Familiares de paciente na unidade de terapia intensiva: percepções da enfermeira

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Simões, Naiane Andrade
Orientador(a): Vieira, Therezinha Teixeira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
UTI
Link de acesso: http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/12872
Resumo: O estudo objetivou analisar a percepção das enfermeiras atuantes nas UTIs de uma organização hospitalar pública de Salvador – Bahia, sobre a presença dos familiares/visitantes de usuários dessas Unidades, quando no desenvolvimento do cuidar/cuidado de enfermagem. É um estudo descritivo, exploratório, com abordagem qualitativa e quantitativa, que teve como referencial teórico o Cuidar/Cuidado de Enfermagem e a Percepção. Para cuidar é preciso perceber o outro, conhecer as suas diferentes facetas, pois, assim como a percepção é distinta entre as pessoas, a depender de seus valores, o cuidar sofre as mesmas influências, sejam elas culturais, sociais, religiosas, políticas, dentre outras. Desta forma, a percepção e o cuidar/cuidado estão intimamente ligados. A pesquisa de campo foi desenvolvida em três UTI’s de um Hospital Geral de Salvador, Bahia, prestador de serviços aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). As participantes foram dez enfermeiras intensivistas da Organização pesquisada. A coleta de dados deu-se por meio de entrevista semi-estruturada. Para a análise quantitativa foram utilizadas as frequências absolutas e relativas das unidades temáticas, dando uma visão do que foi destacado pelas participantes, mediante suas percepções. A análise de conteúdo seguiu as abordagens de Bardin, Vala e Amado. Esta análise evidenciou a percepção das enfermeiras participantes sobre o familiar/visitante na UTI, através do agrupamento dos núcleos de significados, pelas suas similaridades, organizados em quatro grandes categorias empíricas: Concepção da Percepção da Enfermeira; Valorização da Percepção da Enfermeira; Condições Necessárias à Percepção da Enfermeira; Dimensão Ontológica da Percepção, com as suas respectivas subcategorias. Dentre as subcategorias, a Valorização da Percepção à Assistência relacionada ao Familiar, quanto aos aspectos favoráveis, foi a mais ressaltada pelas participantes. Os resultados desta subcategoria revelam que a maioria das enfermeiras aceita o familiar/visitante e percebe a importância de sua presença na UTI, embora, algumas tenham posições distintas ao se referirem à influência da permanência de familiares na Unidade. Nas percepções destas participantes, estes visitantes irão alterar as rotinas de trabalho e não trarão benefícios ao processo de cuidar dos pacientes, quando se trata de pacientes de evolução clínica crítica, sedados e entubados. Os resultados referentes às categorias, em geral, enfatizam a subjetividade e a individualidade da percepção que, influenciada por fatores internos e/ou externos, pode interferir no julgamento perceptivo dos indivíduos e, consequentemente, no cuidar/cuidado de enfermagem. Estes resultados permitiram o aprofundamento no conhecimento dos aspectos teóricos da percepção e sua expressão empírica nas falas das participantes quando de sua relação com os familiares/visitantes do paciente crítico na UTI. Estes possibilitaram, ainda, identificar o que é preciso ser desenvolvido pelo grupo de enfermeiras e pela própria Organização para que o familiar/visitante possa receber maior atenção e acolhimento na UTI.
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A pesquisa de campo foi desenvolvida em três UTI’s de um Hospital Geral de Salvador, Bahia, prestador de serviços aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). As participantes foram dez enfermeiras intensivistas da Organização pesquisada. A coleta de dados deu-se por meio de entrevista semi-estruturada. Para a análise quantitativa foram utilizadas as frequências absolutas e relativas das unidades temáticas, dando uma visão do que foi destacado pelas participantes, mediante suas percepções. A análise de conteúdo seguiu as abordagens de Bardin, Vala e Amado. Esta análise evidenciou a percepção das enfermeiras participantes sobre o familiar/visitante na UTI, através do agrupamento dos núcleos de significados, pelas suas similaridades, organizados em quatro grandes categorias empíricas: Concepção da Percepção da Enfermeira; Valorização da Percepção da Enfermeira; Condições Necessárias à Percepção da Enfermeira; Dimensão Ontológica da Percepção, com as suas respectivas subcategorias. Dentre as subcategorias, a Valorização da Percepção à Assistência relacionada ao Familiar, quanto aos aspectos favoráveis, foi a mais ressaltada pelas participantes. Os resultados desta subcategoria revelam que a maioria das enfermeiras aceita o familiar/visitante e percebe a importância de sua presença na UTI, embora, algumas tenham posições distintas ao se referirem à influência da permanência de familiares na Unidade. Nas percepções destas participantes, estes visitantes irão alterar as rotinas de trabalho e não trarão benefícios ao processo de cuidar dos pacientes, quando se trata de pacientes de evolução clínica crítica, sedados e entubados. Os resultados referentes às categorias, em geral, enfatizam a subjetividade e a individualidade da percepção que, influenciada por fatores internos e/ou externos, pode interferir no julgamento perceptivo dos indivíduos e, consequentemente, no cuidar/cuidado de enfermagem. Estes resultados permitiram o aprofundamento no conhecimento dos aspectos teóricos da percepção e sua expressão empírica nas falas das participantes quando de sua relação com os familiares/visitantes do paciente crítico na UTI. 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