Entre o Semiárido e o Recôncavo baianos: a expressão de futuro no português falado em Feira de Santana - BA

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Rocha, Franciane lattes
Orientador(a): Ramacciotti, Dante Eustachio Lucchesi
Banca de defesa: Ramacciotti, Dante Eustachio Lucchesi, Tesch, Leila Maria, Lopes, Norma da Silva, Mota, Jacyra Andrade, Ribeiro, Silvana Soares Costa
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Língua e Cultura (PPGLINC) 
Departamento: Instituto de Letras
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41850
Resumo: A variabilidade na expressão de futuro é uma característica reconhecida das línguas românicas e apresenta uma produtividade notável no português brasileiro. Diversos estudos linguísticos apontam para o estabelecimento do uso das formas perifrásticas de expressão do futuro em detrimento do uso das formas sintéticas. Estuda-se nesta tese, o fenômeno à luz da Sociolinguística Variacionista, de pontos de vista quantitativo e também qualitativo, em dados extraídos de 48 entrevistas provenientes do projeto “A língua portuguesa no semiárido baiano”, sediado na UEFS. Os informantes são nativos de Feira de Santana - BA, uma comunidade bastante representativa dos falares do Estado da Bahia e importante dos pontos de vista demográfico, econômico e geográfico. O estudo observa os extremos sociais e linguísticos dessa comunidade, com dados de fala de informantes urbanos com nível superior e de falantes semiescolarizados residentes na zona rural, tentando obter, assim, um retrato da polarização sociolinguística vigente no Brasil. A amostra forneceu, 931 excertos de cinco diferentes formas de expressão da futuridade: o futuro simples (0,8%) (Ex.: Eu falarei...), o presente com valor de futuro (15,9%) (Ex.: Falo sobre isso amanhã), a perífrase com ir no presente + infinitivo (82,5%) (Ex.: Vou falar...); o presente progressivo (0,3%) (Ex.: Vou estar falando...); e outras formas com gerúndios (0,5%) (Ex.: Estarei falando...). Para as formas com menor expressividade numérica, procedeu-se análise qualitativa destacando-se a importância desse tipo de investigação no âmbito das pesquisas sociolinguísticas. Com os dados das duas formas dominantes, realizou-se o processamento multivariacional próprio às análises sociolinguísticas quantitativas, utilizando o script Rbrul rodado no pacote de programas R. As formas de presente com valor de futuro foram consideradas como regra de aplicação por serem estas as únicas formas resistentes ao forte espraiamento da perífrase de futuro. Foram submetidas ao processamento estatístico 22 variáveis explanatórias, das quais 9 foram retornadas como relevantes à seleção do presente como expressão do futuro, nenhuma delas de natureza social (já que tratamos de um fenômeno mais estrutural do que socialmente condicionado). Observou-se que 3 das variáveis retornadas estavam intimamente ligadas à ocorrência do verbo ir, o que trouxe a necessidade de um novo processamento isolando esse contexto. Como resultado, a variável restritiva de ir foi selecionada na posição de maior relevância, confirmando a hipótese da influência desse verbo sobre o padrão de uso da forma de presente com valor de futuro. O exame das estatísticas referentes às outras variáveis selecionadas, permite afirmar sobre a influência da presença da marca de futuridade fora do verbo para a ocorrência do presente com valor de futuro e concluir que certas propriedades semânticas internas ao verbo e à construção sintática em si, como a dinamicidade e a duratividade, têm também grande influência nesse padrão de produtividade. Conclui-se, ainda, que o presente ocorre em contextos específicos, ora concorrentes, ora paralelos às formas perifrásticas, mas sempre atendendo a necessidades comunicativas específicas do falante, servindo por exemplo, à marcação de um alto grau de comprometimento com a realização da ação, ou à gradação de certeza que o falante quer imprimir ao ato discursivo. Completou-se, assim, o propósito do estudo de contribuir para um melhor entendimento do fenômeno investigado e da realidade sociolinguística do PB.
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spelling 2025-04-23T01:09:43Z2025-04-23T01:09:43Z2018-06-15https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41850A variabilidade na expressão de futuro é uma característica reconhecida das línguas românicas e apresenta uma produtividade notável no português brasileiro. Diversos estudos linguísticos apontam para o estabelecimento do uso das formas perifrásticas de expressão do futuro em detrimento do uso das formas sintéticas. Estuda-se nesta tese, o fenômeno à luz da Sociolinguística Variacionista, de pontos de vista quantitativo e também qualitativo, em dados extraídos de 48 entrevistas provenientes do projeto “A língua portuguesa no semiárido baiano”, sediado na UEFS. Os informantes são nativos de Feira de Santana - BA, uma comunidade bastante representativa dos falares do Estado da Bahia e importante dos pontos de vista demográfico, econômico e geográfico. O estudo observa os extremos sociais e linguísticos dessa comunidade, com dados de fala de informantes urbanos com nível superior e de falantes semiescolarizados residentes na zona rural, tentando obter, assim, um retrato da polarização sociolinguística vigente no Brasil. A amostra forneceu, 931 excertos de cinco diferentes formas de expressão da futuridade: o futuro simples (0,8%) (Ex.: Eu falarei...), o presente com valor de futuro (15,9%) (Ex.: Falo sobre isso amanhã), a perífrase com ir no presente + infinitivo (82,5%) (Ex.: Vou falar...); o presente progressivo (0,3%) (Ex.: Vou estar falando...); e outras formas com gerúndios (0,5%) (Ex.: Estarei falando...). Para as formas com menor expressividade numérica, procedeu-se análise qualitativa destacando-se a importância desse tipo de investigação no âmbito das pesquisas sociolinguísticas. 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Como resultado, a variável restritiva de ir foi selecionada na posição de maior relevância, confirmando a hipótese da influência desse verbo sobre o padrão de uso da forma de presente com valor de futuro. O exame das estatísticas referentes às outras variáveis selecionadas, permite afirmar sobre a influência da presença da marca de futuridade fora do verbo para a ocorrência do presente com valor de futuro e concluir que certas propriedades semânticas internas ao verbo e à construção sintática em si, como a dinamicidade e a duratividade, têm também grande influência nesse padrão de produtividade. Conclui-se, ainda, que o presente ocorre em contextos específicos, ora concorrentes, ora paralelos às formas perifrásticas, mas sempre atendendo a necessidades comunicativas específicas do falante, servindo por exemplo, à marcação de um alto grau de comprometimento com a realização da ação, ou à gradação de certeza que o falante quer imprimir ao ato discursivo. Completou-se, assim, o propósito do estudo de contribuir para um melhor entendimento do fenômeno investigado e da realidade sociolinguística do PB.The variability in the expression of the future is a recognized characteristic of the Romance languages. It is remarkably productive in Brazilian Portuguese (BP). Several linguistic studies point to the establishment of the use of periphrastic forms of future expression as diminishes the use of the synthetic ones. We have studied this phenomenon based on the principles of Variationist Sociolinguistics from quantitative and qualitative points of view in data extracted from 48 interviews of speakers from Feira de Santana - BA, a very representative community of the State of Bahia in terms of language, which is also important from demographic, economic and geographic points of view. The study considers language of the social borders of this community, bringing data of informants from the urban areas with graduate education and also, from poorly literate speakers from rural areas, as an attempt to obtain a picture of the current sociolinguistic polarization in Brazil. In our sample, we found 931 occurrences from five different forms futurity expression: the simple future (0.8%) (e.g. Eu falarei...), the present with future value (15.9%) (e.g. Falo sobre isso amanhã…), the periphrasis: ir in the present + infinitive (82.5%) (e.g. Eu vou falar...); the present progressive (0.3%) (e.g. Vou estar falando...); and forms with gerunds (0.5%) (e.g. Estarei falando....). For the less numerically expressive structures, we conducted a qualitative analysis, drawing attention to the importance of this type of investigation in the scope of Sociolinguistic research. Based on the data of the two dominant forms, we followed into the multivariate processing (needed to any analyzes in the quantitative sociolinguistic scope) using the Rbrul script ran in the R package. We considered the present forms with future value as rule of application because they are the only forms resistant to strong spreading of the future periphrasis. Twenty-two explanatory variables were submitted to statistical processing, of which 9 were returned as relevant to the selection of present as an expression of the future. None of the relevant variables are of social nature, since we dealt with a phenomenon that is more structurally than socially conditioned. We, then, realized that 3 of the relevant variables were closely linked to the occurrence of the ir verb, so, we decided to re-process it by isolating this context. As a result, the restrictive variable was selected in the most relevant position, confirming our hypothesis of the influence of this verb on the using pattern of the present form with future value. By examining the statistics of the other selected variables, we were able to draw up statements about the influence of future marks outside the verb for the occurrence of the present with future value. We inferred that certain semantic properties, which are internal to the verb and to the syntactic construction itself, as dynamicity and durability, also have a great influence on this productivity standard. We also concluded that the present occurs in specific contexts, sometimes concurrent, sometimes parallel to periphrastic forms, but always attending to the speaker's specific communicative needs, for example, by marking a higher degree of commitment to the fulfillment of the act, or to the degree of certainty the speaker wants to imprint to the discursive act. We thus completed the purpose of this study, contributing to a better understanding of the phenomenon and of the sociolinguistic configuration of PB.porUniversidade Federal da BahiaPrograma de Pós-Graduação em Língua e Cultura (PPGLINC) UFBABrasilInstituto de LetrasFuture tenseBrazilian PortugueseFeira de Santana - BASociolinguisticsCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTESFuturo verbalPortuguês brasileiroFeira de Santana - BASociolinguísticaEntre o Semiárido e o Recôncavo baianos: a expressão de futuro no português falado em Feira de Santana - BADoutoradoinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionRamacciotti, Dante Eustachio LucchesiOliveira, Josane Moreira deRamacciotti, Dante Eustachio LucchesiTesch, Leila MariaLopes, Norma da SilvaMota, Jacyra AndradeRibeiro, Silvana Soares Costahttp://lattes.cnpq.br/9829243092163622Rocha, Francianeinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFBAinstname:Universidade Federal da Bahia (UFBA)instacron:UFBAORIGINALAta assinada.pdfAta assinada.pdfapplication/pdf660912https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/41850/1/Ata%20assinada.pdffbadd40e753dc416bb0e20ef51025078MD51open accesstese_franciane_rocha_versao_final.pdftese_franciane_rocha_versao_final.pdfapplication/pdf17018961https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/41850/2/tese_franciane_rocha_versao_final.pdffa36d0978c1b0d3855df174cc2a30f1aMD52open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1720https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/41850/3/license.txtd9b7566281c22d808dbf8f29ff0425c8MD53open accessri/418502025-04-22 22:09:43.906open accessoai:repositorio.ufba.br:ri/41850TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBvIGF1dG9yIG91IHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsIHRyYWR1emlyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3Vtbykgbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlL291IGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBlL291IHbDrWRlby4KCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgY29uY29yZGEgcXVlIG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIGUvb3UgZm9ybWF0byBwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbywgcG9kZW5kbyBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLiAKCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBSRVNVTFRFIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTywgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPLCBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKTyBSZXBvc2l0w7NyaW8gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyLCBjbGFyYW1lbnRlLCBvIChzKSBzZXUocykgbm9tZSAocykgb3UgbyAocykgbm9tZSAocykgZG8gKHMpIGRldGVudG9yIChlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufba.br/oai/requestrepositorio@ufba.bropendoar:19322025-04-23T01:09:43Repositório Institucional da UFBA - Universidade Federal da Bahia (UFBA)false
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