Vivências cotidianas de adolescentes com diabetes Mellitus : um estudo compreensivo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Fragoso, Luciana Vládia Carvalhêdo
Orientador(a): Damasceno, Marta Maria Coelho
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/1913
Resumo: Lidar no cotidiano com o diabetes não é tarefa fácil e cada vez mais se admite que os aspectos emocionais, afetivos e psicossociais, a dinâmica familiar, as fases da vida, bem como a relação com o profissional de saúde podem influenciar a motivação, a habilidade para o aprendizado do controle e manejo do diabetes. Nesse contexto é que objetivamos com esse estudo compreender as vivências com o diabetes mellitus tipo 1 , a partir dos discursos dos adolescentes. O estudo foi do tipo descritivo de natureza qualitativa, realizado com 14 adolescentes do ambulatório de endocrinologia de um Hospital de referência no município de Fortaleza, Ceará, no período de junho a outubro de 2008. Para coleta dos dados adotou-se uma entrevista semi-estruturada com três perguntas norteadoras direcionada aos participantes. Os dados foram organizados segundo a análise de conteúdo de Bardin. Como resultados emergiram dos discursos cinco categorias: Ter que aprender a conviver com a doença, Ter dificuldades para seguir a dieta, Ser cobrado e apoiado pela família para realizar o tratamento, Ter o apoio dos amigos como suporte para o tratamento e Gostar da assistência prestada pelo médico e enfermeiro do ambulatório de diabetes. Na primeira categoria, observamos que a descoberta do diabetes foi um momento difícil devido às mudanças que tiveram de adotar em virtude do controle terapêutico, porém o tempo fez com que eles aprendessem a conviver e lidar com o diabetes; na segunda categoria foi evidenciado que seguir a dieta adequada é algo bastante difícil em conseqüência dos estímulos internos e externos a que estão submetidos e também das dificuldades financeiras devido a uma baixa renda familiar; a terceira e quarta categorias demonstraram que os adolescentes têm como suporte para o seu tratamento diário o apoio da família e dos amigos e por fim a quinta categoria revelou que os adolescentes gostam da assistência realizada pelos profissionais de saúde do ambulatório. Concluindo o estudo evidenciamos que os adolescentes estão avançando no seu processo de adaptação ao adoecer crônico, enfrentando e encarando seu tratamento apesar de encontrarem dificuldades para seguirem, em especial, o tratamento dietético. O apoio da família acontece através das cobranças para que os mesmos realizem seu autocuidado, os grupos de pares atuam através do suporte emocional facilitando o seu tratamento e demonstrando empatia e os profissionais de saúde oferecem o suporte técnico, ressaltando que alguns profissionais se sobressaíram na assistência, ao exercerem um cuidado humanizado e não apenas técnico. Observamos que ainda assim há muito que avançarmos enquanto profissionais de saúde na valorização das experiências de vida do adolescente com diabetes, identificando fatores que interferem para o bom andamento do seu tratamento, realizando uma assistência que contemple além do aspecto técnico, que valorize a ciência aliada aos aspectos biopsicossociais promovendo qualidade na assistência à saúde do mesmo.
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Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2009.http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/1913Diabetes MellitusAssistência à SaúdeAdolescenteVivências cotidianas de adolescentes com diabetes Mellitus : um estudo compreensivoDaily experiences of adolescents with diabetes Mellitus : a comprehensy studyinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisLidar no cotidiano com o diabetes não é tarefa fácil e cada vez mais se admite que os aspectos emocionais, afetivos e psicossociais, a dinâmica familiar, as fases da vida, bem como a relação com o profissional de saúde podem influenciar a motivação, a habilidade para o aprendizado do controle e manejo do diabetes. Nesse contexto é que objetivamos com esse estudo compreender as vivências com o diabetes mellitus tipo 1 , a partir dos discursos dos adolescentes. 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