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This ain't no tragedy! Poesia dub e tradução numa perspectiva afrodiaspórica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Tude, Ayala lattes
Orientador(a): Souza, Carla Dameane Pereira lattes, Carrascosa, Denise lattes
Banca de defesa: Souza, Carla Dameane Pereira lattes, Felisberto, Fernanda lattes, Queiroz, Milena Britto
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Pós-Graduação em Literatura e Cultura (PPGLITCULT) 
Departamento: Instituto de Letras
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43110
Resumo: Esta dissertação é a culminância de um exercício de experimentação tradutória que utiliza o corpo, o ritmo e a performance como recursos tradutórios fundamentais para construir a tradução de uma literatura afrodiaspórica nascida a partir da oralidade. Levando em consideração a baixa produção de traduções de textos literários afrodiaspóricos que trabalhem com a poesia dub e toda a sua performatividade com origem na cultura afro-caribenha, mais especificamente a jamaicana, surge a necessidade de pensar em metodologias tradutórias que não tangenciem nem apaguem os traços estéticos afrodiaspóricos e a potência cultural transformadora contida no gênero. O trabalho apresenta a poesia dub como um gênero literário afrodiaspórico e analisa os elementos estéticos que a compõem levando em conta as reflexões de Kamau Braithwaite, Mervyn Morris, Christian Habekost, dentre outros. Devido a uma escassez de pesquisas que se debruçam a analisar a poesia dub, sobretudo aquelas produzidas por mulheres negras, algumas análises acabam por aprisioná-las em imagens de controle (Collins, 2019). O trabalho realiza um mapeamento da importância das mulheres negras para a disseminação da poesia dub como gênero literário e como uma forma de arte jamaicana, com atenção especial à produção artístico-poética de Afua Cooper. Estabelecendo diálogos com intelectuais como Leda Maria Martins, Denise Carrascosa, Richard Schechner, Luciana Reis, Olabiyi Babalola Yai, Muniz Sodré e demais intelectuais que pensam a produção de saber a partir do corpo como recurso, o presente estudo coloca em prática uma reflexão sobre um exercício tradutório corporificado e performativo. Pensando na dimensão linguística da tradução, aciono o uso do pretoguês (Gonzalez, 1988) para deixar evidentes os movimentos linguísticos afrodiaspóricos com base nas influências, transformações e interferências vocabulares, morfológicas, sintáticas e fonológicas que as línguas Banto deixam no português falado no Brasil, focando mais especificamente na língua Kimbundu falada em Angola (Mon'a-Nzambi, 2019; Castro, 2022). Por fim, o trabalho desenvolve uma discussão sobre a poesia dub como um gênero multimodal que conecta diferentes elementos para construir uma rede de significados.
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spelling 2025-10-01T19:21:09Z2025-10-012025-10-01T19:21:09Z2022-12-14https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43110Esta dissertação é a culminância de um exercício de experimentação tradutória que utiliza o corpo, o ritmo e a performance como recursos tradutórios fundamentais para construir a tradução de uma literatura afrodiaspórica nascida a partir da oralidade. Levando em consideração a baixa produção de traduções de textos literários afrodiaspóricos que trabalhem com a poesia dub e toda a sua performatividade com origem na cultura afro-caribenha, mais especificamente a jamaicana, surge a necessidade de pensar em metodologias tradutórias que não tangenciem nem apaguem os traços estéticos afrodiaspóricos e a potência cultural transformadora contida no gênero. O trabalho apresenta a poesia dub como um gênero literário afrodiaspórico e analisa os elementos estéticos que a compõem levando em conta as reflexões de Kamau Braithwaite, Mervyn Morris, Christian Habekost, dentre outros. Devido a uma escassez de pesquisas que se debruçam a analisar a poesia dub, sobretudo aquelas produzidas por mulheres negras, algumas análises acabam por aprisioná-las em imagens de controle (Collins, 2019). O trabalho realiza um mapeamento da importância das mulheres negras para a disseminação da poesia dub como gênero literário e como uma forma de arte jamaicana, com atenção especial à produção artístico-poética de Afua Cooper. Estabelecendo diálogos com intelectuais como Leda Maria Martins, Denise Carrascosa, Richard Schechner, Luciana Reis, Olabiyi Babalola Yai, Muniz Sodré e demais intelectuais que pensam a produção de saber a partir do corpo como recurso, o presente estudo coloca em prática uma reflexão sobre um exercício tradutório corporificado e performativo. Pensando na dimensão linguística da tradução, aciono o uso do pretoguês (Gonzalez, 1988) para deixar evidentes os movimentos linguísticos afrodiaspóricos com base nas influências, transformações e interferências vocabulares, morfológicas, sintáticas e fonológicas que as línguas Banto deixam no português falado no Brasil, focando mais especificamente na língua Kimbundu falada em Angola (Mon'a-Nzambi, 2019; Castro, 2022). Por fim, o trabalho desenvolve uma discussão sobre a poesia dub como um gênero multimodal que conecta diferentes elementos para construir uma rede de significados.This Master’s thesis is the culmination of an exercise in translation experimentation that considers the body, the rhythm and performance as fundamental translation resources to build the translation of an Afrodiasporic literature that is born from orality. Taking into consideration the low number of translations of Afrodiasporic literary regarding dub poetry and all its performativity originated in the Afro-Caribbean culture, more specifically the Jamaican culture, it is very important to develop translation methodologies that do not tangent nor erase the Afrodiasporic aesthetic features and the transforming cultural power that the genre incorporates. This work presents dub poetry as an Afrodiasporic literary genre and analyzes the aesthetic elements that compose it based on the reflections of Kamau Braithwaite, Mervyn Morris, and Christian Habekost, among others. Due to a scarcity of research that focuses on analyzing dub poetry, especially those produced by Black women, some analyses end up trapping them in controlling images (Collins, 2019). The paper aims to map the importance of Black women for the dissemination of dub poetry as a literary genre and as a Jamaican art form, with a special attention to the artistic-poetic production of Afua Cooper. Establishing a dialogue with intellectuals such as Leda Maria Martins, Denise Carrascosa, Richard Schechner, Luciana Reis, Olabiyi Babalola Yai (1939-2020), Muniz Sodré and other intellectuals who consider the body as an important source of knowledge production, this study aims to put into practice a reflection on an embodied and performative translation exercise. Considering the linguistic dimension of translation, I rely on the use of pretoguês (Gonzalez, 1988) to make evident the Afrodiasporic linguistic movements and the influences, transformations and vocabular, morphological, syntactic, and phonological interferences that the Banto languages produce in the Portuguese language spoken in Brazil, with a more specific focus on the Kimbundu language spoken in Angola (Mon'a-Nzambi, 2019; Castro, 2022). Finally, this work aims to develop a discussion on dub poetry as a multimodal genre that connects different elements to build a network of meanings.porUniversidade Federal da BahiaPós-Graduação em Literatura e Cultura (PPGLITCULT) UFBABrasilInstituto de LetrasDub poetryTranslationAfrican Diasporic LiteraturePerformanceAfua CooperDub poetryAfro-diasporic literaturePerformanceCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTESPoesia dubTraduçãoLiteratura afrodiaspóricaperformanceAfua CooperPoesia dubLiteratura afrodiaspóricaPerformanceThis ain't no tragedy! Poesia dub e tradução numa perspectiva afrodiaspóricaThis ain't no tragedy! Dub Poetry and Translation From An African Diasporic PerspectiveMestrado Acadêmicoinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionSouza, Carla Dameane Pereirahttp://lattes.cnpq.br/8166556482149559Carrascosa, Denisehttp://lattes.cnpq.br/2528044163984512França, Denise CarrascosaSouza, Carla Dameane PereiraFelisberto, Fernandahttp://lattes.cnpq.br/9777462060859819Queiroz, Milena Brittohttp://lattes.cnpq.br/6582744721341158https://orcid.org/0000-0002-8421-4967http://lattes.cnpq.br/8802602134682587Tude, Ayalainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFBAinstname:Universidade Federal da Bahia (UFBA)instacron:UFBAORIGINALDissertação Ayala Tude_Repositório.pdfDissertação Ayala Tude_Repositório.pdfapplication/pdf7346431https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/43110/1/Dissertac%cc%a7a%cc%83o%20Ayala%20Tude_Reposito%cc%81rio.pdf7977ace26ef87edd3649938c9cb52b84MD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1720https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/43110/2/license.txtd9b7566281c22d808dbf8f29ff0425c8MD52open accessri/431102025-10-01 16:21:09.836open accessoai:repositorio.ufba.br:ri/43110TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBvIGF1dG9yIG91IHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsIHRyYWR1emlyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3Vtbykgbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlL291IGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBlL291IHbDrWRlby4KCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgY29uY29yZGEgcXVlIG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIGUvb3UgZm9ybWF0byBwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbywgcG9kZW5kbyBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLiAKCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBSRVNVTFRFIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTywgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPLCBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKTyBSZXBvc2l0w7NyaW8gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyLCBjbGFyYW1lbnRlLCBvIChzKSBzZXUocykgbm9tZSAocykgb3UgbyAocykgbm9tZSAocykgZG8gKHMpIGRldGVudG9yIChlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufba.br/oai/requestrepositorio@ufba.bropendoar:19322025-10-01T19:21:09Repositório Institucional da UFBA - Universidade Federal da Bahia (UFBA)false
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