Machado de Assis e Memórias Póstumas de Brás Cubas: o ativismo racial estratégico do gênio literário negro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Barreto, Ronaldo Rodrigues da Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.apps.uern.br/handle/123456789/233
Resumo: A escrita ficcional machadiana é considerada, por muitos estudiosos da Literatura, uma forma de crítica à alta sociedade oitocentista escravista, existente no período do Império Brasileiro, sediado na Corte do Rio de Janeiro, no final do século XIX. O grande literato, vindo do subúrbio carioca, usava uma forma peculiar e sutil para tecer críticas a essa elite poderosa. Tal particularidade, posta em prática no romance Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), surge quase que de maneira imperceptível em suas narrativas. A presente pesquisa tem, pois, por objetivo discutir, pela via dos estudos decoloniais, a maneira como Machado de Assis tecia, no romance citado, as denúncias à elite racista-escravista e ao sistema econômico baseado na escravização de pessoas pela cor de sua pele. Neste sentido, o estudo a seguir pautou-se em aspectos inerentes à fortuna crítica machadiana, distanciando-se do padrão de influência eurocêntrica, sendo esse o mais prestigiado pela academia; para tal, debruçou-se na análise crítica literária feita por intelectuais contemporâneos a Machado de Assis — como Araripe Júnior (1990) e Manoel Bomfim (1905, 2008), até chegar às atuais ponderações críticas da professora Flora Süssekind (1990, 2002), dentre outros; a presente pesquisa ainda se serviu da valorosa contribuição de Machado como crítico literário (1858, 1864, 1873, 1994). Metodologicamente, para a realização do trabalho, adotou-se a pesquisa bibliográfica a fim de agregar os aparatos teóricos decoloniais necessários à análise literária e ao objeto de estudo. Como arcabouço teórico relativo às questões raciais, a pesquisa firmou-se nas contribuições do filósofo e psiquiatra martinicano Frantz Fanon (tratadas nas obras publicadas em 1952, 1961, 1968 e 2008); e nas pesquisas sociais do intelectual potiguar Jessé Souza (com obras datadas de 2017 e 2018). Na sequência, a narrativa deste trabalho fará uma profunda análise literária interpretativa dos capítulos relevantes da obra em estudo, em consonância às ideias e às teorias abordadas por esta pesquisa. Ao final, o texto apontará considerações levantadas, até o momento, referentes ao estratégico ativismo de Machado contra a escravidão, dentro de um de seus romances mais emblemáticos.
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A presente pesquisa tem, pois, por objetivo discutir, pela via dos estudos decoloniais, a maneira como Machado de Assis tecia, no romance citado, as denúncias à elite racista-escravista e ao sistema econômico baseado na escravização de pessoas pela cor de sua pele. Neste sentido, o estudo a seguir pautou-se em aspectos inerentes à fortuna crítica machadiana, distanciando-se do padrão de influência eurocêntrica, sendo esse o mais prestigiado pela academia; para tal, debruçou-se na análise crítica literária feita por intelectuais contemporâneos a Machado de Assis — como Araripe Júnior (1990) e Manoel Bomfim (1905, 2008), até chegar às atuais ponderações críticas da professora Flora Süssekind (1990, 2002), dentre outros; a presente pesquisa ainda se serviu da valorosa contribuição de Machado como crítico literário (1858, 1864, 1873, 1994). Metodologicamente, para a realização do trabalho, adotou-se a pesquisa bibliográfica a fim de agregar os aparatos teóricos decoloniais necessários à análise literária e ao objeto de estudo. Como arcabouço teórico relativo às questões raciais, a pesquisa firmou-se nas contribuições do filósofo e psiquiatra martinicano Frantz Fanon (tratadas nas obras publicadas em 1952, 1961, 1968 e 2008); e nas pesquisas sociais do intelectual potiguar Jessé Souza (com obras datadas de 2017 e 2018). Na sequência, a narrativa deste trabalho fará uma profunda análise literária interpretativa dos capítulos relevantes da obra em estudo, em consonância às ideias e às teorias abordadas por esta pesquisa. 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