Epidemiologia dos acidentes de trânsito: incidência de envolvimento e fatores comportamentais em um estudo de base populacional.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Rios, Polianna Alves Andrade
Orientador(a): Mota, Eduardo Luiz Andrade
Banca de defesa: Matos, Sheila Maria Alvim de, Marín-Leon, Letícia, Santos, Djanilson Barbosa dos, Morais Neto, Otaliba Libânio de
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Instituto de Saúde Coletiva-ISC
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
Departamento: Não Informado pela instituição
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/17926
Resumo: Os acidentes de trânsito (AT) se constituem em um importante problema de saúde pública mundial devido a sua magnitude crescente e ao alto custo humano e material que acarreta a qualquer sociedade. Embora as estatísticas de óbito e internação por AT no Brasil mostrem números alarmantes de vítimas, é consenso que elas revelam parte do problema, pois refletem os casos de maior gravidade que são registrados nos sistemas de informação em saúde. Assim, são escassas as pesquisas epidemiológicas sobre o envolvimento da população em acidentes de trânsito no Brasil, que tenham utilizado dados primários oriundos de base populacional, e inexistem investigações prospectivas que tenham estimado o risco de sofrer AT e seus padrões de ocorrência segundo características diversas das pessoas, incluindo os comportamentos no trânsito. Desse modo, o presente estudo foi concebido com o intuito de contribuir para ampliar o conhecimento sobre o tema. A Tese é composta por três artigos com os seguintes objetivos: Artigo 1 - Estimar a incidência cumulativa de envolvimento autorreferido em AT entre condutores de veículos terrestres a motor e descrever as características desses eventos segundo variáveis sociodemográficas, circunstâncias dos acidentes, lesões produzidas e utilização de serviços de saúde; Artigo 2 - Identificar fatores associados ao envolvimento em AT entre condutores por meio de uma abordagem analítica hierarquizada; Artigo 3 -Estimar a densidade de incidência (DI) geral de envolvimento em AT, autorreferido por condutores de veículos a motor, e DI estrato-específicas segundo características sociodemográficas e comportamentos no trânsito, por meio de abordagem prospectiva.Foi conduzida uma pesquisa longitudinal prospectiva, de base comunitária, que ocorreu entre os anos 2013 e 2014, e incluiu condutores de veículos motorizados terrestres residentes no município de Jequié, Bahia. Na linha de base (LB) do estudo foram recrutados 1.407 participantes por meio de amostragem por conglomerado em único estágio, para a qual foram selecionados 35 setores censitários. Durante a LB foram realizadas entrevistas domiciliares, após obtenção do consentimento informado, com aplicação de formulário estruturado por equipe de entrevistadores treinados, composta por estudantes de graduação da área da saúde de uma universidade pública.Ao fim das entrevistas, a equipe de coleta informou aos participantes sobre a fase de acompanhamento do estudo, na qual foram realizados três contatos telefônicos quadrimestrais para saber se houve envolvimento em AT, perfazendo o período completo do seguimento. A análise dos dados foi feita com estatística descritiva univariada, estimação de medidas epidemiológicas de frequência, medidas de associação e de impacto potencial, e modelo de regressão logística multinível para identificação de fatores associados ao envolvimento em AT enquanto dirigiam veículo (variável desfecho, definida segundo a Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão, com modificações). Para isso,foi elaborado um modelo conceitual hierarquizado composto por quatro blocos de fatores de exposição de acordo com as relações proximais-distais entre estes e o desfecho, estimando-se Odds Ratio (OR) ajustado e Intervalos de Confiança a 95% (IC95%).Estabeleceu-se valor de p≤0,05 como critério de significância estatística. Além disso, o delineamento amostral foi considerando durante a análise. Os dados produzidos na LB compuseram os dois primeiros artigos, enquanto o terceiro utilizoudados da etapa longitudinal. Dos 1.407 condutores entrevistados, 10,6% referiram envolvimento em AT enquanto estavam dirigindo veículo nos 12 meses anteriores à entrevista. A maioria dos envolvidos foi do sexo masculino (72,1%), entre 15 e 29 anos de idade (42,2%) e que estavam conduzindo motocicleta (52,4%). O tipo de acidente mais frequente foi colisão entre automóvel e moto (31,3%). Este último veículo esteve presente em 65,4% das ocorrências. O acidente interrompeu as atividades habituais de 23,8% dos envolvidos e 40,1% sofreram lesão física. Entre os envolvidos em AT, 25,2% foram atendidos em emergências hospitalares e 8,2% foram hospitalizados. Quanto aos fatores associados,observou-se maior chance de envolvimento em AT entre condutores de 15 a 29 anos (OR=3,56; IC95% 1,42-8,94); de cor da pele preta ou parda (OR=1,55; IC95% 1,03-2,33); motociclistas (OR=1,73; IC95% 1,16-2,57); com antecedentes de multa no trânsito (OR=1,77; IC95% 1,05-2,97); que referiram beber e dirigir (OR=1,67; IC95% 1,11-2,51) e usar telefone celular durante a condução (OR=1,66; IC95% 1,11-2,47). Os fatores proximais modificaram as medidas de associação das exposições dos níveis superiores de determinação do modelo hierarquizado, principalmente da associação com a variável sexo. No tocante à etapa prospectiva, no período de um ano, 110 condutores se envolveram em AT enquanto dirigiam veículos. A taxa geral de DI situou-se em 8,4 envolvidos por 100 condutores-ano. As taxas específicas apresentaram diferenças entre categorias de algumas variáveis. O risco de se envolver em AT foi maior entre condutores do sexo masculino, com idade entre 15 e 29 anos, solteiros, sem filhos, que conduziam, mais frequentemente, motocicletas, já tendo sofrido pelo menos um acidente anteriormente e que referiram se engajar em alguns comportamentos de risco, como gostar de velocidades altas ao dirigir e andar em veículo cujo condutor ingeriu bebidas alcoólicas. Os Riscos Atribuíveis Proporcionais variaram de 12,2% a 49,0%, sendo os de maior magnitude aqueles concernentes aos comportamentos sobre velocidade na condução. Os resultados foram, no geral, coerentes com as informações publicadas em literatura científica sobre o tema de estudo, ressalvado as diferentes abordagens metodológicas. As informações obtidas nesse estudo, de base populacional e prospectivamente, indicam um quadro mais preciso e completo sobre a magnitude dos AT e sobre grupos de risco em área urbana, que podem subsidiar políticas públicas e programas de prevenção de causas externas e de promoção da saúde e segurança no trânsito.
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