Rede cegonha e a atenção à saúde da mulher em maternidade
| Ano de defesa: | 2016 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Escola de Enfermagem
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| Programa de Pós-Graduação: |
Escola de Enfermagem
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/20776 |
Resumo: | No Brasil, sobretudo a partir do ano 2000, se intensificam ações com o intuito de reduzir as altas taxas de morbimortalidade materna e perinatal. Para seu alcance, contou-se com o Programa de Humanização do Parto e Nascimento e, posteriormente, com a Rede Cegonha, em 2011. Essa estratégia representa um conjunto de iniciativas que envolvem mudanças no processo de cuidado à gravidez, ao parto e nascimento, articulando os pontos de atenção em rede à regulação obstétrica. Sua operacionalização requer qualificação técnica das equipes da atenção básica e das maternidades, melhoria da ambiência dos serviços de saúde e ampliação da oferta de serviço e do número de profissionais. Tendo em vista o modelo de atenção que organiza serviços e práticas, esses vêm se dando em meio a problemas de infraestrutura, formação profissional tecnicista e de relações de poder em vários segmentos, o que tem contribuído para tensionar a atenção, constituindo-se em obstáculo à sua implementação. Esta pesquisa objetivou descrever as ações implementadas na atenção à saúde da mulher em maternidade, após a implantação da Rede Cegonha, e analisar as mudanças incorporadas ao cotidiano da atenção à saúde da mulher após a Rede Cegonha, com base em suas diretrizes e na integralidade da atenção. Trata-se de pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa, que tem a integralidade como categoria analítica. Foi desenvolvida em maternidade pública, localizada na cidade de Salvador-BA, vinculada à Estratégia Rede Cegonha. Foi realizada com profissionais que compunham o quadro permanente da maternidade, que atenderam aos critérios de ter vivenciado a experiência do cuidado a parturientes e estar em atividade na maternidade, desde 2011. Participaram do estudo 16 profissionais, sendo duas enfermeiras assistenciais, duas enfermeiras obstetras, uma auxiliar de enfermagem, uma psicóloga, uma nutricionista, duas médicas obstetras, uma médica neonatologista, um médico anestesista, três assistentes sociais e duas fisioterapeutas. Para a produção do material empírico, foi utilizada entrevista semiestruturada, conduzida por questões norteadoras, sendo analisada por meio da técnica de análise de discurso. Foram formuladas, a partir dos depoimentos, três categorias empíricas: Rede Cegonha, humanização da assistência e os limites da prática; Rede Cegonha como mobilizadora de boas práticas no cuidado à parturiente; Presença do acompanhante em maternidade e os desafios da ambiência. Na realidade em que a pesquisa foi desenvolvida, profissionais de saúde revelam incorporação das diretrizes da Rede Cegonha e as aplicam nos limites institucionais. Em todo o estudo, o respeito aos direitos das mulheres é reconhecido, mas há limites por se manter uma estrutura ainda atrelada à precarização da assistência sob bases biomédicas que geram dificuldades para mudar a qualidade da experiência das mulheres no parto. São necessários investimentos da instituição, a fim de garantir práticas humanizadas, com acolhimento e garantia de acesso às mulheres; privacidade para as mulheres na presença de acompanhantes; e superação das bases tecnicistas ainda presentes no cuidado à parturiente. Todavia, a Rede Cegonha caminha sob o enfoque da integralidade para consolidação do Sistema Único de Saúde e garantia dos direitos reprodutivos das mulheres, resgatando a autonomia e o protagonismo da mulher no parto e nascimento. |
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Foi realizada com profissionais que compunham o quadro permanente da maternidade, que atenderam aos critérios de ter vivenciado a experiência do cuidado a parturientes e estar em atividade na maternidade, desde 2011. Participaram do estudo 16 profissionais, sendo duas enfermeiras assistenciais, duas enfermeiras obstetras, uma auxiliar de enfermagem, uma psicóloga, uma nutricionista, duas médicas obstetras, uma médica neonatologista, um médico anestesista, três assistentes sociais e duas fisioterapeutas. Para a produção do material empírico, foi utilizada entrevista semiestruturada, conduzida por questões norteadoras, sendo analisada por meio da técnica de análise de discurso. Foram formuladas, a partir dos depoimentos, três categorias empíricas: Rede Cegonha, humanização da assistência e os limites da prática; Rede Cegonha como mobilizadora de boas práticas no cuidado à parturiente; Presença do acompanhante em maternidade e os desafios da ambiência. 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