Petrologia do magmatismo anorogênico Cariris Velhos no Sistema Orogênico Sergipano: batólito Serra Negra.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Lima, Rayane Gois de lattes
Orientador(a): Conceição, Herbet lattes
Banca de defesa: Guimarães, Ignez de Pinho lattes, Conceição, Herbet lattes, Marques de Sá, Carlos Dinges lattes, Cruz, Simone Cerqueira Pereira lattes, Lisboa, Vinicius Anselmo Carvalho lattes, Conceição, Joane Almeida da
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Geologia (PGGEOLOGIA) 
Departamento: Instituto de Geociências
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42055
Resumo: O Batólito Serra Negra (BSN), com 155 km2, é intrusivo nos terrenos metavulcanossedimentares do Domínio Marancó e se localiza na região noroeste do Estado de Sergipe e nordeste da Bahia. Este batólito é orientado SE-NW e constitui um conjunto de serras por 40 km, com largura média de 3,8 km. O BSN possui idade de 933 ± 7 Ma e, até o momento, é o único representante do magmatismo toniano encontrado nos terrenos do Sistema Orogênico Sergipano, estruturado no Neoproterozoico. A grande parte das rochas do BSN corresponde a augen granito gnaíssico e localmente no interior dos granitos deformados ocorre granito porfirítico desprovido da estrutura gnáissica. Diques pegmatítico e granítico são ocasionais e xenólitos anfibolíticos das rochas metassedimentares são esporádicos. Foram selecionadas rochas representativas do BSN para estudos petrográfico, geoquímico e mineraloquímico e geocronológico. As rochas foram analisadas com microscópio petrográfico, com descição da mineralogia constituinte e texturas. As rochas do BSN correspondem a granitos hololeucocráticos e leucocráticos com granulação média a grossa. A mineralogia é composta por fenocristais de feldspato alcalino e quartzo, biotita, plagioclásio e a mineralogia acessória presente é formada por epídoto, zircão, titanita, fluorita e minerais opacos. As rochas mostram-se bastante diferenciadas (66,5-74,6% SiO2) e a maioria apresentam valores de SiO2 superior a 70%. Elas são pobres em MgO (0,06- 1,7%), TiO2 (0,6 - 0,06%), CaO (0,2-3,2%), P2O5 (0,02-0,35%), Al2O3 (12,77-16,12). Os óxidos de TiO2, Al2O3, MgO, CaO, Na2O, P2O5 e FeOt em diagramas binários do tipo óxidoóxido, formam retas de inclinação negativa, refletindo as tendências de diferenciação. Este comportamento pode indicar o fracionamento de minerais opacos, biotita, titanita e plagioclásio. Suas características geoquímicas, incluindo alta sílica, álcalis e HFSE, indicam uma afinidade com granitos tipo A, típico de ambientes extencionais. As diferenças nos elementos-traço entre os augen gnaisses e os granitos porfiríticos são atribuídas à acumulação de cristais durante a diferenciação magmática. Os augen gnaisses se assemelham a fusões provenientes da fusão por desidratação em baixa pressão de fontes calcio-alcalinas. A descida da placa basáltica durante a extensão litosférica provavelmente desencadeou a fusão parcial da crosta, levando à formação de fusões de alta sílica, apoiando um cenário de rifte continental para a ascensão do batólito.
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A grande parte das rochas do BSN corresponde a augen granito gnaíssico e localmente no interior dos granitos deformados ocorre granito porfirítico desprovido da estrutura gnáissica. Diques pegmatítico e granítico são ocasionais e xenólitos anfibolíticos das rochas metassedimentares são esporádicos. Foram selecionadas rochas representativas do BSN para estudos petrográfico, geoquímico e mineraloquímico e geocronológico. As rochas foram analisadas com microscópio petrográfico, com descição da mineralogia constituinte e texturas. As rochas do BSN correspondem a granitos hololeucocráticos e leucocráticos com granulação média a grossa. A mineralogia é composta por fenocristais de feldspato alcalino e quartzo, biotita, plagioclásio e a mineralogia acessória presente é formada por epídoto, zircão, titanita, fluorita e minerais opacos. As rochas mostram-se bastante diferenciadas (66,5-74,6% SiO2) e a maioria apresentam valores de SiO2 superior a 70%. Elas são pobres em MgO (0,06- 1,7%), TiO2 (0,6 - 0,06%), CaO (0,2-3,2%), P2O5 (0,02-0,35%), Al2O3 (12,77-16,12). Os óxidos de TiO2, Al2O3, MgO, CaO, Na2O, P2O5 e FeOt em diagramas binários do tipo óxidoóxido, formam retas de inclinação negativa, refletindo as tendências de diferenciação. Este comportamento pode indicar o fracionamento de minerais opacos, biotita, titanita e plagioclásio. Suas características geoquímicas, incluindo alta sílica, álcalis e HFSE, indicam uma afinidade com granitos tipo A, típico de ambientes extencionais. As diferenças nos elementos-traço entre os augen gnaisses e os granitos porfiríticos são atribuídas à acumulação de cristais durante a diferenciação magmática. Os augen gnaisses se assemelham a fusões provenientes da fusão por desidratação em baixa pressão de fontes calcio-alcalinas. A descida da placa basáltica durante a extensão litosférica provavelmente desencadeou a fusão parcial da crosta, levando à formação de fusões de alta sílica, apoiando um cenário de rifte continental para a ascensão do batólito.The Serra Negra Batholith (BSN), covering an area of 155 km², is intrusive into the metavolcano-sedimentary terrains of the Marancó Domain and is located in the northwestern region of the State of Sergipe and northeastern Bahia. This batholith is oriented SE-NW, forming a range of hills extending for 40 km with an average width of 3.8 km. The BSN has an age of 933 ± 7 Ma and, to date, is the sole representative of Tonian magmatism identified within the terrains of the Sergipano Orogenic System, structured during the Neoproterozoic. The majority of the rocks in the BSN are augen gneissic granites, with porphyritic granites devoid of gneissic structure occurring locally within the deformed granites. Occasional pegmatitic and granitic dykes are present, along with sporadic amphibolitic xenoliths from the metasedimentary rocks. Representative samples of the BSN were selected for petrographic, whole-rock geochemical, and mineral-chemical studies. These rocks were examined using a petrographic microscope to describe their constituent mineralogy, textures, and modal compositions, enabling their classification on the QAPF diagram for igneous rocks. The BSN rocks are hololeucocratic to leucocratic granites with medium to coarse grain sizes. Their mineralogy comprises phenocrysts of alkali feldspar and quartz, plagioclase, and accessory minerals such as epidote, zircon, titanite, fluorite, and opaque minerals. These rocks are highly differentiated (66.5–74.6% SiO₂), with most samples exhibiting SiO₂ values exceeding 70%. They are depleted in MgO (0.06–1.7%), TiO₂ (0.06–0.6%), CaO (0.2–3.2%), P₂O₅ (0.02– 0.35%), and Al₂O₃ (12.77–16.12%). In binary oxide-oxide diagrams, TiO₂, Al₂O₃, MgO, CaO, Na₂O, P₂O₅, and FeOt display negative slopes, reflecting differentiation trends likely associated with the fractional crystallisation of opaque minerals, biotite, titanite, and plagioclase. Its geochemical characteristics, including high silica, alkalis, and HFSE, indicate an A-type granite affinity, typical of extensional environments. Differences in trace elements between augen- gneisses and porphyritic granites are attributed to crystal accumulation during magmatic differentiation. The augen-gneisses resemble melts from low-pressure dehydration melting of calc-alkaline sources. Basaltic underplating during lithospheric extension likely triggered partial crustal melting, leading to the formation of high-silica melts, supporting a continental rift setting for the batholith's emplacement.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPqCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, CAPESengUniversidade Federal da BahiaPrograma de Pós-Graduação em Geologia (PGGEOLOGIA) UFBABrasilInstituto de GeociênciasGraniteTonianBorborema ProvinceGeologyCNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOLOGIA::PETROLOGIAGranitoTonianoProvíncia BorboremaGeologiaPetrologia do magmatismo anorogênico Cariris Velhos no Sistema Orogênico Sergipano: batólito Serra Negra.Petrology of the anorogenic magmatism of the Cariris Velhos in the Sergipano Orogenic System: Serra Negra. batholithDoutoradoinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionConceição, Herbethttps://orcid.org/0000-0002-9172-4519http://lattes.cnpq.br/2568138158987690Rosa, Maria de Lourdes da Silvahttps://orcid.org/0000-0002-5099-829Xhttp://lattes.cnpq.br/9814085660417748Guimarães, Ignez de PinhoConceição, Herbethttps://orcid.org/0000-0002-9172-4519http://lattes.cnpq.br/2568138158987690Marques de Sá, Carlos Dingeshttps://orcid.org/0000-0002-6619-1407http://lattes.cnpq.br/6455429844374173Cruz, Simone Cerqueira Pereirahttps://orcid.org/0000-0002-9645-1927http://lattes.cnpq.br/8624206151398922Lisboa, Vinicius Anselmo Carvalhohttps://orcid.org/0000-0002-1976-3118http://lattes.cnpq.br/7030921022632577Conceição, Joane Almeida dahttp://lattes.cnpq.br/5249949263875111http://lattes.cnpq.br/3023163091988403https://orcid.org/0000-0002-4547-0263http://lattes.cnpq.br/1827815479918697Lima, Rayane Gois deinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFBAinstname:Universidade Federal da Bahia (UFBA)instacron:UFBAORIGINALVolume Finalizado_Rayane Gois de Lima (1).pdfVolume Finalizado_Rayane Gois de Lima (1).pdfTese de Doutorado_Rayane Gois de Limaapplication/pdf17232504https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/42055/1/Volume%20Finalizado_Rayane%20Gois%20de%20Lima%20%281%29.pdf78c36c2eb46ee50e46138774fad51ba1MD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1720https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/42055/2/license.txtd9b7566281c22d808dbf8f29ff0425c8MD52open accessri/420552025-05-19 08:51:44.987open accessoai:repositorio.ufba.br:ri/42055TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBvIGF1dG9yIG91IHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsIHRyYWR1emlyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3Vtbykgbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlL291IGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBlL291IHbDrWRlby4KCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgY29uY29yZGEgcXVlIG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIGUvb3UgZm9ybWF0byBwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbywgcG9kZW5kbyBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLiAKCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBSRVNVTFRFIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTywgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPLCBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKTyBSZXBvc2l0w7NyaW8gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyLCBjbGFyYW1lbnRlLCBvIChzKSBzZXUocykgbm9tZSAocykgb3UgbyAocykgbm9tZSAocykgZG8gKHMpIGRldGVudG9yIChlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufba.br/oai/requestrepositorio@ufba.bropendoar:19322025-05-19T11:51:44Repositório Institucional da UFBA - Universidade Federal da Bahia (UFBA)false
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