“O que está escrito comigo ficará guardado”?: práticas e representações de leitura, de escrita e de assistir a filmes em dois diários íntimos femininos (1945-1946)
| Ano de defesa: | 2015 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Língua e Cultura (PPGLINC)
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| Departamento: |
Instituto de Letras
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42049 |
Resumo: | Esta pesquisa se situa epistemologicamente no campo da História da Cultura Escrita. A partir do desenvolvimento dos estudos da Nova História Cultural, que proporcionou abordagens diferenciadas dos registros escritos à margem da história oficial, tornou-se possível dar voz às fontes documentais de foro íntimo e/ou privado. Já na década de 1980, deu-se forte impulso à emergência de fontes documentais autógrafas; a partir daí, os diários íntimos ganharam destaque. Coerentes com essa perspectiva de estudo, delineamos nosso objetivo geral de pesquisa: analisar as representações das práticas de leitura, escrita e de assistir a filmes (frequentar cinemas) em dois diários de cunho autógrafo, de autoria feminina, datados de 1945 e 1946, que constituem o corpus desta pesquisa e cuja autora é Dilza Maria Peixoto Ferreira da Silva. A partir desse objetivo de maior alcance, estabelecemos os seguintes objetivos específicos: 1) examinar os comentários registrados pela diarista sobre os livros que leu, os textos que escreveu e os filmes a que assistiu por meio de índices textuais-discursivos que apontam para representações de práticas de ler, de escrever e de assistir a filmes; e 2) compreender as representações de leitora e de escritora (autora) construídas em sua prática diarística por meio da explicitação dos mecanismos dos processos textual e discursivo. A análise das representações está fundamentada numa perspectiva teórico-metodológica interdisciplinar, que compreende a confluência entre os estudos de: i) Castillo Gómez (2003), Chartier (2010, 1990), Pesavento (2008), Ginzburg (2012) e Barros (2004), para as relações entre História da Cultura Escrita, práticas, representações e paradigma indiciário; ii) Petrucci (1999), Castillo Gómez e Sáez (1999, 1994) e Castillo Gómez (2003) para pensarmos as relações entre a Paleografia e a História da Cultura Escrita; iii) Bakhtin (2011; 1988) e Orlandi (2008; 1996; 1988), quanto à concepção discursiva de linguagem, à noção de gênero do discurso e à representação da autoria e da leitura; iv) Leleu (1952), Forthegill (1974), Girard (1986), Gannett (1992), Allan (1996), Didier (1996), Freixas (1996), Alberca (2000), Bastos (2000), Hébrard (2000), Muzart (2000), Oliveira (2002), Gomes (2004), Blanchot (2005), Lejeune (2008), Henrique (2008), Barcellos (2009), Cunha (2009, 2007, 2005, 2000) e Carletto (2012), quanto ao diário íntimo e/ou pessoal. Como resultados da pesquisa, podemos apontar: 1) o que, quem, como, quando, onde, por que lia e as impressões que a leitura lhe despertava; 2) o diário é um gênero discursivo cujas especificidades são a datação e uma forma peculiar de interlocução (texto autodestinado em que o autor escreve para si mesmo) que tem sua própria memória (objetiva e histórica), o que entra em confronto com as abordagens subjetivistas do diário íntimo; 3) o processo de interlocução nos diários de Dilza Maria é constituído por um jogo de representações (imagens de si como autora, leitora e personagem); 4) essas imagens se constituem por meio de um ideário de letramento (saber ler e escrever), estar sempre na moda e antenada com as novidades, “ser moderna”; 5) a análise explicitou as relações entre a escrita diarística e instituições como a Escola, a Família e a Igreja e alguns discursos que lhe são constitutivos. |
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2025-05-19T00:58:39Z2025-05-19T00:58:39Z2015-11-13https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42049Esta pesquisa se situa epistemologicamente no campo da História da Cultura Escrita. A partir do desenvolvimento dos estudos da Nova História Cultural, que proporcionou abordagens diferenciadas dos registros escritos à margem da história oficial, tornou-se possível dar voz às fontes documentais de foro íntimo e/ou privado. Já na década de 1980, deu-se forte impulso à emergência de fontes documentais autógrafas; a partir daí, os diários íntimos ganharam destaque. Coerentes com essa perspectiva de estudo, delineamos nosso objetivo geral de pesquisa: analisar as representações das práticas de leitura, escrita e de assistir a filmes (frequentar cinemas) em dois diários de cunho autógrafo, de autoria feminina, datados de 1945 e 1946, que constituem o corpus desta pesquisa e cuja autora é Dilza Maria Peixoto Ferreira da Silva. A partir desse objetivo de maior alcance, estabelecemos os seguintes objetivos específicos: 1) examinar os comentários registrados pela diarista sobre os livros que leu, os textos que escreveu e os filmes a que assistiu por meio de índices textuais-discursivos que apontam para representações de práticas de ler, de escrever e de assistir a filmes; e 2) compreender as representações de leitora e de escritora (autora) construídas em sua prática diarística por meio da explicitação dos mecanismos dos processos textual e discursivo. A análise das representações está fundamentada numa perspectiva teórico-metodológica interdisciplinar, que compreende a confluência entre os estudos de: i) Castillo Gómez (2003), Chartier (2010, 1990), Pesavento (2008), Ginzburg (2012) e Barros (2004), para as relações entre História da Cultura Escrita, práticas, representações e paradigma indiciário; ii) Petrucci (1999), Castillo Gómez e Sáez (1999, 1994) e Castillo Gómez (2003) para pensarmos as relações entre a Paleografia e a História da Cultura Escrita; iii) Bakhtin (2011; 1988) e Orlandi (2008; 1996; 1988), quanto à concepção discursiva de linguagem, à noção de gênero do discurso e à representação da autoria e da leitura; iv) Leleu (1952), Forthegill (1974), Girard (1986), Gannett (1992), Allan (1996), Didier (1996), Freixas (1996), Alberca (2000), Bastos (2000), Hébrard (2000), Muzart (2000), Oliveira (2002), Gomes (2004), Blanchot (2005), Lejeune (2008), Henrique (2008), Barcellos (2009), Cunha (2009, 2007, 2005, 2000) e Carletto (2012), quanto ao diário íntimo e/ou pessoal. Como resultados da pesquisa, podemos apontar: 1) o que, quem, como, quando, onde, por que lia e as impressões que a leitura lhe despertava; 2) o diário é um gênero discursivo cujas especificidades são a datação e uma forma peculiar de interlocução (texto autodestinado em que o autor escreve para si mesmo) que tem sua própria memória (objetiva e histórica), o que entra em confronto com as abordagens subjetivistas do diário íntimo; 3) o processo de interlocução nos diários de Dilza Maria é constituído por um jogo de representações (imagens de si como autora, leitora e personagem); 4) essas imagens se constituem por meio de um ideário de letramento (saber ler e escrever), estar sempre na moda e antenada com as novidades, “ser moderna”; 5) a análise explicitou as relações entre a escrita diarística e instituições como a Escola, a Família e a Igreja e alguns discursos que lhe são constitutivos.This research is situated epistemologically in the field of History of Writing Culture. Since the development of studies of the New Cultural History, which provided different approaches of written records on the margins of official history, it became possible to give a voice to the documentary sources of internal and/or private forum. In the 1980s, a strong boost to the emergence of handwritten documentary sources took place; since then, personal diaries started being highlighted. Coherent with this perspective of study we outlined our overall research aim: to analyze the representations of the practices of reading, writing and watching movies (attending movie theaters) in two personal female dairies, dated 1945 and 1946, which constitute the corpus of this research and whose author is Dilza Maria Peixoto Ferreira da Silva. From that aim of greater reach, we established the following specific objectives: 1) to examine the comments recorded by the author on the books that she read, the texts she wrote and the films she watched through textual-discursive indexes related to practical reading, writing and watching representations and 2) understand the representations of reader and writer (author) built in her working practice through the explanation of the mechanisms of textual and discursive processes. The analysis of representations is based on an interdisciplinary theoretical and methodological perspective, which includes the confluence between the studies: i) Castillo Gómez (2003), Chartier (2010, 1990), Pesavento (2008), Ginzburg (2012) and Barros (2004), in order to relate the History of Writing Culture, practices, representations and evidential paradigm; ii) Petrucci (1999), Castillo Gómez and Sáez (1999, 1994) and Castillo Gómez (2003) to reflect upon the relations between Paleography and History of Writing Culture; iii) Bakhtin (2011; 1988) and Orlandi (2008; 1996; 1988), as the discursive conception of language, the notion of gender discourse and representations of authorship and reading; iv) Leleu (1952), Forthegill (1974), Girard (1986), Gannett (1992), Allan (1996), Didier (1996), Freixas (1996), Alberca (2000) Bastos (2000), Hébrard (2000), Muzart (2000), Oliveira (2002), Gomes (2004), Blanchot (2005), Lejeune (2008), Henrique (2008), Barcellos (2009), Cunha (2009, 2007, 2005, 2000) and Carletto (2012) as for the intimate and/or personal diary. As a result of the research, we can point to: 1) what, who, how, when, where, why, she used to read and the impressions that the reading practice aroused in herself; 2) diary is a discursive genre whose specificities are the dating and a peculiar form of dialogue (self-aimed text in which the author writes to him/herself) that has its own memory (objective and historical), which opposes the subjectivist approaches of the intimate diary; 3) the process of dialogue in the diaries of Dilza Maria consists of a set of representations (images of herself as an author, reader and character); 4) these images are constituted by an ideology of literacy (knowing how to read and write), be always fashionable and connected to the latest news, “be modern”; 5) analysis explained the relationship between daily writing and institutions such as School, Family and Church and some speeches that are constitutive them.porUniversidade Federal da BahiaPrograma de Pós-Graduação em Língua e Cultura (PPGLINC) UFBABrasilInstituto de LetrasHistory of Writing CulturePractices and representations of reading and writingIntimate/personal diaryCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTESHistória da Cultura EscritaPráticas e representações de leitura e de escritaDiário íntimo/pessoal“O que está escrito comigo ficará guardado”?: práticas e representações de leitura, de escrita e de assistir a filmes em dois diários íntimos femininos (1945-1946)Mestrado Acadêmicoinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionLobo, Tânia Conceição FreireLobo, Tânia Conceição FreireSantos, Elmo dosBarreiros, Patrício Nuneshttp://lattes.cnpq.br/0326326430262739Benevides, Adriana Batista Linsinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFBAinstname:Universidade Federal da Bahia (UFBA)instacron:UFBAORIGINALAta assinada.pdfAta assinada.pdfapplication/pdf1189826https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/42049/1/Ata%20assinada.pdfdb215c711749d7acd4ff80c255112ae0MD51open accessDISSERTAÇÃO VERSÃO FINAL EM 17 09 2015.pdfDISSERTAÇÃO VERSÃO FINAL EM 17 09 2015.pdfapplication/pdf3869425https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/42049/2/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20VERS%c3%83O%20FINAL%20EM%2017%2009%202015.pdf69cad9556946f5ad9753b75c7bb0444fMD52open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1720https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/42049/3/license.txtd9b7566281c22d808dbf8f29ff0425c8MD53open accessri/420492025-05-18 21:58:39.753open accessoai:repositorio.ufba.br:ri/42049TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBvIGF1dG9yIG91IHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsIHRyYWR1emlyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3Vtbykgbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlL291IGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBlL291IHbDrWRlby4KCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgY29uY29yZGEgcXVlIG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIGUvb3UgZm9ybWF0byBwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbywgcG9kZW5kbyBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLiAKCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBSRVNVTFRFIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTywgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPLCBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKTyBSZXBvc2l0w7NyaW8gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyLCBjbGFyYW1lbnRlLCBvIChzKSBzZXUocykgbm9tZSAocykgb3UgbyAocykgbm9tZSAocykgZG8gKHMpIGRldGVudG9yIChlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufba.br/oai/requestrepositorio@ufba.bropendoar:19322025-05-19T00:58:39Repositório Institucional da UFBA - Universidade Federal da Bahia (UFBA)false |
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Esta pesquisa se situa epistemologicamente no campo da História da Cultura Escrita. A partir do desenvolvimento dos estudos da Nova História Cultural, que proporcionou abordagens diferenciadas dos registros escritos à margem da história oficial, tornou-se possível dar voz às fontes documentais de foro íntimo e/ou privado. Já na década de 1980, deu-se forte impulso à emergência de fontes documentais autógrafas; a partir daí, os diários íntimos ganharam destaque. Coerentes com essa perspectiva de estudo, delineamos nosso objetivo geral de pesquisa: analisar as representações das práticas de leitura, escrita e de assistir a filmes (frequentar cinemas) em dois diários de cunho autógrafo, de autoria feminina, datados de 1945 e 1946, que constituem o corpus desta pesquisa e cuja autora é Dilza Maria Peixoto Ferreira da Silva. A partir desse objetivo de maior alcance, estabelecemos os seguintes objetivos específicos: 1) examinar os comentários registrados pela diarista sobre os livros que leu, os textos que escreveu e os filmes a que assistiu por meio de índices textuais-discursivos que apontam para representações de práticas de ler, de escrever e de assistir a filmes; e 2) compreender as representações de leitora e de escritora (autora) construídas em sua prática diarística por meio da explicitação dos mecanismos dos processos textual e discursivo. A análise das representações está fundamentada numa perspectiva teórico-metodológica interdisciplinar, que compreende a confluência entre os estudos de: i) Castillo Gómez (2003), Chartier (2010, 1990), Pesavento (2008), Ginzburg (2012) e Barros (2004), para as relações entre História da Cultura Escrita, práticas, representações e paradigma indiciário; ii) Petrucci (1999), Castillo Gómez e Sáez (1999, 1994) e Castillo Gómez (2003) para pensarmos as relações entre a Paleografia e a História da Cultura Escrita; iii) Bakhtin (2011; 1988) e Orlandi (2008; 1996; 1988), quanto à concepção discursiva de linguagem, à noção de gênero do discurso e à representação da autoria e da leitura; iv) Leleu (1952), Forthegill (1974), Girard (1986), Gannett (1992), Allan (1996), Didier (1996), Freixas (1996), Alberca (2000), Bastos (2000), Hébrard (2000), Muzart (2000), Oliveira (2002), Gomes (2004), Blanchot (2005), Lejeune (2008), Henrique (2008), Barcellos (2009), Cunha (2009, 2007, 2005, 2000) e Carletto (2012), quanto ao diário íntimo e/ou pessoal. Como resultados da pesquisa, podemos apontar: 1) o que, quem, como, quando, onde, por que lia e as impressões que a leitura lhe despertava; 2) o diário é um gênero discursivo cujas especificidades são a datação e uma forma peculiar de interlocução (texto autodestinado em que o autor escreve para si mesmo) que tem sua própria memória (objetiva e histórica), o que entra em confronto com as abordagens subjetivistas do diário íntimo; 3) o processo de interlocução nos diários de Dilza Maria é constituído por um jogo de representações (imagens de si como autora, leitora e personagem); 4) essas imagens se constituem por meio de um ideário de letramento (saber ler e escrever), estar sempre na moda e antenada com as novidades, “ser moderna”; 5) a análise explicitou as relações entre a escrita diarística e instituições como a Escola, a Família e a Igreja e alguns discursos que lhe são constitutivos. |
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