Violência no trabalho e transtornos mentais comuns em trabalhadores/as da saúde em três municípios baianos
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Saúde, Ambiente e Trabalho (PPGSAT)
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| Departamento: |
Faculdade de Medicina da Bahia
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/40079 |
Resumo: | Durante a pandemia de COVID-19, os trabalhadores/as da saúde ganharam reconhecimento pela sua importância para o bem-estar social. Entretanto, juntamente com esse reconhecimento, também foram reveladas precariedades no ambiente de trabalho, como a exposição à violência, seja dos usuários dos serviços de saúde ou entre colegas. A organização do trabalho, com exacerbação de estressores ocupacionais e sobrecarga laboral, torna o ambiente de trabalho suscetível a violências, como agressões e assédio. Ao mesmo tempo, os Transtornos Mentais Comuns (TMC) têm mostrado um crescimento significativo, principalmente entre os trabalhadores/as da saúde nos últimos anos, sendo responsáveis por uma das principais causas de afastamento do trabalho e concessão de benefícios pela Previdência Social. Esse contexto do trabalho em saúde, com estressores e situações de violência, está associado a maior ocorrência de problemas de saúde mental, como os TMC, o que pode ser agravado na conjunta brasileira durante a pandemia de COVID-19. Objetivos: Dessa forma, essa dissertação objetivou analisar a associação entre a exposição à violência no trabalho e TMC em trabalhadores/as da saúde da atenção primária e média complexidade em três municípios baianos, no nordeste brasileiro. Métodos: Realizou-se um estudo epidemiológico de corte transversal analítico, com uma amostra representativa dos trabalhadores/as da saúde de três municípios do Estado da Bahia: Feira de Santana, São Gonçalo dos Campos e Cruz das Almas. A população alvo foi composta por trabalhadores/as da saúde da Atenção Primária e Média Complexidade. A coleta de dados foi iniciada em abril de 2021, e finalizada em abril de 2022. O desfecho dos transtornos mentais comuns foi avaliado pelo Self Reporting Questionnaire (SRQ-20), enquanto a exposição à violência foi avaliada a partir da pergunta: você sofreu, nos últimos 12 meses, alguma agressão no seu trabalho? Tal questão faz parte do bloco X, específico sobre agressões e violências no trabalho, do questionário estruturado. Os aspectos psicossociais do trabalho foram avaliados por meio da escala de Desequilíbrio Esforço-recompensa (ERI). Resultados: A amostra final deste estudo consistiu em 1.011 participantes, respondentes dos questionários utilizados e com informações completas acerca das variáveis de interesse. A prevalência de TMC entre trabalhadores/as da saúde da atenção primária e média complexidade foi de 40,8%. Trabalhadores/as expostos a situações violentas apresentaram 2,2 vezes maior chance de apresentarem o desfecho (OR = 2,28; IC 95% 1,44- 3,59), mesmo após ajuste para fatores de confusão. Fatores psicossociais do trabalho como desequilíbrio esforço e recompensa, e comprometimento excessivo também estiveram associados positivamente aos TMC. Conclusão: Os achados confirmam a hipótese de que a violência no trabalho em saúde, no contexto pós-pandemia de COVID-19, está associada aos TMC, sendo a violência um fator de risco à saúde independente. Os resultados são consistentes com a literatura prévia de outros países e de outros contextos. Demonstrou-se também alta prevalência de TMC entre os trabalhadores/as da saúde da atenção primária e média complexidade, o que aponta para a necessidade de ações preventivas e de promoção da saúde para esse grupo de trabalhadores/as no âmbito do Sistema Único de Saúde. Diferentemente de fatores sociodemográficos e de perfil ocupacional, que não se associaram ao desfecho, os 11 estressores psicossociais do trabalho, como o desequilíbrio entre esforços e recompensas e o comprometimento excessivo também merecem atenção, tendo apresentado medidas de efeito de grande magnitude, o que sugere que as intervenções que minimizem a violência no trabalho e seus possíveis efeitos na saúde mental devem focar na organização do trabalho e nos determinantes sociais da saúde. |
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Diferentemente de fatores sociodemográficos e de perfil ocupacional, que não se associaram ao desfecho, os 11 estressores psicossociais do trabalho, como o desequilíbrio entre esforços e recompensas e o comprometimento excessivo também merecem atenção, tendo apresentado medidas de efeito de grande magnitude, o que sugere que as intervenções que minimizem a violência no trabalho e seus possíveis efeitos na saúde mental devem focar na organização do trabalho e nos determinantes sociais da saúde.During the COVID-19 pandemic, health workers have gained recognition for their importance to social well-being. However, along with this recognition, precariousness has also been revealed in the work environment, such as exposure to violence, whether from users of health services or among colleagues. The organization of work, with its exacerbation of occupational stressors and work overload, makes the work environment susceptible to violence, such as aggression and harassment. At the same time, Common Mental Disorders (CMD) have shown significant growth, especially among health workers in recent years, and are responsible for one of the main causes of absence from work and the granting of Social Security benefits. This context of health work, with stressors and situations of violence, is associated with a greater occurrence of mental health problems, such as CMDs, which may be aggravated in the Brazilian context during the COVID-19 pandemic. Objectives: This dissertation aimed to analyze the association between exposure to violence at work and CMD in primary and medium-complexity healthcare workers in three municipalities in northeastern Brazil. Methods: An analytical cross-sectional epidemiological study was carried out with a representative sample of health workers from three municipalities in the state of Bahia: Feira de Santana, São Gonçalo dos Campos and Cruz das Almas. The target population was made up of health workers from Primary Care and Medium Complexity. Data collection began in April 2021 and ended in April 2022. The outcome of common mental disorders was assessed using the Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20), while exposure to violence was assessed using the question: have you suffered any aggression at work in the last 12 months? This question is part of block X, specifically on aggression and violence at work, of the structured questionnaire. The psychosocial aspects of work were assessed using the Effort-Reward Imbalance (ERI) scale. Results: The final sample of this study consisted of 1,011 participants who answered the questionnaires used and provided complete information on the variables of interest. The prevalence of CMD among primary care and medium-complexity health workers was 40.8%. Workers exposed to violent situations were 2.2 times more likely to have the outcome (OR = 12 2.28; 95% CI 1.44- 3.59), even after adjusting for confounding factors. Psychosocial work factors such as imbalance between effort and reward and excessive commitment were also positively associated with CMD. Conclusion: The findings confirm the hypothesis that violence at work in healthcare, in the post-COVID-19 pandemic context, is associated with CMDs, with violence being an independent health risk factor. The results are consistent with previous literature from other countries and other contexts. There was also a high prevalence of CMD among health workers in primary and medium-complex care, which points to the need for preventive and health promotion actions for this group of workers within the Unified Health System. Unlike sociodemographic and occupational profile factors, which were not associated with the outcome, psychosocial stressors at work, such as the imbalance between effort and rewards and overcommitment, also deserve attention, having shown measures of effect of great magnitude, which suggests that interventions to minimize violence at work and its possible effects on mental health should focus on the organization of work and the social determinants of health.porUniversidade Federal da BahiaPrograma de Pós-Graduação em Saúde, Ambiente e Trabalho (PPGSAT) UFBABrasilFaculdade de Medicina da BahiaMental disordersViolence at workHealth workersPsychosocial aspects of workCNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVATranstorno mentaisViolência no trabalhoTrabalhadores/as da saúdeAspectos psicossociais do trabalhoViolência no trabalho e transtornos mentais comuns em trabalhadores/as da saúde em três municípios baianosMestrado Acadêmicoinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionFeijó, Fernando RibasFeijó, Fernando RibasAlmeida, Milena Maria Cordeiro dePinho, Paloma de Sousahttp://lattes.cnpq.br/6300014934995287Reis, Elaine de Souzainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFBAinstname:Universidade Federal da Bahia (UFBA)instacron:UFBAORIGINALDISSERTAÇAO_ELAINE_VERSÃO FINAL_PDF.pdfDISSERTAÇAO_ELAINE_VERSÃO FINAL_PDF.pdfapplication/pdf3102395https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/40079/1/DISSERTA%c3%87AO_ELAINE_VERS%c3%83O%20FINAL_PDF.pdfbb128e2a5a876c52026e67f4025f34d7MD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1720https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/40079/2/license.txtd9b7566281c22d808dbf8f29ff0425c8MD52open accessri/400792024-09-04 15:54:07.739open accessoai:repositorio.ufba.br:ri/40079TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBvIGF1dG9yIG91IHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsIHRyYWR1emlyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3Vtbykgbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlL291IGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBlL291IHbDrWRlby4KCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgY29uY29yZGEgcXVlIG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIGUvb3UgZm9ybWF0byBwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbywgcG9kZW5kbyBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLiAKCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBSRVNVTFRFIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTywgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPLCBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKTyBSZXBvc2l0w7NyaW8gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyLCBjbGFyYW1lbnRlLCBvIChzKSBzZXUocykgbm9tZSAocykgb3UgbyAocykgbm9tZSAocykgZG8gKHMpIGRldGVudG9yIChlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufba.br/oai/requestrepositorio@ufba.bropendoar:19322024-09-04T18:54:07Repositório Institucional da UFBA - Universidade Federal da Bahia (UFBA)false |
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