Associação das variáveis socieconômicas, laborais e de saúde relacionadas à insegurança alimentar em trabalhadores dos Restaurantes Populares do município do Rio de Janeiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Falcão, Ana Cristina Marcotullio Lopes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Nutrição
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Alimentação, Nutrição e Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/7274
Resumo: Apesar das diversas ações governamentais nas questões relacionadas a alimentação, a insegurança alimentar faz parte da realidade brasileira. Esta pode ocorrer em diversos níveis: primeiramente a preocupação com a oferta de alimentos e a qualidade dos mesmos, em seguida, redução da qualidade e quantidade de alimentos entre os adultos e por fim em um nível mais elevado, a redução ocorre entre as crianças, até mesmo a fome, quando não há nada para comer no domicilio. É direito de todos terem acesso a alimentos seguros e nutritivos, desta forma a alimentação e nutrição é uma condição para proteção da saúde. Trata-se de um estudo seccional, com 273 trabalhadores de sete restaurantes localizados no município do Rio de Janeiro. A avaliação da insegurança alimentar foi realizada utilizando a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) classificando a população em segurança alimentar e insegurança alimentar. As análises foram desenvolvidas aplicando-se o teste qui quadrado ou o teste exato de Fisher quando apropriado (p<0,20) e a regressão logística foi efetuada considerando três blocos de variáveis: socioeconômicas, laborais e de saúde. A prevalência de insegurança alimentar foi de 53,7%. A maioria da população estudada era do sexo masculino (57,9%), eram negros ou pardos (81,7%), com nove anos de escolaridade (57,1%), casados (58,2%), com filhos (70,1%), possuíam moradia própria (73,6%), eram ASGs ou copeiras (54,6%), quanto ao tempo gasto do deslocamento de casa para o trabalho, 67,6% dispendem mais de 40 minutos neste trajeto. As variáveis: escolaridade (OR-2,39; IC-95% 1,38 - 4,16), opinião sobre a falta de condições financeiras para manter alimentação saudável (OR-2,24; IC-95% 1,25 4,00), tempo de trabalho em cozinhas <29 meses (OR-2,72; IC-95% 1,44 5,16) e opinião da composição e regularidade da alimentação (OR- 2,01; IC-95% 1,12 3,57) associaram-se significativamente com a insegurança alimentar. Estes trabalhadores mesmo inseridos em um equipamento destinado a ofertar alimentação de qualidade, não tem a percepção da garantia ao acesso de forma satisfatória aos alimentos tanto quantitativamente como qualitativamente.
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Esta pode ocorrer em diversos níveis: primeiramente a preocupação com a oferta de alimentos e a qualidade dos mesmos, em seguida, redução da qualidade e quantidade de alimentos entre os adultos e por fim em um nível mais elevado, a redução ocorre entre as crianças, até mesmo a fome, quando não há nada para comer no domicilio. É direito de todos terem acesso a alimentos seguros e nutritivos, desta forma a alimentação e nutrição é uma condição para proteção da saúde. Trata-se de um estudo seccional, com 273 trabalhadores de sete restaurantes localizados no município do Rio de Janeiro. A avaliação da insegurança alimentar foi realizada utilizando a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) classificando a população em segurança alimentar e insegurança alimentar. As análises foram desenvolvidas aplicando-se o teste qui quadrado ou o teste exato de Fisher quando apropriado (p<0,20) e a regressão logística foi efetuada considerando três blocos de variáveis: socioeconômicas, laborais e de saúde. A prevalência de insegurança alimentar foi de 53,7%. A maioria da população estudada era do sexo masculino (57,9%), eram negros ou pardos (81,7%), com nove anos de escolaridade (57,1%), casados (58,2%), com filhos (70,1%), possuíam moradia própria (73,6%), eram ASGs ou copeiras (54,6%), quanto ao tempo gasto do deslocamento de casa para o trabalho, 67,6% dispendem mais de 40 minutos neste trajeto. As variáveis: escolaridade (OR-2,39; IC-95% 1,38 - 4,16), opinião sobre a falta de condições financeiras para manter alimentação saudável (OR-2,24; IC-95% 1,25 4,00), tempo de trabalho em cozinhas <29 meses (OR-2,72; IC-95% 1,44 5,16) e opinião da composição e regularidade da alimentação (OR- 2,01; IC-95% 1,12 3,57) associaram-se significativamente com a insegurança alimentar. Estes trabalhadores mesmo inseridos em um equipamento destinado a ofertar alimentação de qualidade, não tem a percepção da garantia ao acesso de forma satisfatória aos alimentos tanto quantitativamente como qualitativamente.Food insecurity is part of Brazilian reality, in spite of several governmental actions to reduce the problem. Food insecurity can occur at several levels: Firstly, the concern about the availability of food, as well as about the quantity of food; next, the reduction in quality and quantity of food among adults; and at least, at a higher level, the reduction of food occurring among children, even starvation, when there is no food at their home. It is a general right for all to have access to reliable and nutritive food. Hence, food and nutrition is a condition to the protection of health. This is a cross-sectional study of 273 workers at 7 restaurants located in the Municipality of Rio de Janeiro, Brazil. Food insecurity was evaluated using the Brazilian Food Insecurity Scale (Escala Brasileira de Insegurança Alimentar - EBIA), which classifies the population as food secure or food insecure . The analyses were developed through the application of the Qui- Square Test or the Fisher s Exact Test, when adequate. Logistic regression modeling was performed next, considering three variable groups: socioeconomic, labor, and health. All analyses were conducted in R statistical program. The prevalence of food insecurity was that of 53.7%. The majority of the population studied was male (57.9%), black or brown (81.7%), did nine school years (57.1%), were married (58.2%), with children (70.1%), were the owners of their houses (73.6%), were General Services Assistants or catering workers (54.6%), and as of the time spent traveling from their home to the work place, 67.6% spend more than 40 minutes. The variables: schooling (OR-2,39; 95% CI: 1,38 - 4,16), opinion about the lack of financial conditions to maintain a healthy diet (OR-2,24; 95% CI: 1,25 4,00), time working in kitchens <29 months (OR-2,72; 95% CI: 1,44 5,16), and opinion about the composition and regularity of food (OR-2,01; 95% CI: 1,12 3,57) were significantly associated to food insecurity. These workers, even though involved in an activity related to equipment destined to offer food of quality, have no perception of their guarantee to the access of food in a satisfactory manner, both quantitatively and qualitativelyUniversidade do Estado do Rio de JaneiroCentro Biomédico::Instituto de NutriçãoBRUERJPrograma de Pós-Graduação em Alimentação, Nutrição e SaúdeAguiar, Odaleia Barbosa dehttp://lattes.cnpq.br/1523525089846972Curioni, Cintia Chaveshttp://lattes.cnpq.br/9200626196199680Costa, Rosana Salles dahttp://lattes.cnpq.br/9846878048388193Falcão, Ana Cristina Marcotullio Lopes2021-01-05T16:42:58Z2014-05-212013-08-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfFALCÃO, Ana Cristina Marcotullio Lopes. Associação das variáveis socieconômicas, laborais e de saúde relacionadas à insegurança alimentar em trabalhadores dos Restaurantes Populares do município do Rio de Janeiro. 2013. 76 f. 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