Ocupação e mortalidade materna no Brasil.
| Ano de defesa: | 2019 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Instituto de Saúde Coletiva
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/32222 |
Resumo: | Objetivo: Estimar a razão de mortalidade materna segundo a ocupação no Brasil. Métodos: Trata-se de estudo de mortalidade realizado com dados nacionais do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC) no ano de 2015. Foram estimadas as Razões de Mortalidade Materna (RMM) de acordo com a ocupação materna registrada em declarações de óbito, utilizando a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), versão 2002. Resultados: Foram encontrados 1.738 registros de óbitos maternos, correspondendo a uma RMM=57,6/100.000 nascidos vivos. A RMM variou entre as categorias ocupacionais, sendo maior entre as trabalhadoras dos serviços e da agropecuária, particularmente para as empregadas domésticas (RMM=123,2/100.000 nascidos vivos), seguidas pelas trabalhadoras agropecuárias em geral (RMM=88,3/100.000 nascidos vivos). Também apresentaram elevada RMM as manicures e técnicas de enfermagem. A ocupação materna não foi informada em 17,0% dos casos do SIM e em 13,2% do SINASC, e registros inconsistentes foram encontrados, como “donas de casa”, o mais comum no SIM (35,5%) e no SINASC (39,1%). Conclusões: A mortalidade materna difere de acordo com a ocupação, sugerindo uma contribuição do trabalho, o que requer pesquisas adicionais para identificar os fatores de risco ocupacionais. Fatores socioeconômicos estão intimamente relacionados à ocupação e sua combinação com exposições no trabalho e acesso a serviços de saúde precisa ser abordada. |
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