O acesso ao teste anti-HIV na ótica das mulheres: contribuições para a enfermagem

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Arantes, Elis Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Enfermagem
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Enfermagem
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
HIV
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/11404
Resumo: Este estudo pretendeu investigar o acesso ao teste anti-HIV pelas mulheres, considerando as questões de gênero e a vulnerabilidade no contexto das políticas públicas. Para isso traçou-se os seguintes objetivos: descrever a experiência vivenciada pelas mulheres em relação ao acesso ao teste anti-HIV; identificar na ótica das mulheres a atuação dos profissionais de saúde para a indicação do teste anti-HIV; discutir os fatores que facilitam e/ou dificultam o acesso ao teste anti-HIV numa perspectiva de gênero. O método utilizado foi a Narrativa de Vida proposta pelo sociólogo francês Daniel Bertaux. Para obter as narrativas de vida foi utilizada a questão norteadora da entrevista Fale-me a respeito de sua vida que tenha relação com o teste anti-HIV . Para análise das narrativas foi realizada análise temática. O referencial teórico emergiu das narrativas e ancorou-se na Teoria do Cuidado Transicional de Afaf Meleis. A pesquisa apontou três categorias que permeiam as questões sobre o acesso ao teste anti-HIV: o acesso ao acolhimento; os velhos e novos problemas associados ao gênero e a vulnerabilidade feminina ao HIV. A primeira evidencia em que momento da vida das mulheres acontece o teste anti-HIV, bem como discute os fatores que dificultam o seu acesso, fora do período gestacional, ao teste anti-HIV; a segunda discute como as mulheres ainda não conseguem negociar o uso do preservativo nas relações sexuais devido as questões de gênero que permeiam os relacionamentos e a terceira, evidencia a vulnerabilidade à infecção pelo HIV. A partir destas categorias identificou-se que o acesso ao teste anti-HIV ainda está restrito ao período gestacional e que os profissionais de saúde ainda reproduzem uma assistência centrada nas questões de gênero priorizando o enfoque reprodutivo, e, que a sexualidade das mulheres é vista apenas para gerar um filho, o que contribui para aumentar a vulnerabilidade feminina ao HIV. Concluiu-se que apesar de existir programas e políticas públicas que estimulam e garantem o acesso aos serviços de saúde e assistência integral às mulheres, os profissionais de saúde ainda encontram dificuldade em trabalhar com a sexualidade da mulher em pleno século XXI. Assim, situam-nas apenas no período gestacional, e perpetuam a invisibilidade da saúde das mulheres que não vivenciam e nem desejam vivenciar uma gestação. Os resultados evidenciam que as mulheres se encontram cada vez mais vulneráveis ao HIV, quando colocam em prática sua autonomia, para viver a sexualidade, conquistada a partir dos movimentos feministas, porém, evidencia-se que não estão empoderadas para vivenciá-la de forma segura.
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Para análise das narrativas foi realizada análise temática. O referencial teórico emergiu das narrativas e ancorou-se na Teoria do Cuidado Transicional de Afaf Meleis. A pesquisa apontou três categorias que permeiam as questões sobre o acesso ao teste anti-HIV: o acesso ao acolhimento; os velhos e novos problemas associados ao gênero e a vulnerabilidade feminina ao HIV. A primeira evidencia em que momento da vida das mulheres acontece o teste anti-HIV, bem como discute os fatores que dificultam o seu acesso, fora do período gestacional, ao teste anti-HIV; a segunda discute como as mulheres ainda não conseguem negociar o uso do preservativo nas relações sexuais devido as questões de gênero que permeiam os relacionamentos e a terceira, evidencia a vulnerabilidade à infecção pelo HIV. A partir destas categorias identificou-se que o acesso ao teste anti-HIV ainda está restrito ao período gestacional e que os profissionais de saúde ainda reproduzem uma assistência centrada nas questões de gênero priorizando o enfoque reprodutivo, e, que a sexualidade das mulheres é vista apenas para gerar um filho, o que contribui para aumentar a vulnerabilidade feminina ao HIV. Concluiu-se que apesar de existir programas e políticas públicas que estimulam e garantem o acesso aos serviços de saúde e assistência integral às mulheres, os profissionais de saúde ainda encontram dificuldade em trabalhar com a sexualidade da mulher em pleno século XXI. Assim, situam-nas apenas no período gestacional, e perpetuam a invisibilidade da saúde das mulheres que não vivenciam e nem desejam vivenciar uma gestação. Os resultados evidenciam que as mulheres se encontram cada vez mais vulneráveis ao HIV, quando colocam em prática sua autonomia, para viver a sexualidade, conquistada a partir dos movimentos feministas, porém, evidencia-se que não estão empoderadas para vivenciá-la de forma segura.This study aims to investigate access to HIV testing for women considering gender issues and vulnerability in the context of public policy. For this the following objectives are traced: to describe the experience lived by women in relation to access to HIV testing; identify the perspective of women the role of health professionals for the indication of HIV testing; discuss the factors that facilitate and / or hamper access to HIV testing from a gender perspective. The method used was the narrative of life proposed by French sociologist Daniel Bertaux. For the life narratives it used the guiding question of the interview "Tell me about your life that is related to the anti-HIV test." For analysis of the narratives was performed thematic analysis. The theoretical framework emerged from the narratives and anchored in the Theory of the Transitional Care of Afaf Meleis. The survey showed three categories that permeate the questions on access to HIV testing: access to care; the old and new problems associated with gender and women's vulnerability to HIV. The first shows at what time the lives of women happens HIV testing, and discusses the factors that hinder access, non-pregnant, anti-HIV test; the second discusses how women can not negotiate condom use during sexual intercourse due to gender issues that permeate the relationships and the third highlights the vulnerability to HIV infection. From these categories identified that access to HIV testing is still restricted to the pregnancy and that health professionals still reproduce centered care in gender issues prioritizing reproductive approach, and that women's sexuality is seen only to bear a child, which helps to increase female vulnerability to HIV. It was concluded that although there is public programs and policies that stimulate and ensure access to health services and comprehensive care to women, health professionals still find it difficult to work with women's sexuality in the XXI century. So, are located in only during pregnancy, and perpetuate the invisibility of women's health that do not experience nor wish to experience a pregnancy. The results show that women are increasingly vulnerable to HIV, when put into practice their autonomy, to live sexuality, won from the women's movement, however, it is clear that they are not empowered to experience it in order safe.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorUniversidade do Estado do Rio de JaneiroCentro Biomédico::Faculdade de EnfermagemBRUERJPrograma de Pós-Graduação em EnfermagemSantos, Rosângela da Silvahttp://lattes.cnpq.br/3464230746894433Spindola, Thelmahttp://lattes.cnpq.br/0333801214698022Araújo, Carla Luzia Françahttp://lattes.cnpq.br/3733436812154457Arantes, Elis Oliveira2021-01-06T14:35:19Z2018-04-182015-12-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfARANTES, Elis Oliveira. O acesso ao teste anti-HIV na ótica das mulheres: contribuições para a enfermagem. 2015. 84 f. 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