Influência da população da espécie exótica Terminalia catappa L. (Amendoeira) sobre espécies nativas numa área da Restinga, domínio Tropical Atlântico, Salvador, Bahia
| Ano de defesa: | 2013 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/12536 |
Resumo: | A preocupação com a introdução e disseminação das espécies exóticas vem aumentando numa escala mundial refletindo-se no aumento dos estudos relacionados aos efeitos das invasões, em função dos prejuízos ecológicos e sócio-econômicos que representam. As invasões biológicas por espécies exóticas podem interferir nos processos ecológicos, promovendo a homogeneização e possíveis alterações na estrutura da comunidade em decorrência da dominância da espécie invasora. Estas alterações abrangem também o banco de plântulas. O estudo foi desenvolvido na APA Lagoas e Dunas do Abaeté, em Salvador, Bahia. Numa área de restinga, domínio Tropical Atlântico, cuja formação vegetacional, heterogênea, é constituída de poucas espécies endêmicas e de espécies exóticas provenientes de outros ecossistemas. Entre as várias espécies exóticas que ocupam a área, encontramos a Terminalia catappa L., Combretaceae, originária da Ásia, que ocupa grande parte do litoral Brasileiro desde os séculos XVI e XVII. Seu porte arbóreo se destaca das formações herbáceo-arbustivas que ocupam a região e sua copa ampla cobre grande parte da superfície do solo. O objetivo principal deste estudo foi avaliar a interação da T. catappa na comunidade da restinga para verificar a ocorrência de modificações nos processos ecológicos básicos. Os objetivos específicos foram descrever a estrutura da comunidade e avaliar a influência da biomassa foliar (serrapilheira) e do sombreamento provenientes da T. catappa no estabelecimento de espécies nativas e no banco de plântulas por meio do plantio de mudas de três espécies nativas e do monitoramento do banco de plântulas, em campo e casa de vegetação, para subsidiar decisões de manejo. A hipótese testada foi que a competição por espaço através dos mecanismos de sombreamento e produção de serrapilheira pode impedir o estabelecimento de espécies nativas e interferir no banco de plântulas. A estrutura e composição da comunidade foram amostradas através de 20 parcelas de 10 X 10m alocadas numa área antropizada no interior da APA. De junho a dezembro de 2009 observou-se a influência da T. catappa sobre a capacidade de regeneração das espécies nativas, através da implantação de 20 sub-parcelas de 2 X 2m onde foi realizado o monitoramento do banco de plântulas, no campo e em casa de vegetação, e o acompanhamento do crescimento de mudas de três espécies nativas, Anacardium occidentale L. (caju), Inga capitata Desv. (ingá) e Schinus terebinthifolia Raddi. (aroeira), sob a relação dos fatores presença ou ausência de luminosidade e serrapilheira. O SPSS v.17 foi o programa utilizado nas análises estatísticas e geração dos gráficos. Considerou-se um p<0,05 como significativo. Na distribuição espacial das espécies da área em estudo foram identificados 277 indivíduos, distribuídos em 16 famílias, 25 gêneros e 25 espécies. A T. catappa representou 62% das espécies encontradas e maior valor de importância (VI), 54,83%, confirmando a sua dominância. Os resultados sugerem que I. capitata (χ²= 6,158; p=0,046) a um nível de 5% de significância apresenta evidências para rejeitar a hipótese de que os fatores investigados não interferem no seu crescimento, ou seja, diferentes condições do serrapilheira e luminosidade afetam o seu crescimento. Mesmo resultado foi encontrado para o crescimento de S. terebinthifolia (χ²= 14; p=0,001) e para quantidade de plântulas no campo (χ²= 14; p=0,001). A composição florística da comunidade e do banco de plântulas informam sobre a pouca capacidade de regeneração da área frente a evidente dominância da T. catappa. Dessa maneira, o monitoramento e conhecimento da ecologia da espécie estudada proporcionarão alternativas para o controle da sua propagação bem como para o seu manejo. Sugere-se o enriquecimento do banco de plântulas com o plantio de espécies nativas o que poderá contribuir para o aumento da diversidade na área. |
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Costa, Maria Auxiliadora de AndradeCosta, Maria Auxiliadora de AndradeOliveira, Maria Aparecida José2013-08-09T18:05:50Z2013-08-09T18:05:50Z2013-08-09http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/12536A preocupação com a introdução e disseminação das espécies exóticas vem aumentando numa escala mundial refletindo-se no aumento dos estudos relacionados aos efeitos das invasões, em função dos prejuízos ecológicos e sócio-econômicos que representam. As invasões biológicas por espécies exóticas podem interferir nos processos ecológicos, promovendo a homogeneização e possíveis alterações na estrutura da comunidade em decorrência da dominância da espécie invasora. Estas alterações abrangem também o banco de plântulas. O estudo foi desenvolvido na APA Lagoas e Dunas do Abaeté, em Salvador, Bahia. Numa área de restinga, domínio Tropical Atlântico, cuja formação vegetacional, heterogênea, é constituída de poucas espécies endêmicas e de espécies exóticas provenientes de outros ecossistemas. Entre as várias espécies exóticas que ocupam a área, encontramos a Terminalia catappa L., Combretaceae, originária da Ásia, que ocupa grande parte do litoral Brasileiro desde os séculos XVI e XVII. Seu porte arbóreo se destaca das formações herbáceo-arbustivas que ocupam a região e sua copa ampla cobre grande parte da superfície do solo. O objetivo principal deste estudo foi avaliar a interação da T. catappa na comunidade da restinga para verificar a ocorrência de modificações nos processos ecológicos básicos. Os objetivos específicos foram descrever a estrutura da comunidade e avaliar a influência da biomassa foliar (serrapilheira) e do sombreamento provenientes da T. catappa no estabelecimento de espécies nativas e no banco de plântulas por meio do plantio de mudas de três espécies nativas e do monitoramento do banco de plântulas, em campo e casa de vegetação, para subsidiar decisões de manejo. 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Na distribuição espacial das espécies da área em estudo foram identificados 277 indivíduos, distribuídos em 16 famílias, 25 gêneros e 25 espécies. A T. catappa representou 62% das espécies encontradas e maior valor de importância (VI), 54,83%, confirmando a sua dominância. Os resultados sugerem que I. capitata (χ²= 6,158; p=0,046) a um nível de 5% de significância apresenta evidências para rejeitar a hipótese de que os fatores investigados não interferem no seu crescimento, ou seja, diferentes condições do serrapilheira e luminosidade afetam o seu crescimento. Mesmo resultado foi encontrado para o crescimento de S. terebinthifolia (χ²= 14; p=0,001) e para quantidade de plântulas no campo (χ²= 14; p=0,001). A composição florística da comunidade e do banco de plântulas informam sobre a pouca capacidade de regeneração da área frente a evidente dominância da T. catappa. 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(Amendoeira) sobre espécies nativas numa área da Restinga, domínio Tropical Atlântico, Salvador, Bahiainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório Institucional da UFBAinstname:Universidade Federal da Bahia (UFBA)instacron:UFBAinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALCosta_MAA.pdfCosta_MAA.pdfapplication/pdf1353588https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/12536/1/Costa_MAA.pdf56807d50bf6856a6dbbe0f608723cbb6MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1762https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/12536/2/license.txt1b89a9a0548218172d7c829f87a0eab9MD52TEXTCosta_MAA.pdf.txtCosta_MAA.pdf.txtExtracted texttext/plain96308https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/12536/3/Costa_MAA.pdf.txt7475868f78be2dbb2f28b9f2f6145030MD53ri/125362022-07-05 14:02:50.933oai:repositorio.ufba.br:ri/12536VGVybW8gZGUgTGljZW7vv71hLCBu77+9byBleGNsdXNpdm8sIHBhcmEgbyBkZXDvv71zaXRvIG5vIHJlcG9zaXTvv71yaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBkYSBVRkJBCgogICAgUGVsbyBwcm9jZXNzbyBkZSBzdWJtaXNz77+9byBkZSBkb2N1bWVudG9zLCBvIGF1dG9yIG91IHNldQpyZXByZXNlbnRhbnRlIGxlZ2FsLCBhbyBhY2VpdGFyIGVzc2UgdGVybW8gZGUgbGljZW7vv71hLCBjb25jZWRlIGFvClJlcG9zaXTvv71yaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBkYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkYSBCYWhpYSBvIGRpcmVpdG8KZGUgbWFudGVyIHVtYSBj77+9cGlhIGVtIHNldSByZXBvc2l077+9cmlvIGNvbSBhIGZpbmFsaWRhZGUsIHByaW1laXJhLCAKZGUgcHJlc2VydmHvv73vv71vLiBFc3NlcyB0ZXJtb3MsIG7vv71vIGV4Y2x1c2l2b3MsIG1hbnTvv71tIG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIAphdXRvci9jb3B5cmlnaHQsIG1hcyBlbnRlbmRlIG8gZG9jdW1lbnRvIGNvbW8gcGFydGUgZG8gYWNlcnZvIGludGVsZWN0dWFsIGRlc3NhIFVuaXZlcnNpZGFkZS4gCgogICAgUGFyYSBvcyBkb2N1bWVudG9zIHB1YmxpY2Fkb3MgY29tIHJlcGFzc2UgZGUgZGlyZWl0b3MgZGUgZGlzdHJpYnVp77+977+9bywgZXNzZSB0ZXJtbyBkZSBsaWNlbu+/vWEgZW50ZW5kZSBxdWU6IAoKICAgIE1hbnRlbmRvIG9zICBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcmVwYXNzYWRvcyBhIHRlcmNlaXJvcywgZW0gY2FzbyAKZGUgcHVibGljYe+/ve+/vWVzLCBvIHJlcG9zaXTvv71yaW8gcG9kZSByZXN0cmluZ2lyIG8gYWNlc3NvIGFvIHRleHRvIAppbnRlZ3JhbCwgbWFzIGxpYmVyYSBhcyBpbmZvcm1h77+977+9ZXMgc29icmUgbyBkb2N1bWVudG8gKE1ldGFkYWRvcyBkZXNjcml0aXZvcykuCgogRGVzdGEgZm9ybWEsIGF0ZW5kZW5kbyBhb3MgYW5zZWlvcyBkZXNzYSB1bml2ZXJzaWRhZGUgCmVtIG1hbnRlciBzdWEgcHJvZHXvv73vv71vIGNpZW5077+9ZmljYSBjb20gYXMgcmVzdHJp77+977+9ZXMgaW1wb3N0YXMgcGVsb3MgCmVkaXRvcmVzIGRlIHBlcmnvv71kaWNvcy4gCgogICAgUGFyYSBhcyBwdWJsaWNh77+977+9ZXMgZW0gaW5pY2lhdGl2YXMgcXVlIHNlZ3VlbSBhIHBvbO+/vXRpY2EgZGUgCkFjZXNzbyBBYmVydG8sIG9zIGRlcO+/vXNpdG9zIGNvbXB1bHPvv71yaW9zIG5lc3NlIHJlcG9zaXTvv71yaW8gbWFudO+/vW0gCm9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBtYXMgbWFudO+/vW0gbyBhY2Vzc28gaXJyZXN0cml0byBhbyBtZXRhZGFkb3MgCmUgdGV4dG8gY29tcGxldG8uIEFzc2ltLCBhIGFjZWl0Ye+/ve+/vW8gZGVzc2UgdGVybW8gbu+/vW8gbmVjZXNzaXRhIGRlIApjb25zZW50aW1lbnRvIHBvciBwYXJ0ZSBkZSBhdXRvcmVzL2RldGVudG9yZXMgZG9zIGRpcmVpdG9zLCBwb3IgCmVzdGFyZW0gZW0gaW5pY2lhdGl2YXMgZGUgYWNlc3NvIGFiZXJ0by4KCiAgICBFbSBhbWJvcyBvIGNhc28sIGVzc2UgdGVybW8gZGUgbGljZW7vv71hLCBwb2RlIHNlciBhY2VpdG8gcGVsbyAKYXV0b3IsIGRldGVudG9yZXMgZGUgZGlyZWl0b3MgZS9vdSB0ZXJjZWlyb3MgYW1wYXJhZG9zIHBlbGEgCnVuaXZlcnNpZGFkZS4gRGV2aWRvIGFvcyBkaWZlcmVudGVzIHByb2Nlc3NvcyBwZWxvIHF1YWwgYSBzdWJtaXNz77+9byAKcG9kZSBvY29ycmVyLCBvIHJlcG9zaXTvv71yaW8gcGVybWl0ZSBhIGFjZWl0Ye+/ve+/vW8gZGEgbGljZW7vv71hIHBvciAKdGVyY2Vpcm9zLCBzb21lbnRlIG5vcyBjYXNvcyBkZSBkb2N1bWVudG9zIHByb2R1emlkb3MgcG9yIGludGVncmFudGVzIApkYSBVRkJBIGUgc3VibWV0aWRvcyBwb3IgcGVzc29hcyBhbXBhcmFkYXMgcG9yIGVzdGEgaW5zdGl0dWnvv73vv71vLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufba.br/oai/requestrepositorio@ufba.bropendoar:19322022-07-05T17:02:50Repositório Institucional da UFBA - Universidade Federal da Bahia (UFBA)false |
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Influência da população da espécie exótica Terminalia catappa L. (Amendoeira) sobre espécies nativas numa área da Restinga, domínio Tropical Atlântico, Salvador, Bahia Costa, Maria Auxiliadora de Andrade Amendoeira - Crescimento Plantas - Efeito da luz Árvores - Mudas Plantas - Competição |
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