O brincar na educação infantil numa escola de educação infantil do/no campo: um estudo acerca da potencialidade do baú brincante na comunidade indígena Tupinambá em Ilhéus-Bahia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Cassimiro, Maria Aparecida D`Ávila lattes
Orientador(a): D'Ávila, Cristina Maria lattes
Banca de defesa: Nogueira, Simone, Vasconcellos, Vera Maria Ramos de, Cardoso, Marilete Calegari, Santos, Marlene Oliveira, D'Ávila, Cristina Maria
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) 
Departamento: Faculdade de Educação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41730
Resumo: O presente estudo teve como objetivo compreender como as crianças da comunidade indígena Tupinambá de Olivença, no sul da Bahia, produzem brincadeiras utilizando brinquedos não estruturados numa escola de Educação Infantil do/no campo. Além disso, buscou analisar as reverberações provocadas pelo Baú Brincante – um dispositivo lúdico – na produção das brincadeiras e no fortalecimento das culturas infantis. A metodologia seguiu uma abordagem qualitativa, utilizando como método a pesquisa-ação existencial. Foram utilizados como procedimentos e dispositivos de pesquisa: a observação participante, registros das interações infantis através de diários das professoras, escuta sensível, fotografias, filmagens, além de entrevistas. Os participantes foram crianças da Educação infantil (grupo 4 e 5) e professoras da Escola Municipal Sérgio Carneiro. A fundamentação teórica baseou-se em autores como Brougère (1998, 2008, 2010), Corsaro (2002, 2003, 2005, 2009), d'Ávila (2018), Luckesi (1998, 2022), Benjamin (1984, 1992) e J.J. Gibson (1979, 2002) que discutem o brincar como prática cultural, ludicidade e linguagem da infância. Conceitos basilares da pedagogia crítica freiriana são apontados como fundamentais no desenvolvimento da pesquisa e na elaboração e análise dos dados construídos junto às crianças e educadoras (FREIRE, 1996). Os resultados mostraram que o Baú Brincante favoreceu brincadeiras de faz-de-conta que ressignificaram elementos culturais locais. As brincadeiras também reforçaram valores como o protagonismo infantil na produção do brincar, a coletividade e a conexão com a cultura Tupinambá. As professoras reavaliaram suas práticas, reconhecendo o brincar como direito essencial e linguagem central da infância. Sustentamos como tese neste trabalho: O baú brincante, como artefato potencializador de vivências lúdicas, favorece conexões importantes entre o contexto local (escolar) e o contexto sociocultural mais amplo (familiar, social), fomentando, assim, a ampliação da cultura lúdica infantil na comunidade pesquisada e o fortalecimento da identidade cultural das crianças.
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A fundamentação teórica baseou-se em autores como Brougère (1998, 2008, 2010), Corsaro (2002, 2003, 2005, 2009), d'Ávila (2018), Luckesi (1998, 2022), Benjamin (1984, 1992) e J.J. Gibson (1979, 2002) que discutem o brincar como prática cultural, ludicidade e linguagem da infância. Conceitos basilares da pedagogia crítica freiriana são apontados como fundamentais no desenvolvimento da pesquisa e na elaboração e análise dos dados construídos junto às crianças e educadoras (FREIRE, 1996). Os resultados mostraram que o Baú Brincante favoreceu brincadeiras de faz-de-conta que ressignificaram elementos culturais locais. As brincadeiras também reforçaram valores como o protagonismo infantil na produção do brincar, a coletividade e a conexão com a cultura Tupinambá. As professoras reavaliaram suas práticas, reconhecendo o brincar como direito essencial e linguagem central da infância. Sustentamos como tese neste trabalho: O baú brincante, como artefato potencializador de vivências lúdicas, favorece conexões importantes entre o contexto local (escolar) e o contexto sociocultural mais amplo (familiar, social), fomentando, assim, a ampliação da cultura lúdica infantil na comunidade pesquisada e o fortalecimento da identidade cultural das crianças.The aim of this study was to understand how children from the Tupinambá indigenous community of Olivença, in the south of Bahia, produce games using unstructured toys in a rural nursery school. It also sought to analyze the reverberations caused by the Baú Brincante - a playful device - in the production of games and the strengthening of children's cultures. The methodology followed a qualitative approach, using existential action research as its method. The following research procedures and devices were used: participant observation, records of children's interactions through teachers' diaries, sensitive listening, photographs, filming and interviews. The participants were kindergarten children (groups 4 and 5) and teachers from the Sérgio Carneiro Municipal School. The theoretical foundation was based on authors such as Brougère (1998, 2008, 2010), Corsaro (2002, 2003, 2005, 2009), d'Ávila (2018), Luckesi (1998, 2022), Benjamin (1984, 1992) and J.J. Gibson (1979, 2002) who discuss play as a cultural practice, playfulness and the language of childhood. The basic concepts of Freire's critical pedagogy are seen as fundamental in the development of the research and in the preparation and analysis of the data constructed with the children and educators (FREIRE, 1996). The results showed that Baú Brincante encouraged make-believe games that re-signified local cultural elements. The games also reinforced values such as child protagonism in the production of play, collectivity and the connection with Tupinambá culture. The teachers re-evaluated their practices, recognizing play as an essential right and the central language of childhood. The thesis of this work is that the play chest, as an artifact that enhances playful experiences, favors important connections between the local context (school) and the broader sociocultural context (family, social), thus fostering the expansion of children's play culture in the researched community and strengthening the children's cultural identity.CapesporUniversidade Federal da BahiaPrograma de Pós-Graduação em Educação (PPGE) UFBABrasilFaculdade de EducaçãoChildren's play culturePlayEarly childhood education in the countrysideIndigenous childrenBaú BrincanteEducaçãoCultura lúdica InfantilBrincarEducação Infantil do/no CampoCriança indígenaBaú BrincanteCrianças indígenasEducação no campoBrincarEducação InfantilCultura lúdicaO brincar na educação infantil numa escola de educação infantil do/no campo: um estudo acerca da potencialidade do baú brincante na comunidade indígena Tupinambá em Ilhéus-BahiaPlay in Early Childhood Education in a Rural Early Childhood School: A Study on the Potential of the “Baú Brincante” in the Tupinambá Indigenous Community in Ilhéus-Bahia.Le Jeu dans l’Éducation de la Petite Enfance dans une École de la Petite Enfance en Zone Rurale : une étude sur le potentiel du « Baú Brincante » dans la communauté indigène Tupinambá à Ilhéus-BahiaDoutoradoinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionD'Ávila, Cristina Maria0000-0001-5946-9178http://lattes.cnpq.br/2584950986779890Nogueira, SimoneVasconcellos, Vera Maria Ramos deCardoso, Marilete CalegariSantos, Marlene OliveiraD'Ávila, Cristina Maria0000-0002-6260-3347http://lattes.cnpq.br/6296480070948902Cassimiro, Maria Aparecida D`ÁvilaABREU, M. 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Le Jeu dans l’Éducation de la Petite Enfance dans une École de la Petite Enfance en Zone Rurale : une étude sur le potentiel du « Baú Brincante » dans la communauté indigène Tupinambá à Ilhéus-Bahia
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Cassimiro, Maria Aparecida D`Ávila
Educação
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Brincar
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Educação no campo
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description O presente estudo teve como objetivo compreender como as crianças da comunidade indígena Tupinambá de Olivença, no sul da Bahia, produzem brincadeiras utilizando brinquedos não estruturados numa escola de Educação Infantil do/no campo. Além disso, buscou analisar as reverberações provocadas pelo Baú Brincante – um dispositivo lúdico – na produção das brincadeiras e no fortalecimento das culturas infantis. A metodologia seguiu uma abordagem qualitativa, utilizando como método a pesquisa-ação existencial. Foram utilizados como procedimentos e dispositivos de pesquisa: a observação participante, registros das interações infantis através de diários das professoras, escuta sensível, fotografias, filmagens, além de entrevistas. Os participantes foram crianças da Educação infantil (grupo 4 e 5) e professoras da Escola Municipal Sérgio Carneiro. A fundamentação teórica baseou-se em autores como Brougère (1998, 2008, 2010), Corsaro (2002, 2003, 2005, 2009), d'Ávila (2018), Luckesi (1998, 2022), Benjamin (1984, 1992) e J.J. Gibson (1979, 2002) que discutem o brincar como prática cultural, ludicidade e linguagem da infância. Conceitos basilares da pedagogia crítica freiriana são apontados como fundamentais no desenvolvimento da pesquisa e na elaboração e análise dos dados construídos junto às crianças e educadoras (FREIRE, 1996). Os resultados mostraram que o Baú Brincante favoreceu brincadeiras de faz-de-conta que ressignificaram elementos culturais locais. As brincadeiras também reforçaram valores como o protagonismo infantil na produção do brincar, a coletividade e a conexão com a cultura Tupinambá. As professoras reavaliaram suas práticas, reconhecendo o brincar como direito essencial e linguagem central da infância. Sustentamos como tese neste trabalho: O baú brincante, como artefato potencializador de vivências lúdicas, favorece conexões importantes entre o contexto local (escolar) e o contexto sociocultural mais amplo (familiar, social), fomentando, assim, a ampliação da cultura lúdica infantil na comunidade pesquisada e o fortalecimento da identidade cultural das crianças.
publishDate 2025
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