A teia do direito à saúde: entre o posto e o disposto.
| Ano de defesa: | 2016 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/4753 |
Resumo: | Este estudo visa desenvolver análise sobre o modelo de proteção social na saúde, a partir da provisão das coberturas assistenciais pelo Sistema Único de Saúde vis a vis Mercado de Saúde Suplementar. Como pano de fundo tem-se o desenho constitucional do sistema brasileiro de saúde, que, ao tempo em que consagra o acesso universal como direito social de todo cidadão, permite a opção pelo mercado de consumo em saúde, considerada atividade livre para exploração econômica, o que revela a dualidade público-privado na conformação dos serviços assistenciais. O trabalho se estrutura sobre quatro eixos de argumentação: o tratamento constitucional e legal dado à assistência à saúde no país; as relações entre Estado, mercado e sociedade nos modelos de proteção social; o papel dos setores público e privado na provisão dos serviços assistenciais e sua correlação com os modelos inglês e norte-americano; e a influência do Poder Judiciário para a visão constitucional sobre o direito à saúde. Parte-se do exame do ambiente constitucional nos debates sobre o projeto da Reforma Sanitária na Assembleia Nacional Constituinte e seus reflexos para a produção legislativa sobre saúde e para a noção do direito à saúde, que oscila entre social e o consumeirista. Como referencial teórico, faz-se a revisão da literatura sobre o welfare para abordar a tipologia dos modelos de proteção social, com foco na tese da mobilização de classe de ESPING-ANDERSEN (1990) para sugerir que o modelo de proteção social brasileiro, no que tange a assistência à saúde, mais se aproxima da cultura liberal-assistencialista norte-americana do que do pacto de solidariedade social europeu. Na sequência, busca-se traçar os elementos que influenciaram a atual conformação dos setores público e privado na atenção à saúde e a morfologia e porte do Mercado de Saúde Suplementar. Além disso, analisa-se a composição do gasto em saúde, comparado aos paradigmas inglês e norte-americano. Ao fim, procura-se discutir a função política que assumiu o Poder Judiciário na atual ordem constitucional e, a partir das decisões do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, avaliar se o modelo de proteção social caminha para o universal-redistributivo ou o liberal-assistencialista na provisão dos serviços de assistência à saúde. |
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A teia do direito à saúde: entre o posto e o disposto.The right to health: rules and costums.Public policyHealth systemsHealth careSupplementary healthConstitution and bylaws, Right to healthHealth plans or insuranceRegulationJudicializationPolítica socialSistemas de saúdeAssistência à saúdeSaúde SuplementarConstituição e EstatutosDireito à saúdePlano ou seguro saúdeRegulaçãoJudicializaçãoCNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVAEste estudo visa desenvolver análise sobre o modelo de proteção social na saúde, a partir da provisão das coberturas assistenciais pelo Sistema Único de Saúde vis a vis Mercado de Saúde Suplementar. Como pano de fundo tem-se o desenho constitucional do sistema brasileiro de saúde, que, ao tempo em que consagra o acesso universal como direito social de todo cidadão, permite a opção pelo mercado de consumo em saúde, considerada atividade livre para exploração econômica, o que revela a dualidade público-privado na conformação dos serviços assistenciais. O trabalho se estrutura sobre quatro eixos de argumentação: o tratamento constitucional e legal dado à assistência à saúde no país; as relações entre Estado, mercado e sociedade nos modelos de proteção social; o papel dos setores público e privado na provisão dos serviços assistenciais e sua correlação com os modelos inglês e norte-americano; e a influência do Poder Judiciário para a visão constitucional sobre o direito à saúde. Parte-se do exame do ambiente constitucional nos debates sobre o projeto da Reforma Sanitária na Assembleia Nacional Constituinte e seus reflexos para a produção legislativa sobre saúde e para a noção do direito à saúde, que oscila entre social e o consumeirista. Como referencial teórico, faz-se a revisão da literatura sobre o welfare para abordar a tipologia dos modelos de proteção social, com foco na tese da mobilização de classe de ESPING-ANDERSEN (1990) para sugerir que o modelo de proteção social brasileiro, no que tange a assistência à saúde, mais se aproxima da cultura liberal-assistencialista norte-americana do que do pacto de solidariedade social europeu. Na sequência, busca-se traçar os elementos que influenciaram a atual conformação dos setores público e privado na atenção à saúde e a morfologia e porte do Mercado de Saúde Suplementar. Além disso, analisa-se a composição do gasto em saúde, comparado aos paradigmas inglês e norte-americano. Ao fim, procura-se discutir a função política que assumiu o Poder Judiciário na atual ordem constitucional e, a partir das decisões do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, avaliar se o modelo de proteção social caminha para o universal-redistributivo ou o liberal-assistencialista na provisão dos serviços de assistência à saúde.The 1988 Federal Constitution states health as a right of all and duty of the State. Nevertheless, it allows the performance of health services can be implemented by private health companies. This study aims to analyze Brazilian policy of comprehensive social protection in health regarding the Brazilian Constitution as the main pillar of health care, ruling the coexistence of public (SUS) and private health care structures, as a mixed system. The work is structured on four argumentative axes: the constitutional and legal framework in health care; the relationship between State, market and society in social protection models; the role of the public and private sectors in the health care provision and its links with English and American models; and the influence of the judiciary branch into the constitutional vision of the health rights. Primarily, it will be examined the constitutional environment in the discussions on the Health Reform Project in the National Constituent Assembly and its consequences for legislative production on health and on the notion of the right to health, ranging from social or consumer rights. As a theoretical framework, there is a review of literature about the welfare to address the types of social protection models, focusing on the ESPING-ANDERSEN s class mobilization theory (1991) to suggest that the Brazilian social protection model in health care is closer to the American liberal-welfare than the European social solidarity pact. Further, it seeks to trace elements that influenced the current conformation of public and private sectors in health care and the morphology and size of the health care insurance market. In addition, it analyzes the composition of health spending, compared to English and American paradigms. At the end, it will be discussed the political role that assumed the Judiciary in the current constitutional order, and from the decisions of the Brazilian Supreme Court (STF) and the Superior Court of Justice (STJ), to assess whether the model of social protection goes to the universal-redistributive or the liberal-welfare in the provision of health care services.Universidade do Estado do Rio de JaneiroCentro Biomédico::Instituto de Medicina SocialBRUERJPrograma de Pós-Graduação em Saúde ColetivaKornis, George Edward Machadohttp://lattes.cnpq.br/6695262640602547Dain, Sulamishttp://lattes.cnpq.br/5347631502837998Rodrigues, Paulo Henrique de Almeidahttp://lattes.cnpq.br/4031753606677623Vianna, Maria Lucia Teixeira Werneckhttp://lattes.cnpq.br/8011793032712998Silva Junior, Aluísio Gomes dahttp://lattes.cnpq.br/9187474194134055Gouveia, Maria Thereza Carolina de Souza2020-08-02T16:54:44Z2016-09-142016-04-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfGOUVEIA, Maria Thereza Carolina de Souza. A teia do direito à saúde: entre o posto e o disposto.. 2016. 196 f. Tese (Doutorado em Ciências Humanas e Saúde; Epidemiologia; Política, Planejamento e Administração em Saúde; Administra) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/4753porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJ2024-02-26T23:21:05Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/4753Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032024-02-26T23:21:05Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false |
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