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Sozinho no meu mundo? : uma abordagem fenomenológica de duas autobiografias de autistas.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Corrêa, Pedro Henrique
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/3994
Resumo: O presente trabalho visa trazer uma redescrição sobre o que seria o estado de isolamento , característico de sujeitos diagnosticados com autismo. Ele busca as causas inter-relacionadas e implicações que levam os autistas a estarem afastados da presença de outros sujeitos do convívio ou, como exploraremos aqui por um conceito próprio, da coexistência . As ferramentas e o método desse trabalho foram encontrados na Fenomenologia, para a partir dela então ser possível garantir compreensões sobre esse estado e seus fenômenos associados que incluam o relato dos próprios sujeitos investigados. Em um primeiro momento, com o filósofo Merleau-Ponty, o trabalho apresentará o que é a subjetividade, a objetividade e a experiência de estar no mundo, conceitos primários nessa empreitada. Em um segundo momento, a partir dos trechos autobiográficos selecionados, o método fenomenológico aparecerá para investigar o estado de isolamento. Duas autobiografias foram escolhidas: Beyond the silence, de Tito Mukhopadhyay, e Fall down 7 times get up 8, de Naoki Higashida. A análise autobiográfica começa colocando às claras os elementos presentes no campo perceptivo do autista quando este aparentemente isolou-se de uma existência comum, para a partir destes dados construir uma compreensão fenomenológica. Ao longo do percurso investigativo foi notado que a ausência de coexistência não é absoluta, pois de alguma forma os autistas reconhecem que há um mundo intersubjetivo que envolve os sujeitos e que os requisita a todo momento. Eles percebem o isolamento. Contudo, a demanda social pela vivência comum levo-os a buscar recursos que, ou facilitarão a coexistência, ou pelo menos aplacarão a angústia que a presença do outro pode despertar pelo potencial que ela carrega de trazer recordações ruins. Os recursos desenvolvidos por eles podem ser comportamentos repetitivos, extensa racionalização das vivências, evitação de novos ambientes e novas pessoas. A pesquisa conclui que o estado de isolamento é um recurso profilático decorrente dos sintomas do autismo, não uma manifestação psicopatológica especial dos autistas.
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Em um primeiro momento, com o filósofo Merleau-Ponty, o trabalho apresentará o que é a subjetividade, a objetividade e a experiência de estar no mundo, conceitos primários nessa empreitada. Em um segundo momento, a partir dos trechos autobiográficos selecionados, o método fenomenológico aparecerá para investigar o estado de isolamento. Duas autobiografias foram escolhidas: Beyond the silence, de Tito Mukhopadhyay, e Fall down 7 times get up 8, de Naoki Higashida. A análise autobiográfica começa colocando às claras os elementos presentes no campo perceptivo do autista quando este aparentemente isolou-se de uma existência comum, para a partir destes dados construir uma compreensão fenomenológica. Ao longo do percurso investigativo foi notado que a ausência de coexistência não é absoluta, pois de alguma forma os autistas reconhecem que há um mundo intersubjetivo que envolve os sujeitos e que os requisita a todo momento. Eles percebem o isolamento. Contudo, a demanda social pela vivência comum levo-os a buscar recursos que, ou facilitarão a coexistência, ou pelo menos aplacarão a angústia que a presença do outro pode despertar pelo potencial que ela carrega de trazer recordações ruins. Os recursos desenvolvidos por eles podem ser comportamentos repetitivos, extensa racionalização das vivências, evitação de novos ambientes e novas pessoas. A pesquisa conclui que o estado de isolamento é um recurso profilático decorrente dos sintomas do autismo, não uma manifestação psicopatológica especial dos autistas.The present study aims to bring a redescription about what would be the "state of isolation", characteristic of subjects diagnosed with autism. It seeks the interrelated causes and implications that lead the autistic to be away from the presence of other subjects - of the conviviality or, as we will explore here by an own concept, of coexistence. The tools and method of this work were found in the Phenomenology, so that it is possible to guarantee understandings about this state and its associated phenomena that include the report of the investigated subjects themselves. At first, with the philosopher Merleau-Ponty, the work will present what is subjectivity, objectivity and the experience of being-in-the-world, primary concepts in this endeavor. In a second moment, from the autobiographical excerpts selected, the phenomenological method will appear to investigate the state of isolation. Two autobiographies were chosen: Tito Mukhopadhyay's Beyond the silence, and Fall down 7 times get up 8, by Naoki Higashida. The autobiographical analysis begins by clarifying the elements present in the perceptual field of the autistic when it apparently isolated himselve from a common existence, from which to build a phenomenological understanding. Throughout the investigative course was noticed that the absence of coexistence is not absolute, because somehow the autistic persons recognize that there is an intersubjective world that involves the subjects and that requests them all the time. They perceive the isolation. However, the social demand for common experience leads them to seek resources that either facilitate coexistence, or at least ease the anguish that the presence of the other can arouse - by the potential it carries to bring bad memories. The resources developed by them can be repetitive behaviors, extensive rationalization of experiences, avoidance of new environments and new people. The research concludes that the state of isolation is a prophylactic feature arising from the symptoms of autism, not a special psychopathological manifestation of the autistic persons.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e TecnológicoUniversidade do Estado do Rio de JaneiroCentro Biomédico::Instituto de Medicina SocialBRUERJPrograma de Pós-Graduação em Saúde ColetivaLima, Rossano Cabralhttp://lattes.cnpq.br/2496113016025855Costa, Jurandir Sebastião Freirehttp://lattes.cnpq.br/9203726930220261Ortega, Francisco Javier Guerrerohttp://lattes.cnpq.br/1098625057462148Veríssimo, Danilo Sarettahttp://lattes.cnpq.br/9522367779985724Corrêa, Pedro Henrique2020-07-05T16:01:34Z2020-02-172020-03-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfCORRÊA, Pedro Henrique. Sozinho no meu mundo? : uma abordagem fenomenológica de duas autobiografias de autistas.. 2020. 110 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2020.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/3994porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJ2024-05-22T03:39:40Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/3994Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032024-05-22T03:39:40Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false
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