A enfermeira no cuidado domiciliar a idosos: desvelando os sentidos do vivido
| Ano de defesa: | 2013 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/9580 |
Resumo: | A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa traz que a Estratégia de Saúde da Família (ESF) tem um papel fundamental no enfrentamento das necessidades de saúde dos idosos e de seus familiares, através do cuidado domiciliar. Assim, a enfermeira da ESF deve utilizar a visita domiciliar como um dos recursos possíveis para a abordagem ao idoso dentro do seu contexto familiar e comunitário, considerando as especificidades do processo de envelhecimento e visando o cuidado integral. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem metódica fenomenológica proposta por Martin Heidegger, que objetivou compreender os sentidos do vivido pela enfermeira da Estratégia de Saúde da Família no cuidado ao idoso no domicílio. Fizeram parte do estudo 13 enfermeiras, com idade entre 25 e 38 anos, que atuam nas Unidades de Saúde da Família do município de Catu, que atenderam aos critérios de inclusão e exclusão estabelecidos na pesquisa. A coleta dos depoimentos foi realizada através de entrevista semi-estruturada com os sujeitos do estudo, e teve início após aprovação do projeto no Comitê de Ética da Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia, sob o protocolo nº 36768/12. A análise e interpretação dos depoimentos foram realizadas com base nas obras de Martin Heidegger, e deu-se em dois momentos: o momento compreensivo e a hermenêutica. A compreensão vaga e mediana das entrevistas transcritas possibilitou a abertura para as unidades de significação: As enfermeiras não encontram o seu papel na visita domiciliar e preferem atender à pessoa idosa na USF; As enfermeiras utilizam boa parte do seu tempo em atividades administrativas e se sentem impotentes por não possuírem conhecimento suficiente para assistir à pessoa idosa no domicílio; As enfermeiras formam vínculo com a pessoa idosa e seus familiares, favorecendo o cuidado; As enfermeiras se sentem satisfeitas profissionalmente ao conseguir produzir, mesmo diante das dificuldades, mudanças positivas no cotidiano da pessoa idosa. A partir das unidades de significação acima citadas, elaborou-se a unidade de significado “O vivido pela enfermeira nos modos da ocupação e preocupação com o ser-idoso: o sentido de ser enfermeira cuidando do idoso no domicílio na ESF”. No modo de ser da ocupação, considerando a temporalidade como o horizonte onde o ser se manifesta, a enfermeira encontra-se nos modos impróprios do porvir e do vigor de ter sido, além de decair de modo alienante na atualidade. No modo de ser da preocupação, ao realizar a visita domiciliar a enfermeira mostra-se envolvida com o ser-idoso e seus cuidadores familiares. Ela é ser-com os outros na antecipação libertadora, fornecendo subsídios para que o ser-idoso e seus familiares possam existir de forma própria e autônoma. A visita domiciliar à pessoa idosa se configura como uma ferramenta útil na assistência a esses indivíduos, diante da aproximação da enfermeira com o cotidiano dos mesmos, e do vínculo que se forma e favorece o cuidado. Dessa forma, as enfermeiras da ESF devem estar capacitadas para a realização de uma visita domiciliar de qualidade à pessoa idosa e sua família, permitindo que esta, mesmo dentro de limitações físicas e cognitivas, tenha uma vida de qualidade, e possa contar com um suporte formal de referência. |
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Oliveira, Amanda Maria Souza deOliveira, Amanda Maria Souza deMenezes, Tânia Maria de Oliva2013-04-09T17:27:46Z2013-04-09T17:27:46Z2013http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/9580A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa traz que a Estratégia de Saúde da Família (ESF) tem um papel fundamental no enfrentamento das necessidades de saúde dos idosos e de seus familiares, através do cuidado domiciliar. Assim, a enfermeira da ESF deve utilizar a visita domiciliar como um dos recursos possíveis para a abordagem ao idoso dentro do seu contexto familiar e comunitário, considerando as especificidades do processo de envelhecimento e visando o cuidado integral. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem metódica fenomenológica proposta por Martin Heidegger, que objetivou compreender os sentidos do vivido pela enfermeira da Estratégia de Saúde da Família no cuidado ao idoso no domicílio. 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A compreensão vaga e mediana das entrevistas transcritas possibilitou a abertura para as unidades de significação: As enfermeiras não encontram o seu papel na visita domiciliar e preferem atender à pessoa idosa na USF; As enfermeiras utilizam boa parte do seu tempo em atividades administrativas e se sentem impotentes por não possuírem conhecimento suficiente para assistir à pessoa idosa no domicílio; As enfermeiras formam vínculo com a pessoa idosa e seus familiares, favorecendo o cuidado; As enfermeiras se sentem satisfeitas profissionalmente ao conseguir produzir, mesmo diante das dificuldades, mudanças positivas no cotidiano da pessoa idosa. A partir das unidades de significação acima citadas, elaborou-se a unidade de significado “O vivido pela enfermeira nos modos da ocupação e preocupação com o ser-idoso: o sentido de ser enfermeira cuidando do idoso no domicílio na ESF”. 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