abertaIncontinência urináriaDisfunção sexualCurva de aprendizadoPróstata CâncerProstatectomiaIncontinência urináriaImpotência sexualCurva de aprendizagem (Psicometria)Procedimentos Cirúrgicos RobóticosCNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CIRURGIA::CIRURGIA UROLOGICAA neoplasia prostática é a segunda causa de morte, no sexo masculino, por doença maligna e a primeira em incidência, excluindo os tumores de pele não melanoma. A prostatectomia radical laparoscópica robô-assistida é o principal procedimento cirúrgico realizado, com intenção curativa, nos Estados Unidos e na Europa. O objetivo deste estudo é analisar a curva de aprendizado, na prostatectomia radical robótica, realizada por cirurgiões, sem experiência prévia em prostatectomia radical laparoscópica pura. Foram analisados 119 pacientes, submetidos à prostatectomia radical assistida por robô. Os pacientes foram operados por dois cirurgiões, sem experiência prévia em prostatectomia laparoscópica, embora com experiência em outros procedimentos por esssa via. Foram enfatizados os desfechos operatórios mais significativos, quais sejam a continência urinária, a disfunção erétil e o controle oncológico. O seguimento mínimo foi de 27 meses. Foram utilizados o teste de Fisher e o teste qui-quadrado, para investigar a existência de relação entre as variáveis e a análise de variância (ANOVA), para observar a possibilidade de diferenças, estatisticamente significativas, entre os grupos, com nível de significância de 5%. A participação dos pacientes variou conforme a idade, entre 41 e 72 anos (média de 61,09 anos), com 68 casos (57,14%) de risco intermediário ou alto risco. Houve um declínio do tempo operatório, ao longo da casuística. Dos 119 pacientes, 80,67% estavam continentes aos 6 meses de pós-operatório e 89,07% aos 12 meses. 35,29% estavam potentes aos seis meses e 60,5% aos 12 meses de pós-operatório. Um ano após o procedimento cirúrgico, as taxas de trifecta (controle oncológico da doença + continência + ereção) eram de 51,26% e as de pentafecta (controle oncológico da doença + continência + ereção + margens cirúrgicas livres + ausência de complicações) de 31,09%. Houve uma melhora progressiva das taxas de continência e potência sexual, à medida que mais pacientes iam sendo operados. Podemos concluir que a prostatectomia radical vídeolaparoscópica robô-assistida não requer, obrigatoriamente, experiência prévia na retirada radical da próstata pela via laparoscópica pura, embora a curva de aprendizado não seja curta para atingir-se um platô, a partir do qual não mais ocorram melhoras de desfecho significativas.The prostate neoplasm is the second most common cause of death in men with malignancy disease and the first one in incidence, excluding skin cancers not melanoma. The robot assisted radical prostatectomy is the major procedure in US and Europe for curative intent. The goal of this study is to assess the learning curve in robot-assisted radical prostatectomy (RARP) performed by surgeons without previous experience in laparoscopic prostatectomy. We analyzed 119 patients submitted to RARP performed by two surgeons without previous experience in laparoscopic prostatectomy, with emphasis on the relevant outcomes such as continence, erectile function and oncologic control with a minimum follow-up of 24 months. We used the Fisher exact test and the chi-square test to investigate the existence of a relationship between the variables and analysis of variance (ANOVA) to verify possible statistically significant differences between groups, at the 5% level. The patients age varied from 41 to 72 years (mean= 61,09), with 68 (57,14%) cases having intermediate or high risk. There was a consistent decline in operative time. Of the 119 patients, 80,67% were continent 6 months after surgery and 89,07% 12 months afterward, while 35,29% were potent 6 months after surgery and 60,50% 12 months following surgery. Twelve months after surgery, the trifecta outcome rate was 51,26% and the pentafecta rate was 31,09%. There was progressive postoperative improvement and maintenance of continence and sexual potency until the last patient operated in our sample. We could conclude that the robot-assisted radical prostatectomy does not require previous experience in laparoscopic radical prostatectomy, but the learning curve is not short to achieve the plateau.Universidade do Estado do Rio de JaneiroCentro Biomédico::Faculdade de Ciências MédicasBRUERJPrograma de Pós-Graduação em Ciências MédicasFavorito, Luciano Alveshttp://lattes.cnpq.br/0256126734685935Carrerette, Fabrício Borgeshttp://lattes.cnpq.br/3327284927688083Souza, Antonio Augusto Ornellas dehttp://lattes.cnpq.br/5220650238553129Coelho, Rafael Ferreirahttp://lattes.cnpq.br/0028512490385841Lott, Felipe Monnerat2021-01-05T19:35:33Z2019-07-082018-11-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfLOTT, Felipe Monnerat. Curva de aprendizado na prostatectomia robótica. 2018. 106 f. Tese (Doutorado em Ciências Médicas) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/8530porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJ2024-02-26T19:00:03Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/8530Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032024-02-26T19:00:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false |
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A neoplasia prostática é a segunda causa de morte, no sexo masculino, por doença maligna e a primeira em incidência, excluindo os tumores de pele não melanoma. A prostatectomia radical laparoscópica robô-assistida é o principal procedimento cirúrgico realizado, com intenção curativa, nos Estados Unidos e na Europa. O objetivo deste estudo é analisar a curva de aprendizado, na prostatectomia radical robótica, realizada por cirurgiões, sem experiência prévia em prostatectomia radical laparoscópica pura. Foram analisados 119 pacientes, submetidos à prostatectomia radical assistida por robô. Os pacientes foram operados por dois cirurgiões, sem experiência prévia em prostatectomia laparoscópica, embora com experiência em outros procedimentos por esssa via. Foram enfatizados os desfechos operatórios mais significativos, quais sejam a continência urinária, a disfunção erétil e o controle oncológico. O seguimento mínimo foi de 27 meses. Foram utilizados o teste de Fisher e o teste qui-quadrado, para investigar a existência de relação entre as variáveis e a análise de variância (ANOVA), para observar a possibilidade de diferenças, estatisticamente significativas, entre os grupos, com nível de significância de 5%. A participação dos pacientes variou conforme a idade, entre 41 e 72 anos (média de 61,09 anos), com 68 casos (57,14%) de risco intermediário ou alto risco. Houve um declínio do tempo operatório, ao longo da casuística. Dos 119 pacientes, 80,67% estavam continentes aos 6 meses de pós-operatório e 89,07% aos 12 meses. 35,29% estavam potentes aos seis meses e 60,5% aos 12 meses de pós-operatório. Um ano após o procedimento cirúrgico, as taxas de trifecta (controle oncológico da doença + continência + ereção) eram de 51,26% e as de pentafecta (controle oncológico da doença + continência + ereção + margens cirúrgicas livres + ausência de complicações) de 31,09%. Houve uma melhora progressiva das taxas de continência e potência sexual, à medida que mais pacientes iam sendo operados. Podemos concluir que a prostatectomia radical vídeolaparoscópica robô-assistida não requer, obrigatoriamente, experiência prévia na retirada radical da próstata pela via laparoscópica pura, embora a curva de aprendizado não seja curta para atingir-se um platô, a partir do qual não mais ocorram melhoras de desfecho significativas. |
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