Entre vistas: corpo, discurso e dança
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Escola de Dança
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós - Graduação em Dança
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/29608 |
Resumo: | Esta pesquisa trata a coimplicação entre discurso e dança nos processos de criação do artista. Para isso, propõe a elaboração de uma equação entre os termos corpo, discurso e dança distante de uma lógica determinista. Discurso e dança aqui se caracterizam como duas maneiras de produzir conhecimento que sempre correspondem ao corpo, visto que são provenientes de sua condição de produzi-los. O corpo opera em fluxo de mudanças, constitui-se de estados provisórios e nesse caráter processual, discurso e dança vão coevoluindo como produções do corpo. Produzir uma dança e produzir um discurso sobre essa dança são ações de um mesmo corpo. A configuração da equação proposta nesta dissertação, apresenta uma maneira de compreender que corpo, discurso e dança são três instâncias desse mesmo processo. Embora tenham aspectos diferentes, se conjugam, pois no corpo, são processos simultâneos. A hipótese levantada é que corpo, discurso e dança operam em uma lógica de simultaneidade porque quando um está ocorrendo, o outro também está, e de alguma maneira ambos estão sendo reformulados, ou seja, são coafetados. Diferente de atestá-los a condição de unidade, a proposição é discutir as especificidades de cada ação, a de dançar e a de escrever/falar sobre a dança. A processualidade do corpo pressupõe como condição a não causalidade dessa relação. Para compreender essa equação cujos termos não se separam, cada termo foi apresentado como um ponto de vista do processo. Na perspectiva do corpo, a articulação com Dawkins (1979), Prigogine (2009), Bittencourt (2012) e Britto (2008), permitiu discutir a temporalidade do corpo, como possibilidade de entender sua natureza processual e instável. Sob a perspectiva do discurso, Brandão (1998), Maingueneau (2013) e Foucault (1999) possibilitaram a compreensão de discurso como uma construção de sentidos relacionados diretamente às suas condições de produção, seu caráter social e histórico. E na perspectiva do olhar para dança, as ideias de Setenta (2008) e Tridapalli (2008) foram os referenciais escolhidos para compartilhar a possibilidade de pensar a dança como um processo de constituição do sujeito. Cada uma dessas perspectivas, se apresenta como um ponto de vista sobre o processo de composição do artista da dança, nas relações estabelecidas com o que está no entrelugar, entre dançar e discursar, o que se vê nas entre vistas. |
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ALVES, PATRICIA ZARSKEALVES, PATRICIA ZARSKEBRITTO, FABIANA DULTRABRITTO, FABIANAMACHADO, ADRIANAMARQUES, ROBERTA2019-05-20T19:28:18Z2019-05-20T19:28:18Z20182018http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/29608Esta pesquisa trata a coimplicação entre discurso e dança nos processos de criação do artista. Para isso, propõe a elaboração de uma equação entre os termos corpo, discurso e dança distante de uma lógica determinista. Discurso e dança aqui se caracterizam como duas maneiras de produzir conhecimento que sempre correspondem ao corpo, visto que são provenientes de sua condição de produzi-los. O corpo opera em fluxo de mudanças, constitui-se de estados provisórios e nesse caráter processual, discurso e dança vão coevoluindo como produções do corpo. Produzir uma dança e produzir um discurso sobre essa dança são ações de um mesmo corpo. A configuração da equação proposta nesta dissertação, apresenta uma maneira de compreender que corpo, discurso e dança são três instâncias desse mesmo processo. Embora tenham aspectos diferentes, se conjugam, pois no corpo, são processos simultâneos. A hipótese levantada é que corpo, discurso e dança operam em uma lógica de simultaneidade porque quando um está ocorrendo, o outro também está, e de alguma maneira ambos estão sendo reformulados, ou seja, são coafetados. Diferente de atestá-los a condição de unidade, a proposição é discutir as especificidades de cada ação, a de dançar e a de escrever/falar sobre a dança. A processualidade do corpo pressupõe como condição a não causalidade dessa relação. Para compreender essa equação cujos termos não se separam, cada termo foi apresentado como um ponto de vista do processo. 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