A interação do cajueiro (Anacardium occidentale L.) com o fungo Lasiodiplodia theobromae reprograma a expressão de proteínas no caule, sítio de infecção do patógeno.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Cipriano, Aline Kelly de Aquino Lima
Orientador(a): Oliveira, José Tadeu Abreu de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/10517
Resumo: No Brasil, a indústria do caju é uma das principais fontes de renda e trabalho no campo e representa a maior parcela da economia na região nordeste, que concentra 94% da produção, destacando-se os estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, respectivamente. Neste contexto, para otimizar o setor produtivo, estratégias de melhoramento genético de cultivares têm focado na seleção e desenvolvimento de clones anãos. Entretanto, essa prática tem contribuído para diminuição da variabilidade genética e, consequentemente, para maior vulnerabilidade ao ataque de patógenos. A resinose, causada pelo fungo Lasiodiplodia theobromae (Pat.) Griff & Maubl. é considerada a principal doença do cajueiro nas condições semiáridas. Métodos eficientes de controle da doença ainda não foram estabelecidos. Baseado na ausência de dados publicados com relação às respostas bioquímicas e fisiológicas do cajueiro infectado com L. theobromae, associado ao fato de que as plantas, para se defenderem do ataque de patógenos, acionam/alteram vias metabólicas controladas por diversas proteínas, o estudo da identidade dessas proteínas fornecem informações sobre os mecanismos relacionados à interação de compatibilidade/incompatibilidade entre o cajueiro e L. theobromae. Dessa forma, nesse estudo, foi realizada análise proteômica diferencial de caules de cajueiro (Anacardium occidentale), clone BRS 226 (resistente), mantido em condições controladas, em tempos iniciais pós-infecção com o L. theobromae, assim como, de plantas de cajueiro resultantes da polinização aberta do BRS 226, classificadas como resistentes e suscetíveis à resinose, em condições de campo, onde há alta pressão do patógeno. Proteínas diferencialmente expressas foram identificadas por eletroforese bidimensional (2D-PAGE) combinada com espectrometria de massas ESI-Q-TOF MS/MS. Plantas de cajueiro infectadas com L. theobromae acionam respostas fisiológicas associadas à reprogramação da expressão de um total de 73 proteínas, nos cenários investigados. Destas, 36 foram identificadas no clone BRS 226, artificialmente inoculado, e 37 nas plantas de cajueiro, cultivadas em condições de campo. Portanto, um número equivalente de proteínas é responsivo dentro dos cenários analisados e compartilham funções celulares em rotas metabólicas e de produção de energia, estresse/defesa, sinalização celular e enovelamento/metabolismo de proteínas. Proteínas responsivas a hormônios e envolvidas com estrutura celular foram diferencialmente expressas somente em plantas crescidas em condição de campo, enquanto proteínas de transporte foram reprogramadas no clone BRS 226. Plantas de cajueiro, cultivadas em campo, e inoculadas do clone BRS 226 compartilharam a expressão reprogramada de 6 proteínas idênticas, dentre as quais, proteínas 14-3-3 e anexinas, envolvidas com a sinalização celular, foram influenciadas ao mesmo tempo, aparentemente, pelos estresses abiótico e biótico. A reprogramação de funções celulares comuns somado a alteração na expressão de 6 proteínas idênticas, nas condições estudadas, mostrou sobreposição de respostas, que parece ser indicativo da infecção pelo L. theobromae no tecido caulinar. Essas observações revelam proteínas que são alvos dos mecanismos celulares acionados em plantas de cajueiro desafiadas com L. theobromae e constituem uma base inicial de resultados que podem ser, futuramente, integrados a programas de melhoramento genético do cajueiro, visando resistência, particularmente, à resinose.
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Neste contexto, para otimizar o setor produtivo, estratégias de melhoramento genético de cultivares têm focado na seleção e desenvolvimento de clones anãos. Entretanto, essa prática tem contribuído para diminuição da variabilidade genética e, consequentemente, para maior vulnerabilidade ao ataque de patógenos. A resinose, causada pelo fungo Lasiodiplodia theobromae (Pat.) Griff & Maubl. é considerada a principal doença do cajueiro nas condições semiáridas. Métodos eficientes de controle da doença ainda não foram estabelecidos. Baseado na ausência de dados publicados com relação às respostas bioquímicas e fisiológicas do cajueiro infectado com L. theobromae, associado ao fato de que as plantas, para se defenderem do ataque de patógenos, acionam/alteram vias metabólicas controladas por diversas proteínas, o estudo da identidade dessas proteínas fornecem informações sobre os mecanismos relacionados à interação de compatibilidade/incompatibilidade entre o cajueiro e L. theobromae. Dessa forma, nesse estudo, foi realizada análise proteômica diferencial de caules de cajueiro (Anacardium occidentale), clone BRS 226 (resistente), mantido em condições controladas, em tempos iniciais pós-infecção com o L. theobromae, assim como, de plantas de cajueiro resultantes da polinização aberta do BRS 226, classificadas como resistentes e suscetíveis à resinose, em condições de campo, onde há alta pressão do patógeno. Proteínas diferencialmente expressas foram identificadas por eletroforese bidimensional (2D-PAGE) combinada com espectrometria de massas ESI-Q-TOF MS/MS. Plantas de cajueiro infectadas com L. theobromae acionam respostas fisiológicas associadas à reprogramação da expressão de um total de 73 proteínas, nos cenários investigados. Destas, 36 foram identificadas no clone BRS 226, artificialmente inoculado, e 37 nas plantas de cajueiro, cultivadas em condições de campo. Portanto, um número equivalente de proteínas é responsivo dentro dos cenários analisados e compartilham funções celulares em rotas metabólicas e de produção de energia, estresse/defesa, sinalização celular e enovelamento/metabolismo de proteínas. Proteínas responsivas a hormônios e envolvidas com estrutura celular foram diferencialmente expressas somente em plantas crescidas em condição de campo, enquanto proteínas de transporte foram reprogramadas no clone BRS 226. Plantas de cajueiro, cultivadas em campo, e inoculadas do clone BRS 226 compartilharam a expressão reprogramada de 6 proteínas idênticas, dentre as quais, proteínas 14-3-3 e anexinas, envolvidas com a sinalização celular, foram influenciadas ao mesmo tempo, aparentemente, pelos estresses abiótico e biótico. A reprogramação de funções celulares comuns somado a alteração na expressão de 6 proteínas idênticas, nas condições estudadas, mostrou sobreposição de respostas, que parece ser indicativo da infecção pelo L. theobromae no tecido caulinar. Essas observações revelam proteínas que são alvos dos mecanismos celulares acionados em plantas de cajueiro desafiadas com L. theobromae e constituem uma base inicial de resultados que podem ser, futuramente, integrados a programas de melhoramento genético do cajueiro, visando resistência, particularmente, à resinose.porreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)instname:Universidade Federal do Ceará (UFC)instacron:UFCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL2014_dis_akalcipriano.pdf2014_dis_akalcipriano.pdfapplication/pdf2753055http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/10517/1/2014_dis_akalcipriano.pdf892bde62cddf05cebf6ae0b3a737c969MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81786http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/10517/2/license.txt8c4401d3d14722a7ca2d07c782a1aab3MD52riufc/105172020-05-25 10:21:06.567oai:repositorio.ufc.br:riufc/10517w4kgbmVjZXNzw6FyaW8gY29uY29yZGFyIGNvbSBhIGxpY2Vuw6dhIGRlIGRpc3RyaWJ1acOnw6NvIG7Do28tZXhjbHVzaXZhLAphbnRlcyBxdWUgbyBkb2N1bWVudG8gcG9zc2EgYXBhcmVjZXIgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvLiBQb3IgZmF2b3IsIGxlaWEgYQpsaWNlbsOnYSBhdGVudGFtZW50ZS4gQ2FzbyBuZWNlc3NpdGUgZGUgYWxndW0gZXNjbGFyZWNpbWVudG8gZW50cmUgZW0KY29udGF0byBhdHJhdsOpcyBkZTogcmVwb3NpdG9yaW9AdWZjLmJyIG91ICg4NSkzMzY2LTk1MDguCgpMSUNFTsOHQSBERSBESVNUUklCVUnDh8ODTyBOw4NPLUVYQ0xVU0lWQQoKQW8gYXNzaW5hciBlIGVudHJlZ2FyIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIG8vYSBTci4vU3JhLiAoYXV0b3Igb3UgZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yKToKCmEpIENvbmNlZGUgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZG8gQ2VhcsOhIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZQpyZXByb2R1emlyLCBjb252ZXJ0ZXIgKGNvbW8gZGVmaW5pZG8gYWJhaXhvKSwgY29tdW5pY2FyIGUvb3UKZGlzdHJpYnVpciBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vL2Fic3RyYWN0KSBlbQpmb3JtYXRvIGRpZ2l0YWwgb3UgaW1wcmVzc28gZSBlbSBxdWFscXVlciBtZWlvLgoKYikgRGVjbGFyYSBxdWUgbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgw6kgc2V1IHRyYWJhbGhvIG9yaWdpbmFsLCBlIHF1ZQpkZXTDqW0gbyBkaXJlaXRvIGRlIGNvbmNlZGVyIG9zIGRpcmVpdG9zIGNvbnRpZG9zIG5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLiBEZWNsYXJhIHRhbWLDqW0gcXVlIGEgZW50cmVnYSBkbyBkb2N1bWVudG8gbsOjbyBpbmZyaW5nZSwgdGFudG8gcXVhbnRvIGxoZSDDqSBwb3Nzw612ZWwgc2FiZXIsIG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIHF1YWxxdWVyIG91dHJhIHBlc3NvYSBvdSBlbnRpZGFkZS4KCmMpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zCmRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZG8gQ2VhcsOhIG9zIGRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MgZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLgoKU2UgbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgw6kgYmFzZWFkbyBlbSB0cmFiYWxobyBmaW5hbmNpYWRvIG91IGFwb2lhZG8KcG9yIG91dHJhIGluc3RpdHVpw6fDo28gcXVlIG7Do28gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkbyBDZWFyw6EsIGRlY2xhcmEgcXVlIGN1bXByaXUgcXVhaXNxdWVyIG9icmlnYcOnw7VlcyBleGlnaWRhcyBwZWxvIHJlc3BlY3Rpdm8gY29udHJhdG8gb3UKYWNvcmRvLgoKQSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkbyBDZWFyw6EgaWRlbnRpZmljYXLDoSBjbGFyYW1lbnRlIG8ocykgc2V1IChzKSBub21lIChzKSBjb21vIG8gKHMpIGF1dG9yIChlcykgb3UgZGV0ZW50b3IgKGVzKSBkb3MgZGlyZWl0b3MgZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLCBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIHBhcmEgYWzDqW0gZGFzIHBlcm1pdGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.ufc.br/ri-oai/requestbu@ufc.br || repositorio@ufc.bropendoar:2020-05-25T13:21:06Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC) - Universidade Federal do Ceará (UFC)false
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