Hegemonia, operações de paz e o Brasil: Presença e atuação na MINUSTAH

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Araujo, Marcos do Vale
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/19765
Resumo: Essa dissertação objetiva investigar as formas pelas quais a atuação do Brasil na Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) reproduziu os modos convencionais de intervenção, vinculados à chamada “paz liberal” e, mais recentemente, à “estabilização”. O trabalho parte da premissa de que tanto os elementos ligados com a lógica da “paz liberal”, quanto fatores mais relacionados à agenda da “estabilização”, que norteia as operações multidimensionais contemporâneas, compõem uma estrutura capitalista que favorece interesses políticos e econômicos específicos de atores estatais e não estatais localizados no chamado Norte Global. No âmbito do ativismo do Brasil com as operações de paz no século XXI, cujo símbolo central foi a atuação no Haiti, questionamos de que forma a atuação do Brasil na MINUSTAH, pretendida como alternativa e inovadora, contribuiu para a reprodução dos processos convencionais de intervenção em operações de paz. A hipótese da pesquisa é que a atuação do Brasil na MINUSTAH, ainda que tenha se proposto a inovar por meio de uma “via brasileira”, reproduziu processos convencionais de intervenção a partir do intenso uso da força e do apoio à construção de um Estado democrático-liberal, contribuindo para a manutenção hegemônica da estrutura histórica capitalista neoliberal. O trabalho possui natureza exploratória e possui um caráter majoritariamente qualitativo, construindo os argumentos tanto por meio de pesquisas bibliográficas quanto de pesquisas documentais, a partir de análises de discursos de oficiais brasileiros que aturam na MINUSTAH, resoluções da ONU, artigos científicos, livros e relatórios.
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