DITONGAÇÃO DIANTE DE S NA BAHIA: DIFERENCIAÇÃO DIALETAL E VARIAÇÃO FONÉTICO-FONOLÓGICA
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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| Instituição de defesa: |
Instituto de Letras
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Língua e Cultura
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/28978 |
Resumo: | Trata-se, nesta tese, do processo de ditongação vocálica diante de S, tal como demonstrado em vocábulos como de(i)z, francê(i)s, rapa(i)z, vo(i)z, arro(i)z e lu(i)s. Objetiva-se averiguar a distribuição diatópica do fenômeno em 22 cidades baianas, constituintes da rede de pontos do Projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB), dando continuidade ao estudo efetuado com as capitais brasileiras, apresentado em Silva (2014). Procura-se, também, evidenciar os seus possíveis condicionamentos linguísticos e apontar o efeito dos fatores sociais sexo do informante e faixa etária na aplicação da regra. Para tanto, parte-se do pressuposto de que o fenômeno em estudo é uma inovação do Português Brasileiro e de que possibilita a caracterização de áreas dialetais no Brasil. Estabelece-se, para sua elaboração, a hipótese de que, dadas as diferenças sociais, culturais e históricas das localidades, as vogais ditongadas se manifestam em proporções diferentes no Estado da Bahia. Não obstante, acredita-se que aspectos linguísticos como a qualidade das vogais envolvidas no processo, a tonicidade das sílabas e a extensão dos vocábulos estudados estariam diretamente correlacionados à maior ou menor possibilidade de ditongação diante de S. Ainda, parte-se da ideia de que aspectos acústicos relacionados à abertura das vogais e à sua duração seriam também responsáveis pelas prováveis diferenças dialetais. Destarte, para a composição deste estudo, unem-se as perspectivas da Dialetologia, da Sociolinguística e da Fonética Acústica. Constitui-se, assim, uma amostra pautada na fala de 87 informantes nativos das referidas localidades. Foram ouvidas e transcritas ocorrências de vogais diante de S registradas nas gravações do Questionário Fonético-Fonológico e do Questionário Semântico-Lexical. Por meio da análise variacionista, realizada com o GoldVarb 2001, foram identificados quatro comportamentos diferentes para as cidades, com relação à ditongação diante de S. Destacaram-se, a esse respeito, Salvador e Santo Amaro, como aquelas que lideram quanto às variantes ditongadas, ao passo em que cidades como Vitória da Conquista e Carinhanha apresentam restrições à aplicação da regra. Confirmou-se a ideia de que vogais mais abertas são mais suscetíveis à ditongação, do mesmo modo que sílabas tônicas e vocábulos monossilábicos são ambientes mais favoráveis ao fenômeno. As observações acústicas propostas, nesse sentido, permitiram aclarar tais resultados, solidificando as perspectivas no que tange à compreensão da ditongação diante de S. |
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Silva, AmandaSilva, AmandaMota, JacyraMota, JacyraCunha, Cláudia de SouzaSantos, Gredson dosRibeiro, Silvana Soares CostaPaim, Marcela Moura Torres2019-03-25T15:52:51Z2019-03-25T15:52:51Z2019-03-252018-06-29http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/28978Trata-se, nesta tese, do processo de ditongação vocálica diante de S, tal como demonstrado em vocábulos como de(i)z, francê(i)s, rapa(i)z, vo(i)z, arro(i)z e lu(i)s. Objetiva-se averiguar a distribuição diatópica do fenômeno em 22 cidades baianas, constituintes da rede de pontos do Projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB), dando continuidade ao estudo efetuado com as capitais brasileiras, apresentado em Silva (2014). Procura-se, também, evidenciar os seus possíveis condicionamentos linguísticos e apontar o efeito dos fatores sociais sexo do informante e faixa etária na aplicação da regra. Para tanto, parte-se do pressuposto de que o fenômeno em estudo é uma inovação do Português Brasileiro e de que possibilita a caracterização de áreas dialetais no Brasil. Estabelece-se, para sua elaboração, a hipótese de que, dadas as diferenças sociais, culturais e históricas das localidades, as vogais ditongadas se manifestam em proporções diferentes no Estado da Bahia. Não obstante, acredita-se que aspectos linguísticos como a qualidade das vogais envolvidas no processo, a tonicidade das sílabas e a extensão dos vocábulos estudados estariam diretamente correlacionados à maior ou menor possibilidade de ditongação diante de S. Ainda, parte-se da ideia de que aspectos acústicos relacionados à abertura das vogais e à sua duração seriam também responsáveis pelas prováveis diferenças dialetais. Destarte, para a composição deste estudo, unem-se as perspectivas da Dialetologia, da Sociolinguística e da Fonética Acústica. Constitui-se, assim, uma amostra pautada na fala de 87 informantes nativos das referidas localidades. Foram ouvidas e transcritas ocorrências de vogais diante de S registradas nas gravações do Questionário Fonético-Fonológico e do Questionário Semântico-Lexical. Por meio da análise variacionista, realizada com o GoldVarb 2001, foram identificados quatro comportamentos diferentes para as cidades, com relação à ditongação diante de S. Destacaram-se, a esse respeito, Salvador e Santo Amaro, como aquelas que lideram quanto às variantes ditongadas, ao passo em que cidades como Vitória da Conquista e Carinhanha apresentam restrições à aplicação da regra. Confirmou-se a ideia de que vogais mais abertas são mais suscetíveis à ditongação, do mesmo modo que sílabas tônicas e vocábulos monossilábicos são ambientes mais favoráveis ao fenômeno. 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