Elaboração e validação de tecnologia educativa para autoeficácia da amamentação
| Ano de defesa: | 2011 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/4127 |
Resumo: | As características individuais do processo de amamentação devem ser consideradas, bem como a relevância da educação em saúde apropriada à mulher no período puerperal, no ambiente do Alojamento Conjunto (AC). Dessa forma, teve-se como objetivo geral construir e validar tecnologia educativa para promoção da autoeficácia materna no ato de amamentar. Tratou-se de pesquisa quase experimental antes-depois, com grupo de controle não equivalente, tendo como amostra 201 puérperas nas unidades de AC, de uma maternidade pública de referência terciária na assistência perinatal e neonatal, em Fortaleza. A coleta dos dados ocorreu no período de maio de 2010 a maio de 2011 em quatro etapas. Na primeira etapa, aplicaram-se dois instrumentos: a Escala Breastfeeding Self-Efficacy Scale-Short Form (BSES-SF), versão brasileira, e o formulário sócio demográfico e clínico-obstétrico para o grupo intervenção (GI) e grupo comparação (GC). Na segunda etapa, o GC recebeu cuidados da equipe, de acordo com a rotina convencional preconizada pela instituição e o GI foi submetido à intervenção educativa individual por meio do álbum seriado: “Eu posso amamentar o meu filho”, construído a partir da reflexão dos itens da BSES-SF, dos pressupostos da Teoria de Autoeficácia de Bandura (1986) e de referências sobre aleitamento materno. Essa tecnologia educativa foi submetida à avaliação por 10 juízes, resultando no Índice de Validade de Conteúdo de 0,92 em relação às figuras e 0,97 quanto às fichas-roteiro. En la segunda etapa, el CG recibió equipo de atención, de acuerdo a la rutina convencional establecida por la institución y el GI fue sometido a la intervención educativa individual a través del álbum ilustrado: "Yo puedo amamantar a mi hijo", construido a partir de reflexión de los ítems de la BSES-SF, de los supuestos de la Teoría de la Autoeficacia de Bandura (1986) y de referencias acerca de la lactancia materna. Esta tecnología educativa fue sometida a la evaluación por 10 jueces, lo que resulta en el índice de la Validez del Contenido de 0,92 frente al 0,97 cuanto a las fichas-guías. A terceira etapa consistiu da aplicação da escala BSES-SF nas puérperas antes da alta hospitalar. Já a quarta etapa ocorreu com dois meses de puerpério, novamente com a aplicação da escala às puérperas do GI e do GC, por contato telefônico. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Os resultados evidenciaram que os grupos são similares, pois as seguintes variáveis não apresentaram diferença estatística: idade, tipo de moradia, tabagismo, etilismo, recebe ajuda nas atividades domésticas, espaço reservado para amamentar, origem da água utilizada e existência de pia com água e sabão no banheiro, número de gestações, paridade, número de abortos, amamentação anterior e tempo de aleitamento materno. Apenas se diferenciaram de forma estatisticamente significante as variáveis: estado civil (p=0,027), ocupação (p=0,022) e número de filhos (p=0,037), com maiores prevalências no grupo comparação. Nas etapas 1 e 2 não houve associação estatisticamente significante entre os grupos GI e GC, apesar dos escores da escala BSES-SF terem sido mais elevados no GI. Entretanto na etapa 3 (dois meses de puerpério) essas diferenças apresentaram significância estatística (p<0,0021). Isto revela que a intervenção utilizando o álbum seriado favoreceu a autoeficácia materna. Quanto à relação entre o aleitamento materno e as mudanças nos escores da BSES-SF, pode-se verificar associação estatisticamente significante (p<0,001), demonstrando que, no GI, 100% das mulheres investigadas em ambos os momentos permaneceram em aleitamento materno, enquanto que no GC este índice reduziu para 41,0%, no terceiro momento. Conclui-se que a intervenção educativa utilizando-se o álbum seriado “Eu posso amamentar o meu filho” promoveu não só a elevada autoeficácia materna para amamentar, como maior duração do aleitamento materno. |
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Dodt, Regina Cláudia MeloXimenes , Lorena Barbosa2012-12-11T15:38:40Z2012-12-11T15:38:40Z2011DODT, R. C. M. Elaboração e validação de tecnologia educativa para autoeficácia da amamentação. 2011. 166 f. Tese (Doutorado em Enfermagem) - Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2011.http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/4127Estudos de ValidaçãoTecnologia EducacionalAleitamento MaternoElaboração e validação de tecnologia educativa para autoeficácia da amamentaçãoElaboration and validation of educational technology self-efficacy for breastfeedinginfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisAs características individuais do processo de amamentação devem ser consideradas, bem como a relevância da educação em saúde apropriada à mulher no período puerperal, no ambiente do Alojamento Conjunto (AC). Dessa forma, teve-se como objetivo geral construir e validar tecnologia educativa para promoção da autoeficácia materna no ato de amamentar. Tratou-se de pesquisa quase experimental antes-depois, com grupo de controle não equivalente, tendo como amostra 201 puérperas nas unidades de AC, de uma maternidade pública de referência terciária na assistência perinatal e neonatal, em Fortaleza. A coleta dos dados ocorreu no período de maio de 2010 a maio de 2011 em quatro etapas. Na primeira etapa, aplicaram-se dois instrumentos: a Escala Breastfeeding Self-Efficacy Scale-Short Form (BSES-SF), versão brasileira, e o formulário sócio demográfico e clínico-obstétrico para o grupo intervenção (GI) e grupo comparação (GC). Na segunda etapa, o GC recebeu cuidados da equipe, de acordo com a rotina convencional preconizada pela instituição e o GI foi submetido à intervenção educativa individual por meio do álbum seriado: “Eu posso amamentar o meu filho”, construído a partir da reflexão dos itens da BSES-SF, dos pressupostos da Teoria de Autoeficácia de Bandura (1986) e de referências sobre aleitamento materno. Essa tecnologia educativa foi submetida à avaliação por 10 juízes, resultando no Índice de Validade de Conteúdo de 0,92 em relação às figuras e 0,97 quanto às fichas-roteiro. En la segunda etapa, el CG recibió equipo de atención, de acuerdo a la rutina convencional establecida por la institución y el GI fue sometido a la intervención educativa individual a través del álbum ilustrado: "Yo puedo amamantar a mi hijo", construido a partir de reflexión de los ítems de la BSES-SF, de los supuestos de la Teoría de la Autoeficacia de Bandura (1986) y de referencias acerca de la lactancia materna. Esta tecnología educativa fue sometida a la evaluación por 10 jueces, lo que resulta en el índice de la Validez del Contenido de 0,92 frente al 0,97 cuanto a las fichas-guías. A terceira etapa consistiu da aplicação da escala BSES-SF nas puérperas antes da alta hospitalar. Já a quarta etapa ocorreu com dois meses de puerpério, novamente com a aplicação da escala às puérperas do GI e do GC, por contato telefônico. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Os resultados evidenciaram que os grupos são similares, pois as seguintes variáveis não apresentaram diferença estatística: idade, tipo de moradia, tabagismo, etilismo, recebe ajuda nas atividades domésticas, espaço reservado para amamentar, origem da água utilizada e existência de pia com água e sabão no banheiro, número de gestações, paridade, número de abortos, amamentação anterior e tempo de aleitamento materno. Apenas se diferenciaram de forma estatisticamente significante as variáveis: estado civil (p=0,027), ocupação (p=0,022) e número de filhos (p=0,037), com maiores prevalências no grupo comparação. Nas etapas 1 e 2 não houve associação estatisticamente significante entre os grupos GI e GC, apesar dos escores da escala BSES-SF terem sido mais elevados no GI. Entretanto na etapa 3 (dois meses de puerpério) essas diferenças apresentaram significância estatística (p<0,0021). Isto revela que a intervenção utilizando o álbum seriado favoreceu a autoeficácia materna. Quanto à relação entre o aleitamento materno e as mudanças nos escores da BSES-SF, pode-se verificar associação estatisticamente significante (p<0,001), demonstrando que, no GI, 100% das mulheres investigadas em ambos os momentos permaneceram em aleitamento materno, enquanto que no GC este índice reduziu para 41,0%, no terceiro momento. 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