Interações ecológicas em comunidades de esponjas marinhas no litoral do Estado de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Ramalho, Júlia Peres
Orientador(a): Hardoim, Cristiane Cassiolato Pires
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do ABC
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Evolução e Diversidade
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: http://biblioteca.ufabc.edu.br/index.php?codigo_sophia=124753&midiaext=80978
Resumo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nivel Superior
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spelling info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisInterações ecológicas em comunidades de esponjas marinhas no litoral do Estado de São Paulo2022-08-09Hardoim, Cristiane Cassiolato PiresRamalho, Júlia PeresUniversidade Federal do ABCPrograma de Pós-Graduação em Evolução e DiversidadeUFABCporPORIFERAECOLOGIA DE COMUNIDADESPREDAÇÃOEFEITO DE PRIORIDADECOMMUNITY ECOLOGYPREDATIONPRIORITY EFFECTPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EVOLUÇÃO E DIVERSIDADE - UFABCCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nivel SuperiorFundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São PauloInterações ecológicas contribuem para a manutenção e a biodiversidade de ecossistemas. As atividades que os organismos exercem dentro de uma comunidade, desde o início de sua formação até as interações que as mantêm, como a disponibilidades de nutrientes e a predação, resultam em diferentes composições de comunidades. As esponjas marinhas (Filo Porifera), animais filtradores e sésseis, são organismos descritos como fonte de alimento, refúgio e habitat para outras espécies marinhas. A diversidade de esponjas em algumas comunidades é estruturada através da predação (top-down) enquanto em outras a diversidade se mantém através da disponibilidade de nutrientes (bottom-up). Outro ponto importante a se considerar quando falamos de estrutura de comunidades, é o efeito de prioridade, ou seja, os primeiros colonizadores da comunidade podem vir a alterar o ambiente e a colonização subsequente, resultando em comunidades divergentes em função de quem chega primeiro no local. Para testar como a colonização inicial e a predação afetam a estrutura da comunidade que seria formada, utilizamos três espécies de esponjas marinhas (Aplysina fulva, Amphimedon viridis e Mycale angulosa). Sessenta placas de PVC foram dispostas em campo fixadas verticalmente em estruturas de PVC e dispostas no assoalho oceânico próximo ao costão sul da Praia do Segredo, onde as esponjas são componentes comuns da comunidade incrustante. Essas placas foram divididas em 3 grupos, sendo cada grupo colonizado inicialmente por uma das três espécies de esponja. Dentre as 20 placas de PVC de cada espécie, metade foi mantida sem proteção contra predação, apenas com uma tela lateral, enquanto na metade restante as placas foram protegidas por uma gaiola. Dessa forma foi possível avaliar dois fatores: (1) como a predação afeta o crescimento de cada espécie de esponja, e (2) a diversidade da comunidade fundada por diferentes espécies de esponjas. A predação não afetou o crescimento de nenhuma das três espécies de esponja, sugerindo que esse fator não é determinante nas ocorrências das três espécies. Também não foram vistos peixes comedores de esponjas nas filmagens subaquáticas realizadas nestas mesmas amostras. De forma semelhante, a estrutura da comunidade não foi afetada pela predação, sendo apenas determinada pela espécie de esponja colonizadora. A comunidade incrustante que de desenvolveu nas placas iniciadas com as espécies Ap. fulva e Am. viridis apresentaram semelhanças entre si, ambas apresentaram briozoários como principais organismos na cobertura da placa, enquanto a comunidade das placas iniciadas com My. angulosa apresentou uma composição diferente das demais, com a presença frequente de hidrozoários por exemplo. Os resultados aqui apresentados revelam que, para as espécies estudadas, a predação não interfere no desenvolvimento da comunidade incrustante, porém a espécie inicial proporciona diferentes condições para as espécies que colonizam em seguida.http://biblioteca.ufabc.edu.br/index.php?codigo_sophia=124753&midiaext=80978application/pdfreponame:Repositório Institucional da UFABCinstname:Universidade Federal do ABC (UFABC)instacron:UFABCinfo:eu-repo/semantics/openAccess2026-01-15T22:03:55Zoai:BDTD:124753Repositório InstitucionalPUBhttp://www.biblioteca.ufabc.edu.br/oai/oai.phpopendoar:2023-08-25T10:15:20Repositório Institucional da UFABC - Universidade Federal do ABC (UFABC)false
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