Monitorando mudanças socioambientais: memórias ecológicas no Delta do São Francisco

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Costa, Waldson de Souza lattes
Orientador(a): Soares, Carlos Alberto Caroso lattes
Banca de defesa: Soares, Carlos Alberto Caroso lattes, Rechenberg, Fernanda lattes, Allebrandt, Débora lattes, Cruz, Felipe Sotto Maior lattes, Zambi, Maria Madalena lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA) 
Departamento: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41671
Resumo: Este trabalho investiga as transformações socioambientais no Delta do São Francisco utilizando as categorias de memória ecológica e abordagem decolonial para compreender os impactos das ações humanas no equilíbrio do ecossistema e na vida das comunidades ribeirinhas. O estudo, ancorado em uma abordagem etnográfica, destaca como decisões políticas, econômicas e sociais têm moldado as dinâmicas ambientais e sociais da região, exacerbando desigualdades e promovendo a degradação do rio São Francisco e de seus entornos. A pesquisa explora como as memórias humanas e não-humanas atuam como registros vivos das interações entre cultura e natureza. Por meio das narrativas dos ribeirinhos e das mudanças perceptíveis na paisagem, o estudo revela as consequências de fenômenos como a salinização das águas, a perda da biodiversidade e o deslocamento de populações. Estas mudanças estão diretamente relacionadas às intervenções humanas, como a construção de barragens, e aos impactos globais das mudanças climáticas. Com base na perspectiva decolonial, o estudo desconstrói abordagens tradicionais que privilegiam interpretações ocidentais e antropocêntricas, propondo uma leitura que integra humanos e não-humanos como agentes interdependentes. Essa abordagem permite entender que os efeitos das crises ecológicas são desigualmente distribuídos, afetando mais intensamente as comunidades mais vulneráveis, como quilombolas, pescadores e agricultores do Delta do São Francisco. O estudo também lança luz sobre a resiliência dessas comunidades, evidenciada nas estratégias de adaptação e resistência diante das adversidades. As categorias de memória ecológica e decolonial são fundamentais para compreender como as relações históricas, sociais e ambientais moldam as experiências cotidianas, permitindo uma análise crítica das práticas de desenvolvimento que negligenciam a sustentabilidade e a justiça social. Assim, o trabalho conclui que as crises ecológicas são, em sua essência, crises humanas e políticas, exigindo uma abordagem ética, inclusiva e transformadora para reconciliar desenvolvimento com preservação, cultura com natureza e passado com futuro.
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spelling 2025-04-03T13:04:17Z2025-03-252025-04-03T13:04:17Z2025-02-14COSTA, Waldson de Souza. Monitorando Mudanças Socioambientais: memórias ecológicas no Delta do São Francisco. Tese (Doutorado em Antropologia) – Programa de Pós-graduação em Antropologia, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2025.https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41671Este trabalho investiga as transformações socioambientais no Delta do São Francisco utilizando as categorias de memória ecológica e abordagem decolonial para compreender os impactos das ações humanas no equilíbrio do ecossistema e na vida das comunidades ribeirinhas. O estudo, ancorado em uma abordagem etnográfica, destaca como decisões políticas, econômicas e sociais têm moldado as dinâmicas ambientais e sociais da região, exacerbando desigualdades e promovendo a degradação do rio São Francisco e de seus entornos. A pesquisa explora como as memórias humanas e não-humanas atuam como registros vivos das interações entre cultura e natureza. Por meio das narrativas dos ribeirinhos e das mudanças perceptíveis na paisagem, o estudo revela as consequências de fenômenos como a salinização das águas, a perda da biodiversidade e o deslocamento de populações. Estas mudanças estão diretamente relacionadas às intervenções humanas, como a construção de barragens, e aos impactos globais das mudanças climáticas. Com base na perspectiva decolonial, o estudo desconstrói abordagens tradicionais que privilegiam interpretações ocidentais e antropocêntricas, propondo uma leitura que integra humanos e não-humanos como agentes interdependentes. Essa abordagem permite entender que os efeitos das crises ecológicas são desigualmente distribuídos, afetando mais intensamente as comunidades mais vulneráveis, como quilombolas, pescadores e agricultores do Delta do São Francisco. O estudo também lança luz sobre a resiliência dessas comunidades, evidenciada nas estratégias de adaptação e resistência diante das adversidades. As categorias de memória ecológica e decolonial são fundamentais para compreender como as relações históricas, sociais e ambientais moldam as experiências cotidianas, permitindo uma análise crítica das práticas de desenvolvimento que negligenciam a sustentabilidade e a justiça social. Assim, o trabalho conclui que as crises ecológicas são, em sua essência, crises humanas e políticas, exigindo uma abordagem ética, inclusiva e transformadora para reconciliar desenvolvimento com preservação, cultura com natureza e passado com futuro.This study investigates socio-environmental transformations in the São Francisco Delta using the categories of ecological memory and a decolonial approach to understand the impacts of human actions on the ecosystem's balance and the lives of riverine communities. Anchored in an ethnographic approach, the study highlights how political, economic, and social decisions have shaped the region's environmental and social dynamics, exacerbating inequalities and promoting the degradation of the São Francisco River and its surroundings. The research explores how human and non-human memories act as living records of interactions between culture and nature. Through the narratives of riverine inhabitants and perceptible changes in the landscape, the study reveals the consequences of phenomena such as water salinization, biodiversity loss, and population displacement. These changes are directly linked to human interventions, such as dam construction, and the global impacts of climate change. Based on a decolonial perspective, the work deconstructs traditional approaches that privilege Western and anthropocentric interpretations, proposing a framework that integrates humans and non-humans as interdependent agents. This approach reveals that the effects of ecological crises are unevenly distributed, disproportionately impacting the most vulnerable communities, such as quilombola groups, fishers, and farmers in the São Francisco Delta. The study also sheds light on the resilience of these communities, evident in their strategies of adaptation and resistance in the face of adversity. The categories of ecological memory and decoloniality are central to understanding how historical, social, and environmental relationships shape everyday experiences, enabling a critical analysis of development practices that overlook sustainability and social justice. Thus, the study concludes that ecological crises are, at their core, human and political crises, requiring an ethical, inclusive, and transformative approach to reconcile development with preservation, culture with nature, and past with future.CNPQ/CAPESporUniversidade Federal da BahiaPrograma de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA) UFBABrasilFaculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)AnthropologyLower San Francisco riverMemoryEcologySão Francisco DeltaCNPQ::CIENCIAS HUMANASAntropologiaBaixo São FranciscoMemóriaEcologiaSão Francisco DeltaMonitorando mudanças socioambientais: memórias ecológicas no Delta do São FranciscoDoutoradoinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionSoares, Carlos Alberto Carosohttps://orcid.org/0000-0001-5788-0385http://lattes.cnpq.br/9491155802141862Soares, Carlos Alberto Carosohttps://orcid.org/0000-0001-5788-0385http://lattes.cnpq.br/9491155802141862Rechenberg, Fernandahttps://orcid.org/0000-0003-2793-8333http://lattes.cnpq.br/2380525227078672Allebrandt, Déborahttps://orcid.org/0000-0001-8866-1572http://lattes.cnpq.br/5127807822690331Cruz, Felipe Sotto Maiorhttp://lattes.cnpq.br/6287058125340449Zambi, Maria Madalenahttp://lattes.cnpq.br/7027257078275366https://orcid.org/0000-0001-5264-9010http://lattes.cnpq.br/4547998239201920Costa, Waldson de SouzaABERS, Rebecca (Org.). 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description Este trabalho investiga as transformações socioambientais no Delta do São Francisco utilizando as categorias de memória ecológica e abordagem decolonial para compreender os impactos das ações humanas no equilíbrio do ecossistema e na vida das comunidades ribeirinhas. O estudo, ancorado em uma abordagem etnográfica, destaca como decisões políticas, econômicas e sociais têm moldado as dinâmicas ambientais e sociais da região, exacerbando desigualdades e promovendo a degradação do rio São Francisco e de seus entornos. A pesquisa explora como as memórias humanas e não-humanas atuam como registros vivos das interações entre cultura e natureza. Por meio das narrativas dos ribeirinhos e das mudanças perceptíveis na paisagem, o estudo revela as consequências de fenômenos como a salinização das águas, a perda da biodiversidade e o deslocamento de populações. Estas mudanças estão diretamente relacionadas às intervenções humanas, como a construção de barragens, e aos impactos globais das mudanças climáticas. Com base na perspectiva decolonial, o estudo desconstrói abordagens tradicionais que privilegiam interpretações ocidentais e antropocêntricas, propondo uma leitura que integra humanos e não-humanos como agentes interdependentes. Essa abordagem permite entender que os efeitos das crises ecológicas são desigualmente distribuídos, afetando mais intensamente as comunidades mais vulneráveis, como quilombolas, pescadores e agricultores do Delta do São Francisco. O estudo também lança luz sobre a resiliência dessas comunidades, evidenciada nas estratégias de adaptação e resistência diante das adversidades. As categorias de memória ecológica e decolonial são fundamentais para compreender como as relações históricas, sociais e ambientais moldam as experiências cotidianas, permitindo uma análise crítica das práticas de desenvolvimento que negligenciam a sustentabilidade e a justiça social. Assim, o trabalho conclui que as crises ecológicas são, em sua essência, crises humanas e políticas, exigindo uma abordagem ética, inclusiva e transformadora para reconciliar desenvolvimento com preservação, cultura com natureza e passado com futuro.
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