A memória discursiva em a bala de ouro: história de um crime romântico de Pedro Calmon
| Ano de defesa: | 2006 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da UFBA
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/10979 |
Resumo: | Esta dissertação, de caráter analítico, teve como objetivo realizar um estudo do processo de reativação da memória discursiva que se inscreve na instância do acontecimento: o assassinato de Júlia Fetal, crime passional, ocorrido na sociedade baiana, em 1847, narrado na obra A bala de ouro: história de um crime romântico por Pedro Calmon. A memória discursiva analisada compreende a memória mítica, a memória social inscrita em práticas e a memória narrada do historiador, enquanto história cultural. Para tanto, e tendo como fundamento teórico a Análise de Discurso de Linha Francesa, buscou-se examinar tanto as condições de produção que permitiram a irrupção dos processos discursivos no nível da formulação (1947) como, também, a memória discursiva que opera no nível do enunciado. Para se analisar a me mória mítica, apontou-se o domínio do saber da formação discursiva, em torno do “amor”, a partir da antiguidade clássica até às formulações românticas, as quais foram analisadas com um desempenho maior, nesta dissertação, para poder verificar os discursos que se apresentam repetidos em forma de paráfrase ou metáfora, e que mantêm uma regularidade enunciativa, sustentada pelo sujeito de discurso, que se situa na verticalidade da formação discursiva. Na memória social, verificaram-se os discursos pré-construídos, enquanto interdiscursos, sobre a cidade do Salvador, que uma vez retomados no intradiscurso, na formulação, são re-significados para constituir os sentidos. Além disso, verificaram-se, também, os discursos corporificados nos gestos dos espaços urbanos da cidade que, através da linguagem, passam a se significarem. |
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Para se analisar a me mória mítica, apontou-se o domínio do saber da formação discursiva, em torno do “amor”, a partir da antiguidade clássica até às formulações românticas, as quais foram analisadas com um desempenho maior, nesta dissertação, para poder verificar os discursos que se apresentam repetidos em forma de paráfrase ou metáfora, e que mantêm uma regularidade enunciativa, sustentada pelo sujeito de discurso, que se situa na verticalidade da formação discursiva. Na memória social, verificaram-se os discursos pré-construídos, enquanto interdiscursos, sobre a cidade do Salvador, que uma vez retomados no intradiscurso, na formulação, são re-significados para constituir os sentidos. Além disso, verificaram-se, também, os discursos corporificados nos gestos dos espaços urbanos da cidade que, através da linguagem, passam a se significarem.Submitted by Edileide Reis (leyde-landy@hotmail.com) on 2013-05-13T18:29:53Z No. of bitstreams: 1 Maria Neuma Mascarenhas Paes.pdf: 301655 bytes, checksum: c5476505c0846faa7ecb121ad23f9c18 (MD5)Approved for entry into archive by Rodrigo Meirelles(rodrigomei@ufba.br) on 2013-05-16T17:29:29Z (GMT) No. of bitstreams: 1 Maria Neuma Mascarenhas Paes.pdf: 301655 bytes, checksum: c5476505c0846faa7ecb121ad23f9c18 (MD5)Made available in DSpace on 2013-05-16T17:29:29Z (GMT). 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Esta dissertação, de caráter analítico, teve como objetivo realizar um estudo do processo de reativação da memória discursiva que se inscreve na instância do acontecimento: o assassinato de Júlia Fetal, crime passional, ocorrido na sociedade baiana, em 1847, narrado na obra A bala de ouro: história de um crime romântico por Pedro Calmon. A memória discursiva analisada compreende a memória mítica, a memória social inscrita em práticas e a memória narrada do historiador, enquanto história cultural. Para tanto, e tendo como fundamento teórico a Análise de Discurso de Linha Francesa, buscou-se examinar tanto as condições de produção que permitiram a irrupção dos processos discursivos no nível da formulação (1947) como, também, a memória discursiva que opera no nível do enunciado. Para se analisar a me mória mítica, apontou-se o domínio do saber da formação discursiva, em torno do “amor”, a partir da antiguidade clássica até às formulações românticas, as quais foram analisadas com um desempenho maior, nesta dissertação, para poder verificar os discursos que se apresentam repetidos em forma de paráfrase ou metáfora, e que mantêm uma regularidade enunciativa, sustentada pelo sujeito de discurso, que se situa na verticalidade da formação discursiva. Na memória social, verificaram-se os discursos pré-construídos, enquanto interdiscursos, sobre a cidade do Salvador, que uma vez retomados no intradiscurso, na formulação, são re-significados para constituir os sentidos. Além disso, verificaram-se, também, os discursos corporificados nos gestos dos espaços urbanos da cidade que, através da linguagem, passam a se significarem. |
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