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A concepção de liberdade civil utilitarista em John Stuart Mill e suas contribuições

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Gan, André Ricardo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/12268
Resumo: A vida impõe decisões às pessoas o tempo todo, e as pessoas as tomam de acordo com seus valores considerando as particularidades de cada situação. Valo-res são quaisquer aspectos da decisão que sejam considerados desejáveis, indese-jáveis, relevantes e importantes como: ser preferido, desejável, agradável, promis-sor, seguro, emocionante, justo, bom, correto, fácil, incerto, etc. Com base nestes valores, entendemos que o fundamento último do utilitarismo é o princípio da maximização da felicidade. Segundo esta concepção, uma ação é considerada correta, logo válida, se ela promover maior felicidade dos implicados. A felicidade é entendida como o alcance do prazer e do bem-estar. Nesta corrente encontramos uma perspectiva eudamonista e hedonista, uma vez que tem em vista como objectivo final a felicidade que consiste no prazer. Qualquer utilitarista tem de se importar, sobretudo com a promoção da felicidade geral. A partir de Mill, a moralidade passa a ser realização de cada ser humano neste mundo, aqui e agora. O princípio de utilidade exige que cada um de nós faça o que for necessário e estiver ao seu alcançe para promover a felicidade e evitar a dor. Ao analisarmos as consequências previsíveis de uma ação, temos que considerar não apenas a quantidade, mas a qualidade de prazer que dela possa resultar. Para os utilitaristas o que importa são as consequências das ações, elas devem visar ao prazer, e somente isso permite avaliar se uma ação é correta ou não, logo é uma perspectiva consequencialista. O que importa são as consequências e não os motivos das nossas ações, desde que isso promova a felicidade ao maior número de pessoas possível. Mas, o ato só é permissível se, e apenas se, maximiza imparcialmente o bem. A filosofia Utilitarista costuma dividir seus leitores. É exaltada por alguns, que defendem o mérito de ser um ponto de vista que oferece melhores subsídios para melhor lidarmos com as questões éticas que realmente importam e estão associadas às condições que tornam possível uma vida feliz e se possível, isenta de sofrimentos. Por outro lado, há aqueles que apontam para o perigo de uma filosofia que estima a qualidade moral de ações levando em consideração apenas as suas consequências. Esta corrente não é uma escola filosófica, uma vez que se trata de uma filosofia que constantemente se reinventa e se adapta a fim de ir sempre ao encontro de novos desafios que uma ética não pode deixar de enfrentar.
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Segundo esta concepção, uma ação é considerada correta, logo válida, se ela promover maior felicidade dos implicados. A felicidade é entendida como o alcance do prazer e do bem-estar. Nesta corrente encontramos uma perspectiva eudamonista e hedonista, uma vez que tem em vista como objectivo final a felicidade que consiste no prazer. Qualquer utilitarista tem de se importar, sobretudo com a promoção da felicidade geral. A partir de Mill, a moralidade passa a ser realização de cada ser humano neste mundo, aqui e agora. O princípio de utilidade exige que cada um de nós faça o que for necessário e estiver ao seu alcançe para promover a felicidade e evitar a dor. Ao analisarmos as consequências previsíveis de uma ação, temos que considerar não apenas a quantidade, mas a qualidade de prazer que dela possa resultar. Para os utilitaristas o que importa são as consequências das ações, elas devem visar ao prazer, e somente isso permite avaliar se uma ação é correta ou não, logo é uma perspectiva consequencialista. O que importa são as consequências e não os motivos das nossas ações, desde que isso promova a felicidade ao maior número de pessoas possível. Mas, o ato só é permissível se, e apenas se, maximiza imparcialmente o bem. A filosofia Utilitarista costuma dividir seus leitores. É exaltada por alguns, que defendem o mérito de ser um ponto de vista que oferece melhores subsídios para melhor lidarmos com as questões éticas que realmente importam e estão associadas às condições que tornam possível uma vida feliz e se possível, isenta de sofrimentos. Por outro lado, há aqueles que apontam para o perigo de uma filosofia que estima a qualidade moral de ações levando em consideração apenas as suas consequências. Esta corrente não é uma escola filosófica, uma vez que se trata de uma filosofia que constantemente se reinventa e se adapta a fim de ir sempre ao encontro de novos desafios que uma ética não pode deixar de enfrentar.Life requires decisions to people all the time and people take them according to their values, considering the particularities of each situation. Values are any aspects of the decision which are considered desirable, undesirable, relevant and important, as being preferred, desirable, pleasant, promising, safe, exciting, fair, good, correct, easy, uncertain, etc. Based on these values, we understand that the ultimate foundation of utilitarianism is the principle of utility. According to this concept, an action is considered correct, thus, valid, if it promotes greater happiness of those involved. Happiness, in turn, is understood as the achievement of pleasure and welfare. In this current we find a eudemonistic and hedonistic perspective, as it has as the ultimate goal happiness consisting in pleasure. Any utilitarian has to care mostly with the promotion of general happiness. From Mill, morality becomes the achievement of every human being in this world, here and now. The principle of utility requires that each one of us do whatever is necessary, and within our rich, to promote happiness and avoid pain. By analyzing the predictable consequences of an action, we must consider not only the quantity, but the quality of pleasure resulting from them. To utilitarians what really matters are the consequences of actions, as they should aim pleasure. Only this allows us to assess whether an action is right or not, leading to the idea of a consequentialist perspective. What matters are the consequences and not the reasons of our actions, as long as it promotes happiness to as many people as possible. However, the act is permissible only if, and only if, it impartially maximizes the good. The Utilitarian philosophy usually divides its readers. It is extolled by some, who defend the merit of its being a viewpoint that offers better benefits, so that important ethical issues the ones associated with conditions that can make life happier and free from suffering can be more easily dealt with. On the other hand, there are those that points to the danger of a philosophy that estimates the moral quality of actions, taking into account only its consequences. This current is not a philosophical school, since it is a philosophy that constantly reinvents itself and adapts, so that it can always meet new challenges that ethics cannot avoid facing.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorUniversidade do Estado do Rio de JaneiroCentro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências HumanasBRUERJPrograma de Pós-Graduação em FilosofiaAraújo, Marcelo dehttp://lattes.cnpq.br/2379951820482310Araújo, Luiz Bernardo Leitehttp://lattes.cnpq.br/7734537285998313Rodrigues, Fernando Augusto da Rochahttp://lattes.cnpq.br/7070978963953894Gan, André Ricardo2021-01-06T19:55:14Z2015-07-212015-05-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfGAN, André Ricardo. A concepção de liberdade civil utilitarista em John Stuart Mill e suas contribuições. 2015. 112 f. 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