Esporte como experiência : uma análise fenomenológico-pragmática da Constituição do jogo coletivo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Nazareth, Eduardo Fernandes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Instituto de Estudos Sociais e Políticos
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/15462
Resumo: O objetivo desse trabalho é compreender a ação humana nos jogos esportivos coletivos. Os jogos em questão são aqueles que são disputados em interações conduzidas pelos jogadores em ações simultâneas mutuamente referidas que envolvem o corpo em um mesmo ambiente ? geralmente esportes com bola, como o futebol, o basquetebol e o voleibol, entre outros. A perspectiva adotada nos conduziu no sentido de compreender a ação no curso da experiência de jogar, uma experiência comumente retratada por praticantes como uma experiência desafiadora, excitante, arrebatadora e autêntica. A realização da ação adequada à lógica dos eventos no sentido de propiciar o alcance das metas e objetivos propostos pelo jogo aos jogadores e à sua equipe, com uma organização e sentido de desafio, conduz e ordena todo o curso da experiência competitiva até o fim da partida ocasionando aquela experiência. Como isso é possível? Para tentar entender como ação e experiência se articulam em uma vivência singular, distinta das demais, na prática dos esportes coletivos, devemos compreender toda a ordem presente na própria constituição do desafio que caracteriza todo o jogo ? uma ordem prática que confere ao ser um impulso contínuo e arrebatador à ação. O jogo, desse modo, é apresentado aqui como um mundo a que corresponde toda uma ordem de existência. Esse mundo, em relação ao qual um modo agonistico de ser se alinha, é ordenado por um conjunto de regras que determina a forma lógica básica da prática competitiva. No modo como foi subjetivada e incorporada pelos jogadores em suas competências, essa forma ordena as interações permitindo que uma dinâmica competitiva real se desdobre fluentemente entre eles numa mesma corrente simultânea e sequencial de eventos que envolvem a todos, sendo vivenciada por cada um no mesmo tempo e no mesmo espaço de uma experiência competitiva nossa. Essa forma se apresenta como ordem de uma mesma realidade contínua, presente tanto numa dimensão predominante espacial e corporal da experiência, envolvendo objetos físicos, no tempo imediato; quanto numa dimensão predominantemente temporal, onde se situa um espaço relacional no qual segue se definindo quem está melhor ou pior e, ao final, o vencedor e o perdedor da partida. Nesse mundo dos jogos agonísticos, ambas as dimensões se mantêm articuladas por mecanismos de definição, acumulação e objetivação numérica dos eventos (como o placar) que são programados para funcionar de acordo com um princípio integrador de justiça, baseados em critérios de excelência e competitividade ? mecanismos cujas operações bem inter-relacionadas devem definir o melhor a cada partida, conferindo à realidade vivenciável nesse mundo um sentido de unidade e completude próprias de uma experiência singular.
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A realização da ação adequada à lógica dos eventos no sentido de propiciar o alcance das metas e objetivos propostos pelo jogo aos jogadores e à sua equipe, com uma organização e sentido de desafio, conduz e ordena todo o curso da experiência competitiva até o fim da partida ocasionando aquela experiência. Como isso é possível? Para tentar entender como ação e experiência se articulam em uma vivência singular, distinta das demais, na prática dos esportes coletivos, devemos compreender toda a ordem presente na própria constituição do desafio que caracteriza todo o jogo ? uma ordem prática que confere ao ser um impulso contínuo e arrebatador à ação. O jogo, desse modo, é apresentado aqui como um mundo a que corresponde toda uma ordem de existência. Esse mundo, em relação ao qual um modo agonistico de ser se alinha, é ordenado por um conjunto de regras que determina a forma lógica básica da prática competitiva. No modo como foi subjetivada e incorporada pelos jogadores em suas competências, essa forma ordena as interações permitindo que uma dinâmica competitiva real se desdobre fluentemente entre eles numa mesma corrente simultânea e sequencial de eventos que envolvem a todos, sendo vivenciada por cada um no mesmo tempo e no mesmo espaço de uma experiência competitiva nossa. Essa forma se apresenta como ordem de uma mesma realidade contínua, presente tanto numa dimensão predominante espacial e corporal da experiência, envolvendo objetos físicos, no tempo imediato; quanto numa dimensão predominantemente temporal, onde se situa um espaço relacional no qual segue se definindo quem está melhor ou pior e, ao final, o vencedor e o perdedor da partida. Nesse mundo dos jogos agonísticos, ambas as dimensões se mantêm articuladas por mecanismos de definição, acumulação e objetivação numérica dos eventos (como o placar) que são programados para funcionar de acordo com um princípio integrador de justiça, baseados em critérios de excelência e competitividade ? mecanismos cujas operações bem inter-relacionadas devem definir o melhor a cada partida, conferindo à realidade vivenciável nesse mundo um sentido de unidade e completude próprias de uma experiência singular.The objetctive of this work is to understand human action in collective sports games. The game in question are those that are played in interactions conducted by players in mutually simultaneous actions involving the body in the same environment ? usually ball sports, such as soccer, basketball, and volleyball, among others. The adopted perspective leads us to understand the action in the course of playing experience, which, in general, is characterized by practitioners as a challenging, exciting, engrossing and authentic experience. The completion of the appropriate action to the logic of events in order to facilitate the achievement of goals and objectives proposed by game to players and your team, with a sense of challenge and organization, leads and orders throughout the course of the competitive experience until the end of the match producing that experience. How is it possible? To try to understand how action and experience are articulated in a singular experience, distinct from others, we should understand this order present in the constitution of the challenge that characterizes the entire game - a practical order to an engrossing and continual impulse to action. Thus, the game is presented here as a world which correspond to an order of existence. This world, in relation to which an agonistic mode of being is aligned, is ordered by a set of rules that determines a logical base form to the competition. The basic logical form of the game, the way was subjectivized and embodied by players on their competence, arrange a chain interactions allowing competitive dynamics unfold between them ordering simultaneous and sequential event that involves everyone, being lived by anyone at the same time and in the same space of competitive experience. This form is presented our as order of the same continuous relity in two dimenstions, a dimension that order predominantly spatial and bodily experience, involving physical objects in the immediate time, and the predominantly temporal dimension, where is situated a relational space in which we see who is better or worse and in the end the winner and the loser of the match. In world of agonistic games, both dimensions remains articulated by mechanisms by definition, accumulation and numerical objectification of events (as the score) that are programmed to working according to an integrating principle of justice, based on criteria of excellence and competitiveness - mechanisms whose well interrelated operations should define the better team every game, giving the reality that is possible to live in this world a sense of unity and wholeness characteristic of a singular experience.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e TecnológicoUniversidade do Estado do Rio de JaneiroCentro de Ciências Sociais::Instituto de Estudos Sociais e PolíticosBRUERJPrograma de Pós-Graduação em SociologiaVandenberghe, Frédérichttp://lattes.cnpq.br/5742667148140131Silva, Luiz Antonio Machado dahttp://lattes.cnpq.br/8855936483074666Lovisolo, Hugo Rodolfohttp://lattes.cnpq.br/5092179823404060Morais, Josimar Jorge Ventura dehttp://lattes.cnpq.br/4863742227544521Magalhães, Raul FranciscoCPF:55041973587http://lattes.cnpq.br/7761789297378483Nazareth, Eduardo Fernandes2021-01-07T18:49:28Z2013-07-252013-04-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfNAZARETH, Eduardo Fernandes. Esporte como experiência : uma análise fenomenológico-pragmática da Constituição do jogo coletivo. 2013. 401 f. Tese (Doutorado em Sociologia) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2013.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/15462porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJ2024-02-27T16:37:53Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/15462Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032024-02-27T16:37:53Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false
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