A intensidade do evento aversivo importa? como elementos da resposta de estresse modulam a consolidação sistêmica e especificidade da memória de medo em ratos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Correa, Moises dos Santos
Orientador(a): Fornari, Raquel Vecchio
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do ABC
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Neurociência e Cognição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: http://biblioteca.ufabc.edu.br/index.php?codigo_sophia=124390&midiaext=80860
Resumo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nivel Superior
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spelling info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisA intensidade do evento aversivo importa? como elementos da resposta de estresse modulam a consolidação sistêmica e especificidade da memória de medo em ratos2022-12-15Fornari, Raquel VecchioCorrea, Moises dos SantosUniversidade Federal do ABCPrograma de Pós-Graduação em Neurociência e CogniçãoUFABCporNEUROCIÊNCIASESTRESSEMEMÓRIAREDES NEUROCOGNITIVASNEUROSCIENCEMEMORYNEUROCOGNITIVE NETWORKSPROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM NEUROCIÊNCIA E COGNIÇÃOCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nivel SuperiorA capacidade de evocar memórias de medo ao contexto depende da ativação coordenada de um circuito cerebral de células de engrama de memória. A transição de memórias recentes para remotas parece envolver a reorganização desse circuito global, um processo chamado de consolidação sistêmica que tem sido associado à generalização do medo dependente do tempo. O medo ou a generalização contextual parecem envolver perda de dependência do hipocampo durante a evocação e aumento da dependência de regiões neocorticais, e a memória se torna menos específica ao contexto original onde o evento ocorreu. No entanto, não se sabe se as memórias emocionais adquiridas sob diferentes níveis de estresse podem sofrer diferentes processos de consolidação sistêmica, e a relação entre glicocorticoides e generalização do medo dependente do tempo também não é muito bem compreendida. Aqui, descrevemos como o aumento da intensidade de treino de condicionamento de medo ao contexto provoca a generalização do medo dependente do tempo somente após choques moderados ou fortes, e esse fenômeno está linearmente associado aos níveis de corticosterona pós-treino. Esta dissociação entre o condicionamento do medo fraco e forte é acompanhada por diferentes padrões de conectividade funcional entre as principais regiões cerebrais associadas às redes de Saliência e Modo Padrão durante a evocação da memória, com treino fraco mantendo alta conectividade entre as redes e treino forte provocando baixa conectividade entre elas em intervalos remotos. Além disso, o tratamento pós-treino com corticosterona parece promover a discriminação contextual após o treino fraco, mesmo após intervalo remoto, enquanto que o mesmo tratamento facilita a generalização do medo dependente do tempo após treinos de intensidade moderada. Por último, infusões pós-treino de mifepristona, um antagonista do receptor glicocorticoide e progesterona, no córtex pré-límbico parece interferir com o mecanismo de retroalimentação negativa do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal e também, estar associado a tempos de congelamento mais altos e generalizados em pontos de tempo remotos; e parece existir uma correlação positiva entre a taxa de recuperação de corticosterona aos níveis basais e generalização no grupo tratado com mifepristona no intervalo recente, mas após um intervalo remoto a correlação entre as duas variáveis torna-se negativa. Esse conjunto de dados aponta para uma associação entre a liberação de glicocorticoide em resposta a um evento aversivo e a consolidação de características contextuais no traço da memória,possivelmente agindo sinergicamente com outros mediadores de estresse para promover a discriminação contextual ou facilitar a generalização do medo dependente do tempo, e esse efeito é possivelmente amplificado por uma dependência da conectividade funcional cerebral global. Esses resultados abrem caminhos para a identificação de novos tratamentos para memórias patológicas de medo supergeneralizadas, vistas em Transtornos de Estresse PósTraumático e Ansiedade Generalizada.http://biblioteca.ufabc.edu.br/index.php?codigo_sophia=124390&midiaext=80860application/pdfreponame:Repositório Institucional da UFABCinstname:Universidade Federal do ABC (UFABC)instacron:UFABCinfo:eu-repo/semantics/openAccess2026-01-15T22:02:34Zoai:BDTD:124390Repositório InstitucionalPUBhttp://www.biblioteca.ufabc.edu.br/oai/oai.phpopendoar:2024-09-25T15:24:13Repositório Institucional da UFABC - Universidade Federal do ABC (UFABC)false
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