Aspectos clínicos, nutricionais e alterações da motilidade intestinal em pacientes com dor crônica miofascial
| Ano de defesa: | 2010 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/11186 |
Resumo: | Introdução: A dor crônica miofascial, problema grave e crescente de saúde pública, é caracterizada por dor em zona muscular correspondente onde se encontram os chamados pontos gatilhos. Os pacientes com dor crônica apresentam comprometimento do bem estar físico, psíquico e social. Distúrbios da motilidade intestinal têm sido relatados em pacientes com dor musculoesquelética crônica e podem ser capazes de aumentar a sensibilidade de nociceptores aos estímulos dolorosos. Considerando a alta prevalência de obstipação em pacientes com dores crônicas musculoesqueléticas, o presente estudo teve como objetivo identificar a presença de distúrbios da motilidade intestinal correlacionando-os com as variáveis clínicas e nutricionais apresentadas por pacientes portadores de dor crônica miofascial atendidos em ambulatório de referência. Metodologia: Estudo de caso-controle realizado com 54 indivíduos adultos de ambos os gêneros, sendo 28 pacientes (grupo I) e 26 indivíduos sem dor (grupo II). A intensidade referida da dor foi avaliada por meio escala numérica da dor. A presença de obstipação foi avaliada a partir dos critérios de Roma III. Foram aplicados 2 Recordatórios de 24h e Registro alimentar de 3 dias para avaliar o consumo de fibras e ingestão hídrica. Para o processamento dos dados foi utilizado o software Statistical Packcage for Social Science (SPSS) na versão 17.0, sendo fixado um 0,05%. Resultados: A média da idade foi de 45,9 anos + 7,6DP e 41,2 anos + 12,2DP nos grupos I e II,respectivamente. A intensidade da dor referida apresentou moda igual 8 pontos. O grupo I apresentou-se mais sedentário (p = 0,028). A freqüência de obstipação foi maior entre os pacientes do grupo I, onde a chance de apresentar quadro de obstipação foi 4,2 vezes maior quando comparados aos indivíduos sem dor (p = 0,018). O número de dejeções semanais apresentou correlação negativa com a intensidade da dor referida pelos pacientes (r = - 0,644 e p = 0,00). Em nenhum dos dois grupos a obstipação apresentou associação com a ingestão de fibras, ingestão hídrica, prática de atividade física ou uso de fármacos (p> 0,05). A presença de sintomas de ansiedade e depressão apresentou diferença significante entre os indivíduos com obstipação em relação aos indivíduos com ritmo intestinal normal (p=0,029 e 0,024, respectivamente). Conclusão: A obstipação foi freqüente nesta população e apresentou importante associação com a intensidade da dor. A ingestão hídrica, ingestão de fibras, hábitos de vida e uso de medicamentos não apresentaram associação com a obstipação nesse estudo. |
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Barros Neto, João AraújoBarros Neto, João AraújoJesus, Rosangela Passos de2013-05-22T23:20:40Z2013-05-22T23:20:40Z2010http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/11186Introdução: A dor crônica miofascial, problema grave e crescente de saúde pública, é caracterizada por dor em zona muscular correspondente onde se encontram os chamados pontos gatilhos. Os pacientes com dor crônica apresentam comprometimento do bem estar físico, psíquico e social. Distúrbios da motilidade intestinal têm sido relatados em pacientes com dor musculoesquelética crônica e podem ser capazes de aumentar a sensibilidade de nociceptores aos estímulos dolorosos. Considerando a alta prevalência de obstipação em pacientes com dores crônicas musculoesqueléticas, o presente estudo teve como objetivo identificar a presença de distúrbios da motilidade intestinal correlacionando-os com as variáveis clínicas e nutricionais apresentadas por pacientes portadores de dor crônica miofascial atendidos em ambulatório de referência. Metodologia: Estudo de caso-controle realizado com 54 indivíduos adultos de ambos os gêneros, sendo 28 pacientes (grupo I) e 26 indivíduos sem dor (grupo II). A intensidade referida da dor foi avaliada por meio escala numérica da dor. A presença de obstipação foi avaliada a partir dos critérios de Roma III. Foram aplicados 2 Recordatórios de 24h e Registro alimentar de 3 dias para avaliar o consumo de fibras e ingestão hídrica. Para o processamento dos dados foi utilizado o software Statistical Packcage for Social Science (SPSS) na versão 17.0, sendo fixado um 0,05%. Resultados: A média da idade foi de 45,9 anos + 7,6DP e 41,2 anos + 12,2DP nos grupos I e II,respectivamente. A intensidade da dor referida apresentou moda igual 8 pontos. O grupo I apresentou-se mais sedentário (p = 0,028). A freqüência de obstipação foi maior entre os pacientes do grupo I, onde a chance de apresentar quadro de obstipação foi 4,2 vezes maior quando comparados aos indivíduos sem dor (p = 0,018). O número de dejeções semanais apresentou correlação negativa com a intensidade da dor referida pelos pacientes (r = - 0,644 e p = 0,00). Em nenhum dos dois grupos a obstipação apresentou associação com a ingestão de fibras, ingestão hídrica, prática de atividade física ou uso de fármacos (p> 0,05). A presença de sintomas de ansiedade e depressão apresentou diferença significante entre os indivíduos com obstipação em relação aos indivíduos com ritmo intestinal normal (p=0,029 e 0,024, respectivamente). Conclusão: A obstipação foi freqüente nesta população e apresentou importante associação com a intensidade da dor. 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