A evolução paralela de duas espécies do gênero Phalloceros

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Pacheco, Bruno Gorini de Araújo Passos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/4904
Resumo: A evolução paralela ocorre quando linhagens estreitamente relacionadas, mas independentes, colonizam ambientes similares, e durante o processo evolutivo desenvolvem características similares. Uma forma de demonstrar a evolução paralela é o estudo de múltiplas populações que colonizaram de forma independente ambientes sob diferentes pressões de seleção natural. A intensidade da pressão de predação geralmente varia ao longo do eixo longitudinal dos rios com mudanças bruscas que ocorrem após quedas d água, as quais impedem a colonização a montante pelos peixes predadores. Assim, as cabeceiras e tributários são normalmente ambientes de baixa predação, enquanto as seções a jusante são ambientes de alta predação. A divergência adaptativa entre estes ambientes de alta e baixa predação ocorre de forma independente em várias drenagens e, portanto, pode ser classificada como evolução paralela. Na família Poeciliidae, o gênero Phalloceros é composto por 22 espécies, dentre as quais seis espécies habitam rios e riachos costeiros de Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro. Neste contexto, o presente estudo avaliou a evolução paralela de duas das seis espécies de Phalloceros (P. harpagos e P. anisophallos) através da quantificação da extensão e natureza da divergência ecológica (ecologia trófica) e fenotípica (características da história de vida e morfologia) entre populações de ambientes de alta e baixa predação. Phalloceros harpagos e P. anisophallos foram coletados em riachos das Bacias Hidrográficas Guapi-Macacu e da Baía de Ilha Grande, respectivamente. Em ambientes de alta predação, a maior biomassa de macroinvertebrados per capita pode ter levado a uma dieta mais carnívora que se refletiu no intestino mais curto de fêmeas e machos de ambas as espécies. Observou-se também a correlação entre ambientes de alta predação e redução do tamanho de maturidade de fêmeas e machos, aumento do investimento reprodutivo e fecundidade. Apesar de apresentarem matrotrofia substancial (fornecimento substancial de nutrientes maternos aos embriões pós-fecundação), P. harpagos e P. anisophallos não apresentam superfetação (habilidade das fêmeas de carregarem simultaneamente mais de uma ninhada em diferentes estágios de desenvolvimento). Este resultado corrobora a ausência de superfetação em P. anisophallos, mas sugere uma possível variação intraespecífica desta característica em P. harpagos. Em ambientes de alta predação, intestinos mais curtos juntamente com maiores índices de matrotrofia podem ter contornado o efeito do aumento do investimento reprodutivo, mantendo um fenótipo mais hidrodinâmico das fêmeas grávidas. Além disso, os machos de ambas espécies apresentaram gonopódio maior em ambientes de alta predação, possivelmente pela vantagem do acasalamento coercitivo nesses ambientes e pela escolha pré ou pós-copulatória das fêmeas. Os resultados do presente estudo sugerem que há paralelismo na morfologia trófica, na história de vida e nas características morfológicas das duas espécies Phalloceros de acordo com o regime de predação, seja pela pressão seletiva direta ou indireta por ela imposta
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Assim, as cabeceiras e tributários são normalmente ambientes de baixa predação, enquanto as seções a jusante são ambientes de alta predação. A divergência adaptativa entre estes ambientes de alta e baixa predação ocorre de forma independente em várias drenagens e, portanto, pode ser classificada como evolução paralela. Na família Poeciliidae, o gênero Phalloceros é composto por 22 espécies, dentre as quais seis espécies habitam rios e riachos costeiros de Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro. Neste contexto, o presente estudo avaliou a evolução paralela de duas das seis espécies de Phalloceros (P. harpagos e P. anisophallos) através da quantificação da extensão e natureza da divergência ecológica (ecologia trófica) e fenotípica (características da história de vida e morfologia) entre populações de ambientes de alta e baixa predação. Phalloceros harpagos e P. anisophallos foram coletados em riachos das Bacias Hidrográficas Guapi-Macacu e da Baía de Ilha Grande, respectivamente. Em ambientes de alta predação, a maior biomassa de macroinvertebrados per capita pode ter levado a uma dieta mais carnívora que se refletiu no intestino mais curto de fêmeas e machos de ambas as espécies. Observou-se também a correlação entre ambientes de alta predação e redução do tamanho de maturidade de fêmeas e machos, aumento do investimento reprodutivo e fecundidade. Apesar de apresentarem matrotrofia substancial (fornecimento substancial de nutrientes maternos aos embriões pós-fecundação), P. harpagos e P. anisophallos não apresentam superfetação (habilidade das fêmeas de carregarem simultaneamente mais de uma ninhada em diferentes estágios de desenvolvimento). Este resultado corrobora a ausência de superfetação em P. anisophallos, mas sugere uma possível variação intraespecífica desta característica em P. harpagos. Em ambientes de alta predação, intestinos mais curtos juntamente com maiores índices de matrotrofia podem ter contornado o efeito do aumento do investimento reprodutivo, mantendo um fenótipo mais hidrodinâmico das fêmeas grávidas. Além disso, os machos de ambas espécies apresentaram gonopódio maior em ambientes de alta predação, possivelmente pela vantagem do acasalamento coercitivo nesses ambientes e pela escolha pré ou pós-copulatória das fêmeas. Os resultados do presente estudo sugerem que há paralelismo na morfologia trófica, na história de vida e nas características morfológicas das duas espécies Phalloceros de acordo com o regime de predação, seja pela pressão seletiva direta ou indireta por ela impostaParallel evolution occurs when closely related, but independent, lineages colonize similar environments, and during the evolutionary process, they develop similar traits. A way to demonstrate parallel evolution is studying multiple populations that independently colonized environments under different selection pressures. The intensity of predation pressure generally varies along rivers and streams with sudden changes after waterfalls, which prevent predatory fishes to colonize upstream. Thus, headwaters are usually low-predation environments, while downstream sites are high-predation environments. The adaptive divergence between high and low-predation environments occurs independently in several streams and, therefore, can be classified as parallel evolution. In the fish family Poeciliidae, the genus Phalloceros is composed of 22 species, among which six species inhabit rivers and coastal streams of the Atlantic Forest in Rio de Janeiro State. In this context, this study evaluated the parallel evolution of two Phalloceros species (P. harpagos and P. anisophallos) measuring the extension and nature of the ecological (trophic ecology) and phenotypic (life-history traits and morphology) divergence of populations under high and low-predation environments. Phalloceros harpagos and P. anisophallos were collected in streams of Guapi-Macacu River and Ilha Grande Bay Basins, respectively. In high-predation environments, higher biomass of macroinvertebrates per capita may have led to a more carnivorous diet that was reflected in the shorter intestine of females and males of both species. There was also a correlation between high-predation environments and reduced length at maturity of females and males, increased reproductive allotment and fecundity. Although they show substantial matrotrophy (substantial supply of maternal nutrients to embryos after fertilization), P. harpagos and P. anisophallos do not show superfetation (the ability of females to carry simultaneously more than one brood at different developmental stages). This result corroborates the lack of superfetation in P. anisophallos, but suggests a possible intraspecific variation of this trait in P. harpagos. In high-predation environments, shorter intestines along with higher degree of matrotrophy may have circumvented the effect of increased reproductive allotment, maintaining a more streamlined phenotype of pregnant females. In addition, males of both species showed higher gonopodia in high-predation environments, possibly due to the advantage of coercive mating in these environments and pre or post-copulatory female choices. These results suggest that there is parallelism in trophic morphology, life-history and morphological traits of these Phalloceros species related to the predation regime either by direct or indirect selective pressure of predationCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorUniversidade do Estado do Rio de JaneiroCentro Biomédico::Instituto de Biologia Roberto Alcantara GomesBRUERJPrograma de Pós-Graduação em Ecologia e EvoluçãoBuchas, Rosana Mazzonihttp://lattes.cnpq.br/4973806715016726Zandonà, Eugeniahttp://lattes.cnpq.br/2826166359236157Caramaschi, Erica Maria Pellegrinihttp://lattes.cnpq.br/5356106015121653Petry, Ana Cristinahttp://lattes.cnpq.br/9840922547339289Pires, Marcelo NollaPacheco, Bruno Gorini de Araújo Passos2020-11-08T17:27:30Z2019-08-152019-06-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfPACHECO, Bruno Gorini de Araújo Passos. A evolução paralela de duas espécies do gênero Phalloceros. 2019. 144 f. 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