Eficácia e segurança da toxina botulínica no tratamento de indivíduos com paraparesia espástica tropical: um ensaio clínico randomizado duplo-cego e controle-placebo
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Instituição de defesa: |
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas (PPGORGSISTEM)
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| Departamento: |
Instituto de Ciências da Saúde - ICS
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/38877 |
Resumo: | Introdução – A mielopatia associada ao HTLV-1, ou paraparesia espástica tropical (MAH/PET), é uma doença progressiva e incapacitante. A espasticidade é um dos principais sintomas, e o tratamento se concentra nas drogas antiespásticas e em programas de reabilitação. A toxina botulínica tipo A (TBA) é uma intervenção consolidada no tratamento da espasticidade, embora haja escassez de estudos em pessoas com MAH/PET. Objetivo – Avaliar a eficácia e a segurança da TBA no tratamento de pessoas com MAH/PET. Métodos – Trata-se de um ensaio clínico randomizado, controlado, duplo-cego e controle-placebo, realizado com indivíduos maiores de 18 anos, diagnosticados com MAH/PET, que não tinham feito uso de TBA para tratamento de espasticidade. Os desfechos primários – espasticidade (escala de Ashworth modificada – EMA) e segurança (efeitos adversos), e os desfechos secundários – dor (mapa corporal de Michigan, MCM, e escala visual analógica – EVA), independência funcional motora (medida de independência funcional motora), variáveis espaço-temporais da marcha (teste de caminhada de 10 metros, TC10m), mobilidade funcional (timed up and go test, TUG), desempenho no sentar e levantar (teste de sentar e levantar de 5 repetições, TSL5R), funcionalidade (World Health Organization Disability Assessment 2.0, WHODAS 2.0) e qualidade de vida (Short Form Health Survey 36 itens , SF-36) – foram avaliados antes e três meses após a intervenção. Os participantes foram randomizados nos grupos TBA e controle-placebo (soro fisiológico), sendo estratificados de acordo com a capacidade de deambulação. O avaliador, o neurologista e os participantes não souberam a que grupo pertenciam. Resultados – Dois artigos científicos foram construídos. No total, 36 participantes foram analisados, com idade média de 59 (DP 14) anos, e tempo de doença médio de 11 (DP 5) anos. No primeiro estudo, no grupo TBA, houve diferença nos domínios aspectos físicos, dor, estado geral de saúde e saúde mental da SF-36, e no domínio mobilidade da WHODAS. No grupo controle-placebo, houve diferença no domínio mobilidade da WHODAS e no domínio dor da SF-36. Na análise intergrupo, houve diferença no domínio estado geral de saúde da SF-36. Não houve diferença na frequência dos efeitos adversos. No segundo estudo, não houve diferença intra e intergrupo em EMA, velocidade e cadência da marcha, tamanho do passo, TUG e no TSL5R. Conclusão – A TBA é segura para pessoas com MAH/PET, embora a primeira dose de TBA não fosse eficaz no tratamento de pessoas com MAH/PET após três meses de intervenção. Sugere-se que os próximos estudos identifiquem perfis de pessoas com MAH/PET respondentes à TBA e determinem métodos mais específicos de prescrição terapêutica da TBA para essa população. |
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2024-01-17T13:59:47Z2024-01-17T13:59:47Z2023-12-11https://repositorio.ufba.br/handle/ri/38877Introdução – A mielopatia associada ao HTLV-1, ou paraparesia espástica tropical (MAH/PET), é uma doença progressiva e incapacitante. A espasticidade é um dos principais sintomas, e o tratamento se concentra nas drogas antiespásticas e em programas de reabilitação. A toxina botulínica tipo A (TBA) é uma intervenção consolidada no tratamento da espasticidade, embora haja escassez de estudos em pessoas com MAH/PET. Objetivo – Avaliar a eficácia e a segurança da TBA no tratamento de pessoas com MAH/PET. Métodos – Trata-se de um ensaio clínico randomizado, controlado, duplo-cego e controle-placebo, realizado com indivíduos maiores de 18 anos, diagnosticados com MAH/PET, que não tinham feito uso de TBA para tratamento de espasticidade. Os desfechos primários – espasticidade (escala de Ashworth modificada – EMA) e segurança (efeitos adversos), e os desfechos secundários – dor (mapa corporal de Michigan, MCM, e escala visual analógica – EVA), independência funcional motora (medida de independência funcional motora), variáveis espaço-temporais da marcha (teste de caminhada de 10 metros, TC10m), mobilidade funcional (timed up and go test, TUG), desempenho no sentar e levantar (teste de sentar e levantar de 5 repetições, TSL5R), funcionalidade (World Health Organization Disability Assessment 2.0, WHODAS 2.0) e qualidade de vida (Short Form Health Survey 36 itens , SF-36) – foram avaliados antes e três meses após a intervenção. Os participantes foram randomizados nos grupos TBA e controle-placebo (soro fisiológico), sendo estratificados de acordo com a capacidade de deambulação. O avaliador, o neurologista e os participantes não souberam a que grupo pertenciam. Resultados – Dois artigos científicos foram construídos. No total, 36 participantes foram analisados, com idade média de 59 (DP 14) anos, e tempo de doença médio de 11 (DP 5) anos. No primeiro estudo, no grupo TBA, houve diferença nos domínios aspectos físicos, dor, estado geral de saúde e saúde mental da SF-36, e no domínio mobilidade da WHODAS. No grupo controle-placebo, houve diferença no domínio mobilidade da WHODAS e no domínio dor da SF-36. Na análise intergrupo, houve diferença no domínio estado geral de saúde da SF-36. Não houve diferença na frequência dos efeitos adversos. No segundo estudo, não houve diferença intra e intergrupo em EMA, velocidade e cadência da marcha, tamanho do passo, TUG e no TSL5R. Conclusão – A TBA é segura para pessoas com MAH/PET, embora a primeira dose de TBA não fosse eficaz no tratamento de pessoas com MAH/PET após três meses de intervenção. Sugere-se que os próximos estudos identifiquem perfis de pessoas com MAH/PET respondentes à TBA e determinem métodos mais específicos de prescrição terapêutica da TBA para essa população.Introduction: Myelopathy associated to HTLV-1/tropical spastic paraparesis (HAM/TSP) is a progressive and disabling disease. Spasticity is one of the main symptoms, in which treatment focuses on antispastic drugs and rehabilitation programs. Botulinum toxin type A (BTA) is a consolidated intervention in the treatment of spasticity. However, there is a lack of studies on people with HAM/TSP. Objective: To evaluate the efficacy and safety of BTA in the treatment of people with HAM/TSP. Methods: Randomized, controlled, double-blind and placebo-controlled clinical trial, composed of individuals over 18 years old, diagnosed with HAM/TSP, who had not used BTA to treat spasticity. The primary outcomes were spasticity (modified Ashworth scale – MAS) and safety (adverse effects), and the secondary outcomes were pain (Michigan Body Map – MBM; and Visual Analogue Scale – VAS), functional motor independence (Motor Functional Independence Measure), spatial-temporal walk variables (10 meter walk test – 10mWT), functional mobility (Timed up and go test – TUG), performance in the sitting/standing (5-repetition sit/stand test – FTSST), functionality (World Health Organization Disability Assessment 2.0 – WHODAS 2.0) and quality of life (Short Form Health Survey 36 items – SF-36) were assessed before and 3 months after intervention. Participants were randomized into groups: BTA and placebo control (saline), stratified according to their ability to walk. The evaluator, neurologist and participants did not know which group they belonged to. Results: Two scientific articles were constructed. In total, 36 participants were analyzed, with a mean age of 59 (PD 14) years, and an average disease duration of 11 (PD 5) years. In the first study, in the BTA group, there was a difference in the physical aspects, pain, general health and mental health domains of the SF-36, and in the mobility domain of the WHODAS. In the placebo-control group, there was a difference in the mobility domain of the WHODAS, and in the pain domain of the SF-36. In the intergroup analysis, there was a difference in the general health status domain of the SF-36. There was no difference in the frequency of adverse effects. In the second study, there were no intra and intergroup differences in MAS, walk speed and cadence, step size, TUG and FTSST. Conclusion: BTA is safe for people with HAM/TSP. However, the first dose of BTA was not effective in treating people with HAM/TSP after 3 months of intervention. It is suggested that future studies identify profiles of people with HAM/TSP responding to BTA and determine more specific methods of therapeutic prescription of BTA for this population.porUNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIAPrograma de Pós-Graduação em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas (PPGORGSISTEM) UFBABrasilInstituto de Ciências da Saúde - ICSCC0 1.0 Universalhttp://creativecommons.org/publicdomain/zero/1.0/info:eu-repo/semantics/openAccessTropical Spastic ParaparesisHTLV-I Associated MyelopathyMuscle SpasticityCNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONALParaparesia espástica tropicalMielopatia associada ao HTLV-IEspasticidade muscularEficácia e segurança da toxina botulínica no tratamento de indivíduos com paraparesia espástica tropical: um ensaio clínico randomizado duplo-cego e controle-placeboDoutoradoinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionRibeiro, Nildo Manoel da Silvahttps://orcid.org/0000-0002-1879-0405http://lattes.cnpq.br/9314966879265748Ferraz, Daniel DominguezRibeiro, Nildo Manoel da Silvahttps://orcid.org/0000-0002-1879-0405http://lattes.cnpq.br/9314966879265748Blascovi, Silvana Mariahttps://orcid.org/0000-0002-5437-891Xhttp://lattes.cnpq.br/6553900966729412Trippo, Karen Valadareshttps://orcid.org/0000-0002-0182-0129http://lattes.cnpq.br/7077622397421377Correia, Helena Françahttps://orcid.org/0000-0002-8110-4156http://lattes.cnpq.br/1992245039357469Fonseca, Marcus de Lemoshttp://lattes.cnpq.br/5836274666580158http://lattes.cnpq.br/9848780981638380https://orcid.org/0000-0003-3049-0058https://orcid.org/0000-0001-7462-0374http://lattes.cnpq.br/8053753020281260Santos, Matheus de Salesreponame:Repositório Institucional da UFBAinstname:Universidade Federal da Bahia (UFBA)instacron:UFBAORIGINALTese - Matheus de Sales Santos.pdfTese - Matheus de Sales Santos.pdfTese Doutorado - Matheus de Sales Santosapplication/pdf9127261https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/38877/1/Tese%20-%20Matheus%20de%20Sales%20Santos.pdfd464ea605476447425483fbfd2f9e7b3MD51open accessCC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8701https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/38877/2/license_rdf42fd4ad1e89814f5e4a476b409eb708cMD52open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1720https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/38877/3/license.txtd9b7566281c22d808dbf8f29ff0425c8MD53open accessri/388772024-01-17 10:59:47.605open accessoai:repositorio.ufba.br:ri/38877TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBvIGF1dG9yIG91IHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsIHRyYWR1emlyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3Vtbykgbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlL291IGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBlL291IHbDrWRlby4KCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgY29uY29yZGEgcXVlIG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIGUvb3UgZm9ybWF0byBwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbywgcG9kZW5kbyBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLiAKCk8gYXV0b3Igb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IgZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBSRVNVTFRFIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTywgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPLCBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKTyBSZXBvc2l0w7NyaW8gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyLCBjbGFyYW1lbnRlLCBvIChzKSBzZXUocykgbm9tZSAocykgb3UgbyAocykgbm9tZSAocykgZG8gKHMpIGRldGVudG9yIChlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufba.br/oai/requestrepositorio@ufba.bropendoar:19322024-01-17T13:59:47Repositório Institucional da UFBA - Universidade Federal da Bahia (UFBA)false |
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Eficácia e segurança da toxina botulínica no tratamento de indivíduos com paraparesia espástica tropical: um ensaio clínico randomizado duplo-cego e controle-placebo Santos, Matheus de Sales CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL Paraparesia espástica tropical Mielopatia associada ao HTLV-I Espasticidade muscular Tropical Spastic Paraparesis HTLV-I Associated Myelopathy Muscle Spasticity |
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