Anormalidades radiográficas e densitométricas dos pacientes com lipodistrofia generalizada congênita

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Freire, Erika Bastos Lima
Orientador(a): Montenegro Junior, Renan Magalhães
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/71374
Resumo: Introdução A Lipodistrofia Generalizada Congênita (LGC) é uma doença autossômica recessiva rara, causada por mutações em genes responsáveis pela formação e desenvolvimento de adipócitos, gerando graves distúrbios metabólicos. Anormalidades ósseas são descritas na LGC. Entretanto, há escassez de dados sobre tais manifestações e principalmente sobre sua ocorrência e caracterização nos subtipos da LGC. Objetivo - Descrever as características radiográficas e densitométricas em uma grande série de pacientes brasileiros com LGC. Materiais e Métodos -Estudo transversal que avaliou as alterações ósseas de portadores de LGC acompanhados em hospital de referência em Fortaleza, Ceará. Os pacientes foram submetidos a radiografias do esqueleto axial e apendicular, avaliação da densidade mineral óssea (DMO) por DEXA (absorciometria por raios-X de dupla energia), além de avaliação clínica e do metabolismo mineral ósseo. Resultados Dezenove pacientes foram incluídos no estudo, dos quais, 14 eram portadores de LGC tipo 1 (mutação no gene AGPAT2 - LGC1) e 5 LGC tipo 2 (mutação no gene BSCL2 - LGC2). A idade mediana foi 20 anos (8-42 anos) e 58% eram mulheres. Diabetes melitus e dislipidemia estavam presentes em 79 % e 63 % dos pacientes, respectivamente. Quanto ao metabolismo mineral ósseo, a mediana de cálcio e fósforo séricos estava normal em todos os pacientes exceto em uma com hipoparatireoidismo pós cirúrgico. O paratormônio e a 25-OH-vitamina D séricos medianos foram: 23 pg/mL (11-67 pg/mL) e 28 ng/mL (18-43 ng/mL), respectivamente. As principais manifestações ósseas foram lesões osteolíticas, osteoesclerose e pseudo-osteopoiquilose (ilhotas de esclerose óssea), presentes em respectivamente, 74%, 42% e 32% dos pacientes. As lesões líticas foram encontradas predominantemente em extremidades de ossos longos, de forma bilateral e simétrica, poupando a coluna. A osteoesclerose estava presente no esqueleto axial e apendicular. A pseudoosteopoiquilose foi encontrada simetricamente em epífises de fêmur e úmero, além de pelve. Aumento da DMO (Z-escore superior a +2,5 DP) em pelo menos um sítio ósseo foi evidenciado em 13 pacientes(68%), 11 LGC1 e 2 LGC2. A massa óssea foi maior em LGC1 em comparação a LGC2 quando analisamos coluna (L1-L4) e corpo total (CT) em adultos, o que não foi verificado em outros sítios. Entretanto, apesar da maior DMO na coluna e corpo total nos pacientes com LGC1, não houve diferença entre as prevalências de elevada DMO nos subgrupos LGC1 e LGC2. Não foram encontradas associações entre elevada DMO e presença de DM (p = 0,750), de osteosclerose (p = 0,127) ou de pseudo-osteopoiquilose (p = 0,342). Não foi observada associação entre dor e lesões ósseas da LGC. Três pacientes tiveram fraturas prévias, uma delas em região de cistos ósseos. Conclusão- Alterações ósseas são muito prevalentes na LGC1 e LGC2, sendo as lesões osteolíticas as mais comuns, seguidas de osteoesclerose e pseudo-osteopoiquilose. A LGC cursa com aumento da DMO na maioria dos casos. Assim, é essencial a avaliação sistemática de manifestações ósseas na LGC. Estudos futuros são necessários para melhor compreensão de sua patogênese, suas consequências clínicas e morbimortalidade.
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Objetivo - Descrever as características radiográficas e densitométricas em uma grande série de pacientes brasileiros com LGC. Materiais e Métodos -Estudo transversal que avaliou as alterações ósseas de portadores de LGC acompanhados em hospital de referência em Fortaleza, Ceará. Os pacientes foram submetidos a radiografias do esqueleto axial e apendicular, avaliação da densidade mineral óssea (DMO) por DEXA (absorciometria por raios-X de dupla energia), além de avaliação clínica e do metabolismo mineral ósseo. Resultados Dezenove pacientes foram incluídos no estudo, dos quais, 14 eram portadores de LGC tipo 1 (mutação no gene AGPAT2 - LGC1) e 5 LGC tipo 2 (mutação no gene BSCL2 - LGC2). A idade mediana foi 20 anos (8-42 anos) e 58% eram mulheres. Diabetes melitus e dislipidemia estavam presentes em 79 % e 63 % dos pacientes, respectivamente. 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Estudos futuros são necessários para melhor compreensão de sua patogênese, suas consequências clínicas e morbimortalidade.Introdução A Lipodistrofia Generalizada Congênita (LGC) é uma doença autossômica recessiva rara, causada por mutações em genes responsáveis pela formação e desenvolvimento de adipócitos, gerando graves distúrbios metabólicos. Anormalidades ósseas são descritas na LGC. Entretanto, há escassez de dados sobre tais manifestações e principalmente sobre sua ocorrência e caracterização nos subtipos da LGC. Objetivo - Descrever as características radiográficas e densitométricas em uma grande série de pacientes brasileiros com LGC. Materiais e Métodos -Estudo transversal que avaliou as alterações ósseas de portadores de LGC acompanhados em hospital de referência em Fortaleza, Ceará. Os pacientes foram submetidos a radiografias do esqueleto axial e apendicular, avaliação da densidade mineral óssea (DMO) por DEXA (absorciometria por raios-X de dupla energia), além de avaliação clínica e do metabolismo mineral ósseo. Resultados Dezenove pacientes foram incluídos no estudo, dos quais, 14 eram portadores de LGC tipo 1 (mutação no gene AGPAT2 - LGC1) e 5 LGC tipo 2 (mutação no gene BSCL2 - LGC2). A idade mediana foi 20 anos (8-42 anos) e 58% eram mulheres. Diabetes melitus e dislipidemia estavam presentes em 79 % e 63 % dos pacientes, respectivamente. Quanto ao metabolismo mineral ósseo, a mediana de cálcio e fósforo séricos estava normal em todos os pacientes exceto em uma com hipoparatireoidismo pós cirúrgico. O paratormônio e a 25-OH-vitamina D séricos medianos foram: 23 pg/mL (11-67 pg/mL) e 28 ng/mL (18-43 ng/mL), respectivamente. As principais manifestações ósseas foram lesões osteolíticas, osteoesclerose e pseudo-osteopoiquilose (ilhotas de esclerose óssea), presentes em respectivamente, 74%, 42% e 32% dos pacientes. As lesões líticas foram encontradas predominantemente em extremidades de ossos longos, de forma bilateral e simétrica, poupando a coluna. A osteoesclerose estava presente no esqueleto axial e apendicular. A pseudoosteopoiquilose foi encontrada simetricamente em epífises de fêmur e úmero, além de pelve. Aumento da DMO (Z-escore superior a +2,5 DP) em pelo menos um sítio ósseo foi evidenciado em 13 pacientes(68%), 11 LGC1 e 2 LGC2. A massa óssea foi maior em LGC1 em comparação a LGC2 quando analisamos coluna (L1-L4) e corpo total (CT) em adultos, o que não foi verificado em outros sítios. Entretanto, apesar da maior DMO na coluna e corpo total nos pacientes com LGC1, não houve diferença entre as prevalências de elevada DMO nos subgrupos LGC1 e LGC2. Não foram encontradas associações entre elevada DMO e presença de DM (p = 0,750), de osteosclerose (p = 0,127) ou de pseudo-osteopoiquilose (p = 0,342). Não foi observada associação entre dor e lesões ósseas da LGC. Três pacientes tiveram fraturas prévias, uma delas em região de cistos ósseos. Conclusão- Alterações ósseas são muito prevalentes na LGC1 e LGC2, sendo as lesões osteolíticas as mais comuns, seguidas de osteoesclerose e pseudo-osteopoiquilose. A LGC cursa com aumento da DMO na maioria dos casos. Assim, é essencial a avaliação sistemática de manifestações ósseas na LGC. Estudos futuros são necessários para melhor compreensão de sua patogênese, suas consequências clínicas e morbimortalidade.Lipodistrofia Generalizada CongênitaDensidade ÓsseaCistos ÓsseosAnormalidades radiográficas e densitométricas dos pacientes com lipodistrofia generalizada congênitainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)instname:Universidade Federal do Ceará (UFC)instacron:UFCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL2022_dis_eblfreire.pdf2022_dis_eblfreire.pdfapplication/pdf16308457http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/71374/5/2022_dis_eblfreire.pdf6e32134df2025bd5c6f6abc65be57dfdMD55LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/71374/6/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD56riufc/713742023-03-22 09:15:02.121oai:repositorio.ufc.br:riufc/71374Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.ufc.br/ri-oai/requestbu@ufc.br || repositorio@ufc.bropendoar:2023-03-22T12:15:02Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC) - Universidade Federal do Ceará (UFC)false
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