Trajetórias de mulheres envolvidas no mercado de drogas
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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| Programa de Pós-Graduação: |
Mestrado Profissional em Segurança Pública
|
| Departamento: |
Faculdade de Direito
|
| País: |
Brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/39368 |
Resumo: | É incontroverso que a população carcerária feminina tem aumentado nos últimos anos no Brasil. A superlotação e a insalubridade são endêmicas no sistema prisional brasileiro, em face de ambos os sexos. Em números absolutos, a quantidade de homens aprisionados é maior. Contudo, o percentual de encarceramento de mulheres aumentou nos últimos anos. Este trabalho tem por objetivo abordar os fatores que têm contribuído para a ocorrência deste fenômeno no Brasil, com especial ênfase à Bahia. Com esse desígnio, verificamos, dentre os achados, como a seletividade do sistema penal, assim como a interseccionalidade, no que diz respeito a gênero, raça e condição social, estão imantadas no processo de aprisionamento feminino, com efeito deletério na vida das internas e de suas famílias, na medida em que o sistema prisional tende a perpetuar formas de opressão historicamente suportadas pelas mulheres, as estigmatizando, mas estas seguem resistindo. A metodologia baseou-se em pesquisa de campo focada em trajetórias de vida de internas do sistema prisional da Bahia, através de pesquisa qualitativa e entrevistas abertas, num esforço de afastamento do paradigma masculino, para melhor enxergar a performance feminina na seara criminal, especialmente no tráfico de drogas, sem pretensão de exaltar o crime, mas com olhar especial para o protagonismo das mulheres, afastando-se da ideia preconcebida de submissão ao masculino. Nessa toada, reafirmamos a importância de analisarmos fenômenos sociais através de uma “lente de gênero", para chegarmos à compreensão de como se dá sua influência na criminalidade. Assim, foram abordadas especificidades dos crimes de tráfico de drogas cometidos por pessoas do sexo feminino, com pesquisa alicerçada na Criminologia Crítica, que busca explicar porque mulheres pobres, em sua maioria, compõem a carceragem feminina. Também a Criminologia Ambiental servirá de marco teórico, sobretudo as Teorias da Escolha Racional e das Atividades Rotineiras, através das quais concluímos que o meio ambiente e as rotinas a que são submetidas as mulheres, diferenciadas das masculinas, em função de questões históricas, contribuem para “oportunidades criminosas” também diferentes, de forma que a “opção” pelo tráfico de drogas se deve a uma escolha racional, bem como a uma maneira de resistir, mesmo que não conscientemente, às formas de opressão a que as mulheres são submetidas. Contudo, nesse esforço, estas mulheres traficantes acabam por reproduzir os exemplos masculinos de opressão. |
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2024-05-14T16:01:10Z2024-05-142024-05-14T16:01:10Z2022-12-09VALENTE, Rosemunda Souza Barreto. TRAJETÓRIAS DE MULHERES ENVOLVIDAS NO MERCADO DE DROGAS. 2022. 143 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Segurança Pública, Justiça e Cidadania). Escola de Administração/Faculdade de Direito, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2022.https://repositorio.ufba.br/handle/ri/39368É incontroverso que a população carcerária feminina tem aumentado nos últimos anos no Brasil. A superlotação e a insalubridade são endêmicas no sistema prisional brasileiro, em face de ambos os sexos. Em números absolutos, a quantidade de homens aprisionados é maior. Contudo, o percentual de encarceramento de mulheres aumentou nos últimos anos. Este trabalho tem por objetivo abordar os fatores que têm contribuído para a ocorrência deste fenômeno no Brasil, com especial ênfase à Bahia. Com esse desígnio, verificamos, dentre os achados, como a seletividade do sistema penal, assim como a interseccionalidade, no que diz respeito a gênero, raça e condição social, estão imantadas no processo de aprisionamento feminino, com efeito deletério na vida das internas e de suas famílias, na medida em que o sistema prisional tende a perpetuar formas de opressão historicamente suportadas pelas mulheres, as estigmatizando, mas estas seguem resistindo. A metodologia baseou-se em pesquisa de campo focada em trajetórias de vida de internas do sistema prisional da Bahia, através de pesquisa qualitativa e entrevistas abertas, num esforço de afastamento do paradigma masculino, para melhor enxergar a performance feminina na seara criminal, especialmente no tráfico de drogas, sem pretensão de exaltar o crime, mas com olhar especial para o protagonismo das mulheres, afastando-se da ideia preconcebida de submissão ao masculino. Nessa toada, reafirmamos a importância de analisarmos fenômenos sociais através de uma “lente de gênero", para chegarmos à compreensão de como se dá sua influência na criminalidade. Assim, foram abordadas especificidades dos crimes de tráfico de drogas cometidos por pessoas do sexo feminino, com pesquisa alicerçada na Criminologia Crítica, que busca explicar porque mulheres pobres, em sua maioria, compõem a carceragem feminina. Também a Criminologia Ambiental servirá de marco teórico, sobretudo as Teorias da Escolha Racional e das Atividades Rotineiras, através das quais concluímos que o meio ambiente e as rotinas a que são submetidas as mulheres, diferenciadas das masculinas, em função de questões históricas, contribuem para “oportunidades criminosas” também diferentes, de forma que a “opção” pelo tráfico de drogas se deve a uma escolha racional, bem como a uma maneira de resistir, mesmo que não conscientemente, às formas de opressão a que as mulheres são submetidas. Contudo, nesse esforço, estas mulheres traficantes acabam por reproduzir os exemplos masculinos de opressão.It is undisputed that the female prison population has increased in recent years in Brazil. Overcrowding and insalubrity are endemic in the Brazilian prison system, in the face of both sexes. In absolute numbers, the number of men imprisoned is greater. However, the percentage of incarceration of women has increased in recent years. This work aims to address the factors that have contributed to the occurrence of this phenomenon in recent years in Brazil, with special emphasis on Bahia. With this aim, we verified, among the findings, how the selectivity of the penal system, as well as intersectionality, with regard to gender, race and social condition, are magnetized in the process of female imprisonment, with a deleterious effect on the lives of inmates and women. of their families, as the prison system tends to perpetuate forms of oppression historically supported by women, stigmatizing them, but they continue to resist. The methodology was based on field research focused on life trajectories of inmates of the prison system in Bahia, through qualitative research and open interviews, in an effort to move away from the male paradigm, to better see female performance in the criminal field, especially in the drug trafficking, with no intention of exalting crime, but with a special focus on the role of women, moving away from the preconceived idea of submission to the masculine. In this vein, we reaffirm the importance of analyzing social phenomena through a "gender lens", to understand how their influence on crime occurs. Thus, specificities of drug trafficking crimes committed by females were addressed, with research based on Critical Criminology, which seeks to explain why poor women, for the most part, make up the female incarceration. Environmental Criminology will also serve as a theoretical framework, especially the Theories of Rational Choice and Routine Activities, through which we conclude that the environment and The routines to which women are subjected, differentiated from those of men, due to historical issues, contribute to “criminal opportunities” that are also different, so that the “option” for drug trafficking is due to a rational choice, as well as thus a way of resisting, even if not consciously, the forms of oppression to which women are subjected. these women traffickers end up reproducing male examples of oppression.porUniversidade Federal da BahiaMestrado Profissional em Segurança Pública UFBABrasilFaculdade de DireitoGenderProtagonismStigmaIntersectionalityPrisonersDrug traffickingDrug trafficking – women – BahiaStigmatization - womenCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITOCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ADMINISTRACAOGêneroProtagonismoEstigmaInterseccionalidadePrisioneirasTráfico de drogasTráfico de drogas – mulheres – BahiaEstigmatização - mulheresTrajetórias de mulheres envolvidas no mercado de drogasTrajectories of women involved in the drug marketMestrado Acadêmicoinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionAlmeida, Odilza Lines dehttp://lattes.cnpq.br/4170615336955366Almeida, Odilza Lines dehttp://lattes.cnpq.br/4170615336955366Fraga, Paulo César Ponteshttp://lattes.cnpq.br/0477617276709551Trindade, Cláudia Moraeshttp://lattes.cnpq.br/4518433610912371http://lattes.cnpq.br/746462706153257Valente, Rosemunda Souza Barretoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFBAinstname:Universidade Federal da Bahia (UFBA)instacron:UFBAORIGINALDissertação de ROSEMUNDA SOUZA BARRETO VALENTE.pdfDissertação de ROSEMUNDA SOUZA BARRETO VALENTE.pdfapplication/pdf1311964https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/39368/1/Disserta%c3%a7%c3%a3o%20de%20ROSEMUNDA%20SOUZA%20BARRETO%20VALENTE.pdf3c6abf4a87f30a26724a9e459ec124a8MD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1720https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/39368/2/license.txtd9b7566281c22d808dbf8f29ff0425c8MD52open accessri/393682024-05-14 13:01:10.926open accessoai:repositorio.ufba.br:ri/39368TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBvIGF1dG9yIG91IHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsIHRyYWR1emlyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3Vtbykgbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlL291IGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBlL291IHbDrWRlby4KCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgY29uY29yZGEgcXVlIG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIGUvb3UgZm9ybWF0byBwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbywgcG9kZW5kbyBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLiAKCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBSRVNVTFRFIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTywgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPLCBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKTyBSZXBvc2l0w7NyaW8gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyLCBjbGFyYW1lbnRlLCBvIChzKSBzZXUocykgbm9tZSAocykgb3UgbyAocykgbm9tZSAocykgZG8gKHMpIGRldGVudG9yIChlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufba.br/oai/requestrepositorio@ufba.bropendoar:19322024-05-14T16:01:10Repositório Institucional da UFBA - Universidade Federal da Bahia (UFBA)false |
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